quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Audax RS 6 anos - Onde e como se pedala

O Faccin não vai concordar com o título do gráfico abaixo, mas fica difícil dizer toda vez que no meio desses números tem provas que foram homologadas e outras que não. Como não me lembro de alguma prova que não tenha sido homologada por má-fé, prefiro chamar todo o ciclista que conclui uma prova de brevetado, apesar de saber que em algumas situações isso não é verdade.

No gráfico abaixo totalizei o número de ciclistas por cidade onde pedalaram suas provas e distribuídos por distância. Fica fácil de ver que 2/3 dos 1684 brevês de Porto Alegre foram para provas de 200km.

O "verdinho" no gráfico de Lajeado é do 400 que organizamos junto com Santa Cruz do Sul em 2007.


O gráfico abaixo mostra a distribuição de brevês por distância, ou seja, mais de 70% dos brevês foram para provas de 200km.


Num post mais a frente pretendoo mostrar que a maioria dos ciclistas pedala uma prova de 200km, ou no máximo 2 e abandona a modalidade. Tanto isso é verdade que mais de metade dos ciclistas que já pedalou Audax pedalou apenas 1 prova.

Só o último parágrafo rende umas 3 postagens. :-)

6 comentários:

28 de out de 2009 21:26:00
magliarosa disse...

Ou tem os caras como eu que não gostam de pedalar de noite e fazem só os 200....

28 de out de 2009 22:35:00
Kieling disse...

Opa! Esses números podem ter várias leituras. Uma delas é essa que tu colocaste agora.

Outras leituras poderiam ser:
- A pessoa encara um 200 como um grande desafio e se contenta em ficar por aí mesmo.

- O "trauma" depois dessa prova é tão grande que o cara nunca mais aparece. :-)

- Os meus dados podem ter furos. :-(. Como essas estatísticas são feitas pelo nome dos ciclistas, qualquer letra diferente "cria" um novo "personagem" na lista. Eu já arrumei bastante coisa, mas ainda deve ter alguns furos.

Abraços
Kieling

29 de out de 2009 23:47:00
Roger Ban disse...

Grande Kieling, realmente seu último páragrafo é muito rico em discussões, se Randonneur (eu adoro o termo Randoneiro)por definição é alguém capaz de pedalar os 200, o que acontece é que muitos então descobrem não ser a praia deles... Agora quem chega até os 600 acredito que apaixona-se, os Super-Randoneiros devem ser sempre "recidivantes" em suas estatísticas, acredito eu.

Parabéns por suas análises.

30 de out de 2009 08:08:00
Kieling disse...

E aí Roger Ban,legal te ver por aqui!

Eu conheço um pouco da realidade do pessoal aqui da região. Tem o cara que pedala uma prova e não pedala de novo porque pratica outros esportes, outros mudam de trabalho e não conseguem mais tempo, outros casam e a patroa não é do esporte,...

Mas a tua impressão me parece consistente, tem gente que não consegue se acostumar com a idéia de ficar 12 horas ou mais (até 90!!) em cima de uma bicicleta e vai se aventurar por outros esportes.

Vou checar os meus dados e fazer um(s) posts sobre o que costumeiramente chamo de "tarados". É esse povo que não perde uma prova e já tem 3 ou mais provas de 600!

Abraços
Kieling

3 de nov de 2009 15:26:00
Anônimo disse...

A necessidade de treinos de longa duração, me parece o maior problema de fazer provas de 200km. Como é que a familia vai entender vários finais de semana pedalando o dia inteiro? E mesmo que a familia entenda, grande maioria dos ciclistas também quer estar junto da familia.
Em resumo, no meu caso, e outros o treino é a maior dificuldade.
ótimo tópico. Fico curioso em saber como é no exterior. Será que a proporção será semelhante entre participantes dos 200 ou mais?
abs
marcelo

3 de nov de 2009 17:45:00
Kieling disse...

Opa! Marcelo, o meu grande dilema hoje em dia é exatamente esse: Como conciliar família e bicicleta?

A minha esposa é apaixonada por bicicletas, tanto é que foi uma das primeiras a fazer um 300 aqui no estado lá em 2005. Por ocasião do 400 choveu muito e por isso ela abandonou, acredito que ela poderia ter ido até o 600!

Eu, mais do que a maioria do ciclistas, tem alguém em casa que entende o bem que uma pedalada dessas nos traz. Mas mesmo assim pedalo cada vez menos e uma das razões é exatamente a família. A minha esposa não pode ir junto por causa de nossa filha e eu não vou porque as 2 não podem ir. :-)

O único conselho que posso dar é tentar manter pedaladas básicas (2 X semana) que nos permitam não perder completamente a forma e durante 6 meses, nem que seja apenas uma vez na vida, se atirar de corpo e alma nos pedais.

Daí sim, pelo menos 2 vezes por mês passar o domingo pedalando buscando a condição física e psicológica ideal para tentar ir até no mínimo o 600.

Vou verificar no site da ACP os dados que eles tem tabulados e tentar traçar um parelelo entre essas 2 culturas, no que diz respeito ao percentual dos ciclistas que ficam só no 200.

Um grande abraço
Kieling

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