quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Paralamas - (mais) um defensor fervoroso

Tem uma turma que pedala Audax que não bate bem!! :-) Um deles, o Helton, escreveu o comentário mais longo que esse blog já recebeu. Ele escreveu sobre a sua íntima relação com a sua bicicleta e seus paralamas!

Me dei a liberdade de copiar todo o comentário e colá-lo abaixo, vale a leitura. Para quem acha que o Helton não pedala nada sugiro a leitura do blog que eles escreveu numa viagem de quase 5000 km que fez no fim de 2006 - início de 2007.

A minha decepção em relação ao Helton é que a bicicleta dele não tem outro acessório imprescindível a um pica-pau dos tempos modernos: o pezinho! Mas deixa assim, ninguém é perfeito! ;-)


A bicicleta utilizada na viagem

Boa leitura

**************

Bah! Eu na condição de ser eu, não poderia deixar de fazer um longo comentário (e pelo jeito vou ser o primeiro).

Achei o post muito pertinente, mas achei que não foi suficientemente enfatizada a importância, relevância e pertinência dos paralamas. Portanto, sugiro mudar o último parágrafo para:

"Eu uso paralamas a uns (n) anos e recomendo a todos que não são viciados em estética, mas que se preocupam com desempenho, e buscam "aprimorar a experiência do usuário" sobre a bicicleta de forma radical (do tipo antes/depois), que instalem o quanto antes um bom paralama fixo com apara-barro e nunca mais o tirem da bicicleta - nem em dias de sol! Dessa forma, garantirão não só seu conforto e saúde, mas também multiplicarão a vida útil da sua bicicleta"

Agora, as razões de eu fazer uma afirmação tão "paralama-xiita" assim:

1 - Paralama não prejudica o desempenho, a não ser num belo dia de sol. Caso o tempo e o chão não estejam totalmente secos, a bicicleta e o ciclista rendem muito mais se a podridão lançada para cima pelas rodas não os atingirem;
2 - A lubrificação da corrente dura cinco vezes mais caso seja usado um paralama (experiência própira confirmada por anos de uso);
3 - Caso não haja pressa, é possível sair de casa imediatamente após a chuva para passear sem sujar a bike nem se sujar;
4 - Quanto mais se anda com uma bicicleta equipada com paralama NA CHUVA, mais limpa ela fica (e vice-versa);
5 - Todo mundo sabe que bastam uns poucos metros de chão molhado ou sujo para que a bike e o ciclista fiquem sujos. O que ninguém sabe é quando pode ser que apareça uma poça, uma rua com cano estourado, um esgoto... Por isso o ideal é usar o paralama sempre.
6 - Ao contrário do que parece, o paralama dianteiro é tão ou mais útil do que o traseiro, já que a água que a dianteira lança vai direto para os pés, para as coroas do pedivela, para o bico da caramanhola, e para a nossa cara - e nossos olhos, certamente.
7 - por falar em paralama dianteiro, eu posso também afirmar que a melhor coisa que já inventaram é o apara-barro, também conhecido como "saia". Apesar de parecer algo totalmente brega, eu quase chego a pensar que a principal função do paralama dianteiro é servir como ponto de apoio para o apara-barro, pois é este que impede que a corrente se infeste de lama ou poeira, bem como os pés (lavar bermuda e camiseta é barbada comparando a lavar tênis ou sapatilha...).

Ainda hoje fui à Azenha e consegui um tapete usado de automóvel, bem grosso, de graça. Fixei-o no paralama dianteiro, e espero que funcione bem no audax domingo (sim, eu quero que chova, não aguento mais de calor).

Agora, três últimas dicas para garantir uma experiência do usuário ótima:
1 - as hastes de fixação determinam completamente a firmeza do conjunto, portanto elas devem estar retas e ser firmes, especialmente nos pontos de fixação, evitanto que o paralama fique batendo na roda e/ou fazendo barulho;
2 - no caso de paralamas de lata (que são os que uso na tandem), é conveniente colocar forrações de borracha nos pontos onde ele encosta no quadro, evitanto aquele barulho horrível e típico de "barra-forte". Minha bike está totalmente vacinada, felizmente, e não faz barulho de lata mesmo possuindo paralamas de lata;
3 - o apara-barro dianteiro estará corretamente posicionado caso a beirada inferior dele arraste no chão com uma certa sobra. Tem que ficar escandalosamente comprido e de preferência largo, aí sim ele funciona que é uma beleza.

Nos vemos domingo! E que chova!

2 comentários:

29 de nov de 2009 19:43:00
Daniel disse...

só o Helton mesmo para escrever este comentáriooooooooooo
mas quanto ao pezinho, uns anos atrás ele me falou que era coisa de pica-pau, mas hoje ele usa na tandem e defende autilização do mesmo

é só dar uma conferida nas fotosdo último desafio do dia 29/11

abraços e parabéns a todos que fizeram este desafio, que ao contrário do que queria o Helton, estava muito quente.

13 de abr de 2011 16:24:00
Anônimo disse...

Parabéns Helton pelo texto,
Para mim, quem incutiu nas mentes brasileiras que bicicletas não necessitam de para-lamas ou que para-barros são bregas, foram os mecânicos proprietários da oficias das bikes, por um motivo mais que óbvio.
Por isto, cheguei a triste verdade que o brasileiro não pensa apenas ao votar mas também ao comprar.
Com esta moda ou tendência incutida, os Fabricantes aumentaram seus lucros com a diminuição dos acessórios, pois marca de bicicleta alguma baixou preços nos últimos 30 anos, período do desuso dos para-lamas.
Sem falar no desuso das luzes de segurança tipo flash intermitente, hoje de INDUÇÃO ELETROMAGNÉTICA, ou faróis que sequer estão disponíveis no mercado Brasileiro.. E o que dizer para este povão, sobre luzes nas rodas ?...

Postar um comentário