quinta-feira, 26 de novembro de 2009

A chuva e os paralamas

A previsão do tempo para domingo deu uma melhorada nos últimos dias, mas quem for a Porto Alegre pedalar o Desafio ou a Santa Maria pedalar o Audax UAF pode se precaver um pouco e minimizar as consequências de um banho de chuva. :-(

Nessas horas eu admiro os nossos amigos randoneiros europeus que equipam suas speeds com paralamas, para pedalarem na chuva com um pouco mais de conforto. A água suja da estrada é levantada pelo pneu traseiro, bate nas costas e escorrega para dentro da bermuda onde é "filtrada" pelo forro, deixando ali dentro um pouco de terra! O volume de terra vai depender de quanto tempo chova, da sujeira dos acostamentos e da qualidade da camisa, pois grande parte dessa sujeira para por ali mesmo. Mas a terra que fica na bermuda por várias horas em constante fricção junto as coxas, virilhas e "partes íntimas" já fez várias vítimas nos últimos anos nas provas em que participei.

Eu uso paralamas a uns 5 anos e recomendo a todos que não tem preocupações estéticas ou de desempenho, mas buscam no ciclismo saúde, companheirismo e lazer com um mínimo de conforto.

1 comentários:

26 de nov de 2009 16:54:00
Helton Moraes disse...

Bah! Eu não condição de ser eu, não poderia deixar de fazer um longo comentário (e pelo jeito vou ser o primeiro).

Achei o post muito pertinente, mas achei que não foi suficientemente enfatizada a importância, relevância e pertinência dos paralamas. Portanto, sugiro mudar o último parágrafo para:

"Eu uso paralamas a uns (n) anos e recomendo a todos que não são viciados em estética, mas que se preocupam com desempenho, e buscam "aprimorar a experiência do usuário" sobre a bicicleta de forma radical (do tipo antes/depois), que instalem o quanto antes um bom paralama fixo com apara-barro e nunca mais o tirem da bicicleta - nem em dias de sol! Dessa forma, garantirão não só seu conforto e saúde, mas também multiplicarão a vida útil da sua bicicleta"

Agora, as razões de eu fazer uma afirmação tão "paralama-xiita" assim:

1 - Paralama não prejudica o desempenho, a não ser num belo dia de sol. Caso o tempo e o chão não estejam totalmente secos, a bicicleta e o ciclista rendem muito mais se a podridão lançada para cima pelas rodas não os atingirem;
2 - A lubrificação da corrente dura cinco vezes mais caso seja usado um paralama (experiência própira confirmada por anos de uso);
3 - Caso não haja pressa, é possível sair de casa imediatamente após a chuva para passear sem sujar a bike nem se sujar;
4 - Quanto mais se anda com uma bicicleta equipada com paralama NA CHUVA, mais limpa ela fica (e vice-versa);
5 - Todo mundo sabe que bastam uns poucos metros de chão molhado ou sujo para que a bike e o ciclista fiquem sujos. O que ninguém sabe é quando pode ser que apareça uma poça, uma rua com cano estourado, um esgoto... Por isso o ideal é usar o paralama sempre.
6 - Ao contrário do que parece, o paralama dianteiro é tão ou mais útil do que o traseiro, já que a água que a dianteira lança vai direto para os pés, para as coroas do pedivela, para o bico da caramanhola, e para a nossa cara - e nossos olhos, certamente.
7 - por falar em paralama dianteiro, eu posso também afirmar que a melhor coisa que já inventaram é o apara-barro, também conhecido como "saia". Apesar de parecer algo totalmente brega, eu quase chego a pensar que a principal função do paralama dianteiro é servir como ponto de apoio para o apara-barro, pois é este que impede que a corrente se infeste de lama ou poeira, bem como os pés (lavar bermuda e camiseta é barbada comparando a lavar tênis ou sapatilha...).

Ainda hoje fui à Azenha e consegui um tapete usado de automóvel, bem grosso, de graça. Fixei-o no paralama dianteiro, e espero que funcione bem no audax domingo (sim, eu quero que chova, não aguento mais de calor).

Agora, três últimas dicas para garantir uma experiência do usuário ótima:
1 - as hastes de fixação determinam completamente a firmeza do conjunto, portanto elas devem estar retas e ser firmes, especialmente nos pontos de fixação, evitanto que o paralama fique batendo na roda e/ou fazendo barulho;
2 - no caso de paralamas de lata (que são os que uso na tandem), é conveniente colocar forrações de borracha nos pontos onde ele encosta no quadro, evitanto aquele barulho horrível e típico de "barra-forte". Minha bike está totalmente vacinada, felizmente, e não faz barulho de lata mesmo possuindo paralamas de lata;
3 - o apara-barro dianteiro estará corretamente posicionado caso a beirada inferior dele arraste no chão com uma certa sobra. Tem que ficar escandalosamente comprido e de preferência largo, aí sim ele funciona que é uma beleza.

Nos vemos domingo! E que chova!

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