quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Endless Mountains - 1240km

Está sendo realizado nos Estados Unidos o Endless Mountain onde 2 brasileiros estão enfrentando esse grande desafio. Abaixo o mapa com a altimetria do percurso, reparem no grande número de escaladas que justificam o nome dessa prova.
O Trevisan e o Faccin estão fazendo a cobertura no blog de Santa Cruz, quem tiver o inglês bem afiado pode acompanhar o blog da prova.

Boa sorte ao Rogério Bernardes e ao Henrique Caldas.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

A ACP e o Brasil - parte V

Em 2008 organizamos o terceiro Audax 200 aqui em Lajeado, com a experiência adquirida começamos a errar menos e organizamos uma prova que tinha apenas um objetivo: Cumprir com tudo o que foi prometido e se possível acrescentar algo que pudesse surpreender quem veio nos prestigiar.

A prova foi quase que perfeita, principalmente se levarmos em conta que no sábado à noite todas as previsões de tempo prometiam pelo menos 30mm de chuva e eu acometido de uma estranha alergia fiquei da meia-noite as 4 da manhã do domingo no ambulatório do hospital!! Mas o domingo amanheceu nublado e o sol apareceu durante à tarde tornando aquela prova um evento marcante para todos os envolvidos.

Todo o brilho dessa festa foi prejudicado uns meses depois quando não conseguimos homologar a prova. Na época partipava de um grupo de discussões com todos os organizadores de Audax do Brasil e tive o cuidado de mandar cópia do email para lá quando solicitei a devida homologação. Por mais insignificante que isso possa parecer para alguém o selo de homologação colado no passaporte é motivo de orgulho para muita gente. Tenho um amigo que tem o seu primeiro passaporte devidamente enquadrado e exposto na parede principal da sala de seu apartamento.

Quem nunca pedalou uma prova dessas pode pensar que o ciclista que participa de um Audax é um super-atleta que tem tempo, equipamento e condições de treinar adequadamente. Muitos de nós temos família, filhos, mulheres / maridos, chefes, carnês da Casa Bahia, salário de empregada para pagar, ..., ou seja, tem gente que tem como um projeto de vida terminar uma prova dessas e por algum motivo que lhe foge a compreensão a tal da homologação não acontece e ele fica sem o passaporte como prova de sua façanha.

Foi uma grande frustração pessoal não ter homologado a prova em 2008, mas os meus colegas organizadores do RS, apesar de terem suas provas devidamente homologadas só receberam os tão falados selos uns poucos meses atrás. O Faccin que estava buscando o título de Randonneur 5000 quase perdeu essa honraria pela não-homologação de nossa prova.

O que mais me incomoda nesse processo é que as pessoas por trás de tudo isso são pessoas de boa índole, mas que infelizmente não conseguiram levar a bom têrmo as homologações de 2008.

O resultado final é que depois de termos homologado as nossas 2 primeiras edições da prova, em 2008 acabamos caindo na vala comum do organizador que por alguma razão não cumpre com suas obrigações.

Durante a semana publicarei o último capítulo desse dramalhão mexicano.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

A ACP e o Brasil - Parte IV

Com o meu mau-humor de volta vai aí mais um post sobre as nossas homologações.

Por todas as confusões de 2004, 2005 e 2006 o Audax em 2007 deu uma recuada no RS. Apenas 2 criaturas se propuseram a continuar a organizar provas no RS, eu e o Faccin. A boa notícia foi que o Luiz Carlos em Pelotas e o Mogens em Ijuí resolveram encarar a organização de um 200.

Mas o Audax é muito grande para caber dentro das provas de 200km, por isso eu e o gringo de SCS nos propusemos a ir um pouco adiante. SCS organizou o 300 e Lajeado o 400, já que o Faccin prometeu nos dar uma força.

Não me lembro se Ijuí homologou a sua prova, Pelotas sei que não cumpriu com essa obrigação. Acredito que isso não ocorreu apenas pela desinformação, pois até onde me lembro, (ôôô memória) pagamos menos de 2 reais (ou seria 1?) por cada ciclista que homologamos. Ou seja, só no quarto ano da existência do Audax no RS os valores pagos pelas homologações foram por nós considerados como justos e coerentes com o que a ACP prega.

Resumindo, depois de muito tempo conseguimos uma certa paz entre nós, "os revoltados do Sul", e os representantes da ACP para o Brasil e América do Sul, além disso, como a eleição (ou seria indicação?) para esse cargo seria feito durante o congresso realizado durante o PBP acreditávamos que à partir dali não teríamos mais problemas.

Em 2008 a paz voltou a reimar entre os "randoneiros" do Brasil, mas... sempre tem um mas...

Continua no fim de semana...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Audax Lajeado 2010 - Roteiro

Como vocês devem ter percebido estou meio mal-humorado nas últimas semanas :-), por isso quebrei a série de emails sobre os problemas que tivemos com as homologações de nossas provas desde 2004 para anunciar a data do Audax Lajeado para 2010. Apesar de não ter a confirmação que essa data será aceita anunciei-a como uma forma de me comprometer com a realização dessa prova, pois todo o ano é a mesma lenga-lenga, eu fico me enrolando até o último dia para confirmar a data e a prova sempre acaba saindo.

Me surpreendi ao ter recebido, via email, 2 manifestações de ciclistas sobre a prova que vai levar mais de 6 meses para acontecer. Um do ciclistas a se manifestar garantiu que em 2010 estará mais uma vez por aqui, já a outra manifestação sugere, depois de elogiar a beleza da região, que a estrada de terra seja retirada da prova. Sobre a conveniência de manter ou não a estrada de terra e argumentos de porquê ela está no nosso roteiro foram dadas ano passado na semana imediata a realização da prova.

O texto abaixo foi extraído de um email enviado ao nosso grupo de discussões na Internet.

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Como tem muitos conceitos filosóficos, culturais e pessoais envolvidos nessa questão vou escrever apenas sobre os aspectos práticos de uma mudança de percurso.

- Tentem achar um percurso que tenha de 200 a 205 km sem ter que inventar muito. Se tiver mais de 205km tratem de achar uma boa desculpa. :-))
- Tentem achar um percurso que tenha pontos de apoio distribuídos em locais estratégicos que consigam atender 150 pessoas em 30 minutos (PC1).
- Tentem achar um percurso que mantenha uma das características principais da prova que é quase não repetir os trechos pedalalados.
- Tentem achar algo mais do que simplesmente "estradas" para serem pedaladas. Na nossa prova cruzamos 4 vezes o rio que dá nome ao nosso vale, passamos por 13 cidades, incluindo a cidade que o Pedalajeado "adotou" para suas pedaladas. Na minha opinião, nós oferemos muito mais do que estradas, nós oferecemos uma visão privilegiada do Vale do Taquari para quem nunca veio aqui.

Muito bem suponhamos que os 4 elementos acima foram encontrados. Vamos então para os próximos passos.
- Entre em contato com esses novos pontos de apoio, conquiste a confiança deles, explique o que é Audax e convença-os a abrir as portas no domingo pela manhã.
- Pegue o carro num sábado à tarde, mapeie o trecho com GPS, faça a altimetria, convença o mala do Bagatini a fazer os vídeos no GE, peça ao Udo para refazer a carta de rota, mais uma vez ao mala do Bagatini para refazer a altimetria utilizando-se os dados do GPS.

Isso tudo foi feito ao longo desses últimos 4 anos. No fim de 2005, início de 2006, fiz sózinho o percurso 3 vezes de carro e 3 vezes de bicicleta em menos de 6 meses. Depois falei com o Ney que me acompanhou com o seu GPS para fazer o primeiro mapeamento da prova. Após o percurso definido tive a adesão fundamental do Fabiano e do Eldo que são os pilares na estrutura do Audax do Vale desde antes da primeira edição, muitos outros aderiram depois, mas para não esquecer ninguém não vou citá-los.

Sobre a (in)segurança de pedalar na estrada de terra:
- O acidente que poderia ter tidos maiores consequências na prova de domingo, aconteceu na BR386 quando um speedeiro caiu sobre a pista de rolamento após "atroplear um filhote de tartaruga". Eu prefiro que esse cara caia na estrada de terra a 15km/h do que na 386 uns 20 metros à frente de um caminhão.
- Porque não usarmos a rota do Sol. Pior do que trafegar na 386 ou em estrada de terra é descer o acesso da rota do Sol até Imigrante ou fazer isso no sentido inverso. Sem fazer força se atinge 70km/h!!!! Imaginem um bando de ciclistas se enrolando naquela descida!!!! Eu não quero dar essa notícia para ninguém.
- Porque não usamos a Via Láctea. Só conseguimos utilizar a 386 pois fazemos isso bem cedo pela manhã, ou seja o roteiro teria que levar mais isso em conta já que o acesso a essa estrada é por essa rodovia.
- É muito mais perigoso trafegar pela RS 130 no trecho entre Arroio do Meio e Lajeado no fim de tarde do que pela estrada de terra. Na terra é só ter o veículo adequado na velocidade adequada ao trecho ou adequar a velocidade a inadequação do veículo escolhido :-). Na estrada de terra só existe um elemento externo ao ciclista, que é a estrada, na 130 é a estrada, os motoristas, as rótulas, os bêbados, ....

Para encerrar:
Os aspectos práticos de uma mudança de percurso são, no máximo, responsáveis por apenas 10% da discussão. O resto é pura filosofia, é como cada um encara a sua vida e tudo que o cerca. E isso só pode ser resolvido ao redor de um barril de chope. :-)

Tenho certeza que os 2 últimos ciclistas a completarem a prova, no caso os meus amigos Jonas e Dotto, estão hoje tão ou mais felizes do que quaisquer outros. O Jonas, porque conseguiu terminar uma prova que achava perdida e ter tido o prazer de conhecer o Dotto, e o Dotto por ter conseguido ajudar mais uns quantos ciclistas a terminarem a prova. E os dois, mais do quaisquer outros, poderiam reclamar da estrada de terra.

O Dotto está se tornando uma lenda como o Bagatini já é, pois já tem gente comentando em listas de discussão que em Lajeado tem um cara completamente maluco que reboca, empurra, conserta pneus, correias e tudo mais que for necessário para fazer o pessoal completar a prova. Para quem não sabe o Dotto disputa provas da FGC e é detentor de um dos melhores tempos em Audax 200, nada mais, nada menos do que 6:36!!!! Ou seja, ele arrumou um (ou vários) motivos para deixar sua speed em casa e ir com uma outra bicicleta (que não identifiquei qual é) e posso assegurar que ele fez mais força do quem chegou na frente.

...

Acho que as explicações são convincentes.

Durante a semana o mau humor deve voltar e com ele os posts sobre as homologações.

Audax Lajeado 2010

A prova de Lajeado para a temporada de 2010 está confirmada para o dia 25/04!

Tradicionalmente a prova acontecia no primeiro fim de semana de abril, mas como naquele fim de semana teremos a Páscoa tivemos de adiar, mas daí o problema ficou maior ainda, pois a minha excelentíssima esposa está de aniversário no dia 11.

E como não sou louco, conversei com o Guazzelli de Caxias e fizemos um troca-troca (no bom sentido), ou seja, Audax da Serra no dia 10/04 e Audax do Vale dia 25/04.

Durante essa semana retomo o relato da minha versão dos fatos sobre a ACP, gaúchos, homologações, representantes,...

sábado, 19 de setembro de 2009

A ACP e o Brasil - Parte III

Em 2006 a configuração das provas mudou um pouco no RS. Caxias não organizou nenhum evento, mas em contrapartida nós aqui de Lajeado topamos o desafio de organizar um 200.

Lajeado teve seu 200 vinculado a Sociedade Audax, pois o Pedalajeado ainda não existia formalmente. Não me recordo se SCS já utilizou o código ACP do Santa Ciclismo ou se isso só aconteceu em 2007.

Os valores que nos propuseram pelas homologações, R$ 4,50 por ciclista por prova, apesar de ainda estarem fora da realidade, se aproximavam mais da nossa real capacidade de pagamento. Sob essas condições, SCS e Lajeado homologaram suas provas, Porto Alegre, mais uma vez, não homologou seus eventos. Sob qualquer ponto de vista, Lajeado e SCS, cada uma organizando um 200km, eram meros satélites do que acontecia em Poa, que organizou 9 provas, por isso as homologações dessas provas não tiveram um impacto muito grande nas estatísticas da ACP sobre o Brasil.

Como exposto acima, Lajeado organizou o seu primeiro 200 em 2006 e a impressão que tive foi que as cobranças à cerca de tudo que envolvia a prova vieram só do Faccin e do Lucca, pois os únicos contatos que tive com o representante da ACP no Brasil foi solicitar a autorização para a prova, isso ainda em 2005, e o pagamento das homologações. O espírito crítico dos organizadores mais experientes foram o nosso guia na organização da prova, pois o que existia sobre como organizar um evento desse porte era muito precário.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A ACP e Brasil - Parte II

Em 2005 a coisa complicou de vez.

Do lado de lá uma má-vontade com as coisas do RS, arriscaria dizer que tinha, acreditem, ciúmes pela magnitude dos eventos realizados aqui. :-( Na época existia um pensamento, felizmente de poucos, que achavam que para pedalar Audax tinha que ser ciclista de alto-rendimento, com bicicletas de última geração.

Do lado de cá não tinha nenhum santo. A má-vontade de lá era retribuída por aqui de maneira infantil, onde o expressivo número de ciclistas que participavam dos nossos eventos aparentemente nos dava o direito de nos considerar a última bolacha do pacote.

O que causou a ruptura definitiva entre o RS e o Clube Audax Brasil foram os incríveis R$ 9,00 que eles queriam cobrar para cada homologação!! Como tivemos mais de 500 brevetados em 2005 a conta ia ficar muito salgada e o Lucca simplesmente não homologou as provas. Não me cabe julgar se a atitude dele foi correta ou não, mas o custo que o ACP cobra para homologar um ciclista é de 0,45 euros, ou seja, cerca de 1 real. Segundo as informações que nos chegavam a diferença seria para bancar a estrutura do clube e todas as despesas decorrentes do fato de, naquela época, o CAB ser um clube constituído legalmente com presidente, vice, contador,....

O resultado de tudo isso é que as provas do RS de 2005 não foram homologadas e o Brasil após o ano de 2004, onde começou a aparecer nas estatísticas do ACP despencou na classificação geral.

Notícia de última hora: O Faccin gostou dessa série de posts e vai dar a versão dele desses mesmos fatos, por isso dentro em breve "muito sangue" vai rolar por aí. O gringo que mora em terra de alemães mistura em sua personalidade a fúria italiana com a teimosia alemã. :-)

Acho que esses posts vão dar muito o que falar. Dêem uma passada no blog que ele mantém para se manterem atualizados, por enquanto está sendo mostrado lá o que tem que ser feito para ser um Super Randounner.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

A ACP e o Brasil - parte I

Tem uns negócios que já nascem enrolados, mas ao longo do tempo se enrolam mais :-(.

Desde o já distante 2004 o Brasil, mas mais especificamente o RS (tinha que ser a gauchada) tem uma relação um tanto quanto conturbada com a ACP e os seus representantes no Brasil. Em 2005 quase apoiamos o Irton Marx para que fosse criada a República dos Pampas, pois dessa maneira conseguiríamos tratar diretamente com Paris. :-)

Quem "apenas" se preocupava em pedalar não imaginava os "barracos" que rolavam nos bastidores, era uma troca incessante de emails que só não acabaram em briga pois a distância que nos separava era bem grande.

No primeiro ano da prova no RS o Lucca foi autorizado a organizar apenas as provas de 200 e 300km, o restante da série deveria ser pedalada em SP, na época o único estado brasileiro a organizar provas desse porte.

Na prova de 400km a gauchada lotou um ônibus e se "tocou" para SP, chegando lá se deram conta que a estrutura que era fornecida aqui no RS era bem superior a que eles podiam oferecer. Isso, aliado ao fato da gauchada ser a maioria na prova criou um clima meio ruim durante, mas principlamente após a prova. Rolaram umas baixarias via internet sem maiores consequências pugilísticas.

Mas essde clima acabou por minar a prova de 600km, pois daquele ônibus que foi a SP onde a maioria brevetou apenas 3 "malucos" se dispuseram a ir até lá de novo para dessa vez pedalar o 600: O Bagatini, o Graxa e o Otávio.

O Graxa não passou do Rodoviária de Poa, pois teve um problema e nem embarcou. O Otávio foi de avião e o Bagatini, bem... ele foi pedalando! Até onde me lembro ele só foi parte do caminho pedalando, pegou um ônibus e foi até Campinas.

Aquela prova teve apenas 9 ciclistas inscritos, dos quais 6 chegaram, dentre os quais os 2 gaúchos.

Ter pedalado o 600 deu a todos o direito de se aventurarem em provas maiores fora do Brasil, mas como o PBP havia acontecido no ano anterior o Bagatini resolveu ir pedalar o Audax 1200km da Austrália. Para ele conseguir a homologação do 600 foi um "parto de porco-espinho" que aconteceu praticamente na hora do embarque em Porto Alegre e só depois de muita insistência e bate-boca.

Isso foi em 2004, mas o pior momento dessa conturbada relação seria em 2005. Acho que até o fim de semana escrevo sobre isso.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Distribuição das provas por ano e mês no RS


A tabela acima mostra a distribuição das provas de Audax no RS agrupadas por mês e ano em que elas aconteceram, o quadrinho amarelo indica que naquele mês aconteceu uma prova no RS. Esse quadro não mostra a má distribuição das provas, onde chegamos ao absurdo de termos 2 provas no mesmo fim de semana, a maior concentração de provas acontece entre o final de março e o início de junho.

No verão ninguém quer correr o risco de brigar com o nosso calor senegalesco, no inverno só os sádicos do Faccin e do Guazzelli :-) organizam eventos e no segundo semestre ainda não se criou a cultura do Audax Randonne. Só o Valim em SCS em 2007 e 2008, o Luis Carlos de Pelotas em 2007 é que organizaram provas de 200km no segundo semestre, as demais provas organizadas nessa época não "couberam" no calendário do semestre anterior.

A prova da Sociedade Audax, que acontecerá dia 22/10, será o primeiro evento organizado no mês de outubro aqui no RS. Tomara que essa idéia prospere e que consigamos ter uma série completa no primeiro semestre e outra no segundo.

domingo, 6 de setembro de 2009



Enquanto o Maico e o Rogério fazem o rescaldo do 300 de Criciúma vai mais um post da série "estatísticas para ciclistas virtuais". O gráfico acima mostra um histograma dos tempos dos ciclistas que pedalaram Audax 200 no RS desde 2004 agrupados de hora em hora. Cada ano é representado por uma coluna e a média de todos os anos por uma linha.

Além de ser uma curiosidade, esse gráfico pode servir de base para novos organizadores, pois ele dá uma base para organizar a estrutura e os voluntários na chegada da prova.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Audax 300 Criciúma

Em épocas passadas esse blog fazia questão de comentar e divulgar todas as provas de Audax que aconteciam por aí, mas novos compromissos profissionais roubaram boa parte do tempo que eu tinha disponível, por isso hoje em dia mal consigo fazer as minhas estatísticas e ser um dos organizadores da prova de Lajeado. Pedalar então, nem pensar...

Mas para algumas provas, mesmo a distância, tento ser mais participativo. Foi assim na primeira prova que a Ninki organizou sózinha, o brevet dos Farrapos e agora a prova de Criciúma.

Os organizadores dessa prova são meus amigos pessoais, e mesmo a distância tenho um grande carinho pelo Maico e pelo Rogério, pois toda a história deles no Audax começou em 2007 aqui em Lajeado. Eles perderam as inscrições para a prova de SCS e acabaram vindo até aqui para pedalar o nosso 200. A estréia do Maico foi em "grande estilo", pois furou 5 pneus e chegou se arrastando até o PC3, lá o pessoal da Casa do Ciclista deu um jeito de fazer ele ressucitar na prova mesmo com os pneus aro 26 bico fino, pneu que só deve ser usado em Urussanga e Criciúma :-).

No fim do anos passado eu e meu afilhado resolvemos pedalar pelos Campos de Cima da Serra e queríamos terminar a viagem descendo a Serra do Rio do Rastro. Não importava muito a cidade onde terminaríamos a viagem ,mas ela precisava ser depois da descida. De imediato me lembrei do Maico e do Rogério e pedi a eles que nos arrumassem um lugar para que o meu compadre deixasse o meu carro lá em Urussanga.

Mas eles fizeram muito mais do que isso. O meu carro ficou na casa do Rogério, acabamos indo no aniversário dele naquela noite, dormimos e tomamos café da manhã na casa do Maico.

Vale ressaltar que até aquela data nós havíamos conversado apenas nas 3 provas que eles haviam pedalado em Lajeado e é óbvio que foram conversas muito rápidas, pois eram mais de 100 ciclistas inscritos. Ou seja, os nossos únicos elos de ligação eram a bicicleta e o Audax e mesmo assim isso foi mais do que suficiente para que nos sentíssemos em casa.

O entusiasmo pelo Audax fez com eles acabassem por assumir o 300 de Criciúma, ou simplesmente o Audax do Carvão. Todo o "trauma" que a estrada de terra deixou neles aqui em Lajeado eles estão devolvendo, com juros e correção, para quem for pedalar lá. A linda, mas terrível, Serra do Rio do Rastro, terá 740 dos seus mais de 1450 metros escalados durante a prova.


A foto acima mostra o Emílio sentado, atrás dele o Rogério e logo à direita eu e o Maico no posto de gasolina do Paulão, outro amigo de Urussanga na nossa passagem por lá em dezembro de 2008.

Um grande abraço, boa sorte e quem sabe um dia desses a gente pedale juntos por terras catarinenses.