segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A ACP e o Brasil - parte I

Tem uns negócios que já nascem enrolados, mas ao longo do tempo se enrolam mais :-(.

Desde o já distante 2004 o Brasil, mas mais especificamente o RS (tinha que ser a gauchada) tem uma relação um tanto quanto conturbada com a ACP e os seus representantes no Brasil. Em 2005 quase apoiamos o Irton Marx para que fosse criada a República dos Pampas, pois dessa maneira conseguiríamos tratar diretamente com Paris. :-)

Quem "apenas" se preocupava em pedalar não imaginava os "barracos" que rolavam nos bastidores, era uma troca incessante de emails que só não acabaram em briga pois a distância que nos separava era bem grande.

No primeiro ano da prova no RS o Lucca foi autorizado a organizar apenas as provas de 200 e 300km, o restante da série deveria ser pedalada em SP, na época o único estado brasileiro a organizar provas desse porte.

Na prova de 400km a gauchada lotou um ônibus e se "tocou" para SP, chegando lá se deram conta que a estrutura que era fornecida aqui no RS era bem superior a que eles podiam oferecer. Isso, aliado ao fato da gauchada ser a maioria na prova criou um clima meio ruim durante, mas principlamente após a prova. Rolaram umas baixarias via internet sem maiores consequências pugilísticas.

Mas essde clima acabou por minar a prova de 600km, pois daquele ônibus que foi a SP onde a maioria brevetou apenas 3 "malucos" se dispuseram a ir até lá de novo para dessa vez pedalar o 600: O Bagatini, o Graxa e o Otávio.

O Graxa não passou do Rodoviária de Poa, pois teve um problema e nem embarcou. O Otávio foi de avião e o Bagatini, bem... ele foi pedalando! Até onde me lembro ele só foi parte do caminho pedalando, pegou um ônibus e foi até Campinas.

Aquela prova teve apenas 9 ciclistas inscritos, dos quais 6 chegaram, dentre os quais os 2 gaúchos.

Ter pedalado o 600 deu a todos o direito de se aventurarem em provas maiores fora do Brasil, mas como o PBP havia acontecido no ano anterior o Bagatini resolveu ir pedalar o Audax 1200km da Austrália. Para ele conseguir a homologação do 600 foi um "parto de porco-espinho" que aconteceu praticamente na hora do embarque em Porto Alegre e só depois de muita insistência e bate-boca.

Isso foi em 2004, mas o pior momento dessa conturbada relação seria em 2005. Acho que até o fim de semana escrevo sobre isso.

2 comentários:

16 de set de 2009 09:43:00
Luiz M. Faccin disse...

Se precisar de ajuda para contar um pouco mais de história, eu fico a disposição!

16 de set de 2009 13:19:00
Kieling disse...

Esse espaço está à disposição para a tua opinião. Me mande via email que eu publico, ou publique no teu blog que eu coloco o link para ele.

Abraços
Kieling

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