quinta-feira, 31 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Fotos


O Lazary enviou para alguns amigos as fotos do Audax 300 de Caxias tiradas pelo Vladimir, ciclista gaúcho que reside em Florianópolis. Dá para se ter uma idéia do que foi a prova pela foto que ilustra essa postagem.

Segundo o GPS do Armando no amanhecer de domingo a temperatura estava 3 graus abaixo de zero!!

Obrigado ao Lazary por ter me enviado as fotos e ao Vladimir por autorizar a publicação.

O meu terceiro Audax 600

Sou um dos 5 ciclistas do RS que pedalou as 2 provas de 600km já ocorridas pelos nossos pagos. Na prática isso quer dizer que eu gosto de pedalar, não tenho medo de desafios e TINHA muito tempo para treinar. Por várias razões, pessoais e profissionais, 2008 é o ano com menor quilometragem percorrida sobre 2 rodas desde 2003. Esse ano fiz apenas 5 provas, sendo 4 de 200 km e o 300 de SCS e a perspectiva para o segundo semestre é tenebrosa, não devo pedalar nenhuma das provas organizadas pela Sociedade Audax.

Mesmo assim pretendo participar do 600 desse ano, dessa vez como voluntário, já tive a oportunidade de auxiliar num 300 ocorrido em 2006 em Porto Alegre, na ocasião fui co-piloto do audaxioso Luiz Lazary. A minha função será auxiliar no PC localizado na cidade de Encantado, aquele será o último PC da prova, quando os ciclistas passarem por lá faltarão menos de 100km para o fim da prova.

A marca dos 500km foi uma marca muito significativa nas 2 provas que já participei, na primeira delas foi lá que finalmente a "ficha caiu", ou seja, apesar de ainda faltar 100km o pior (2 noites, frio, chuva,...) já havia passado e à partir dali a prova tomou um significado muito diferente para mim. Dali até o fim da prova fui mesclando sentimentos, por um lado eu ansiava chegar e ao mesmo tempo eu estava adorando aproveitar essa longa "reta de chegada". Em 2006 a história foi bem mais dramática, pois passei pelo PC em Santa Cruz quase estourado no tempo e fui até o PC do km 504 da prova não sabendo se conseguiria chegar dentro do tempo limite. Uma lesão que me acompanhava desde o km 300 se aliou a um sono quase que incontrolável e fui km após km fazendo contas, pois tinha de chegar no PC às 10:25, depois de muito esforço cheguei lá as 10:21!!

A cidade de Encantado, que receberá os ciclistas depois deles ultrapassarem os 500km, teve um especial destaque esse ano nas provas de Audax, pois é de lá, Fernanda Scatola, a mais jovem ciclista a completar uma prova de 200km. A família Scatolla certamente se fará presente nessa longa noite, onde estaremos esperando os cerca de 10 ciclistas que estarão pedalando essa prova.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais um brasileiro num 1200km


Em 2008, o Rocky Mountains 1200 km(site beem desatualizado) no Canadá, era o objetivo de 2 brasileiros: Mogens Nielsen e Henrique Caldas. O meu amigo Mogens, que já estava de passagem comprada, quebrou 4 costelas durante o 400 de Curitiba e acabou ficando por aqui.:-(

A incrível história do Henrique pode ser lida no seu blog. Daqui, os nossos cumprimentos a ele pelo feito, pelas minhas contas ele é apenas 7o. brasileiro a completar um evento dessa magnitude.

Essa dica foi extraída do blog da Sociedade Audax que está a 17 dias da sua prova de 200km.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Relato

O Jair deixou um comentário no blog do Audax Caxias dando o seu relato da prova.

***

Meu nome é Jair , mais conhecido como Pexe , sou de Caxias do Sul, Gostei muito de participar desse audax , a organização do evento ,voluntários , a Unimed , polícia rodoviaria ao meu ver estiveram inpecavel ,o caso do PC3 abrir só depois das 6:oo h foi bom pois assim se formou um pelotão na frente de uns 7 atletas onde o pessoal ia conversando e revezando vácuo , de Canbará pra frente o grupo se espalhou e depois q clareou o dia podemos ter noção do frio , em algumas partes tinha geada até em cima das arvores , mas pedalando e bem agazalhado nem dava pra sentir frio , gosto de desafios , e pedalar aqui na serra com ladeira pra todo lado é muito bom , o legal do audax e q todos q chegam dentro do prazo determinado q foi de 20 horas são vencedores , e poderão participar da prova dos 400 km , tem os q gostão de ir curtindo ,tipo passeio e os q gostam de andar mais pesado , tem os de montain bike e os de speed ,eu andei rápido , não pra me gabar q sou melhor q esse ou aquele ciclista , mas como treino muito e me dedico tenho uma boa resistencia , a corrida pra mim acabou as 12:22 onde eu de montain bike e o Rogério Andreta (cabelo)de speed chegamos em Fazenda Souza aconpanhados de uma moto da policia rodoviaria q muito nos auxiliou na estrada , na chegada o pessoal da organização nos parabenizaram e nos deram medalha e o breve dos 300 km ,agora q venha os 400 km .

Audax 300 Caxias - Fotos

Já estão disponíveis algumas fotos do Audax mais frio do Brasil.

Link copiado do blog Audax Caxias.
Será o terceiro Audax 600 do RS, já tivemos essa prova por aqui em 2005 e 2006, nesses 2 anos 44 ciclistas concluíram o desafio. Desses 44, 5 fizeram as 2 provas e desses apenas 3 podem se inscrever para a prova de SCS.

Segue a relação de quem já fez 600 no RS.

Adriano Daltro Castilhos, Alessandro Rodrigues, Antonio Carlos Lacerda, Carlos Eduardo Alfonso, Carlos Fernando Kieling, Carlos Gomes, Cicero Ramos, Danilo Baldi, Edimar da Silva, Edson Behenck Alves, Erich Brack, Everton Augusto Leichtweis Weissheimer, Fabio Barcelos, Francisco Ben-hur Lucchese, Francisco Carlos Pereira Nascimento, Giovane Celeste Faccin, Guilherme Azambuja Kardel, Isaac Silveira Ibaldo, Jeancarlo Luis Theisen , Jesse Sangalli de Mello, Joao Augusto Zingler Polo, Joel Scheeren, Jose Iris Moraes Figueiredo, Luis Roberto Velho Lazary, Luiz Alberto Vieira Fernandes, Manoel Felipe Reis Alves, Manuel Nunes Lourenço, Marcelo Luis Turatti, Marcelo Tegethoff Dotto, Marcos Mazzola Lazzarotto, Mauricio Andre Auler, Paulo Carneiro Endres, Paulo Cesar Bianchetti, Peter Fernando Corrent, Roberto Penna Trevisan, Róbson Donada, Romi Monica Pedde Muss, Rosane Silveira Gomes, Rubens Pereira Terres, Rubens Pinheiro Gandolfi, Saul Alexandre Rodrigues, Valter Pietzsch, Vicente Vaccaro e Vitor Hugo Besch Matzembacher.

Audax 300 Caxias - Resultado

Mantendo a sua eficiência habitual, o povo de Caxias já disponibilizou no blog da prova os resultados da prova do fim de semana.

domingo, 27 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Geada

Segundo o Marcelo Guazzelli, organizador do Audax Caxias, até geada caiu durante a madrugada que registrou a prova mais fria do RS. Ao amanhecer foram registradas temperaturas negativas.

Mais informações no Audax Caxias.

Os nossos parabéns a quem terminou a prova.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Prova iniciada

Depois do briefing e da janta, os 29 inscritos devem ter iniciado a prova a instantes atrás. O Guazzelli já avisou que não vai poder atualizar o blog de Caxias durante a prova, por isso dependemos da boa vontade do Udo ou de outro ciclista para termos alguma informação.

Por enquanto, sugiro a leitura do ótimo Maglia Rosa que é o outro blog do Guazzelli, esse espaço da "blogosfera" ele dedica ao ciclismo de estrada e no momento cobre as últimas etapas da Volta França. Vale a leitura.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Audax 600 SCS - Roteiro

Já está no Blog do Audax Santa Cruz o roteiro para a prova de 600 km a ser realizada nos dias 2 e 3 de agosto.

Se você, ilustre leitor desse blog, é um dos 19 que completaram o 400km de Curitiba pode começar a se preparar, pois as informações sobre a prova já estão sendo disponiblizadas.

A pergunta que não quer calar é: O Udo e o Buguera estão saindo dentro de algumas horas para Caxias do Sul para pedalarem o 300 que tem largada amanhã as 22 horas. Será que eles pedalarão o 600 de SCS? Esse fim de semana passarão fácil dos 700km, será que no próximo se "contentarão" com apenas 600km?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Inscritos

Saiu a lista dos inscritos para o 300 de Caxias, o blog do Audax Caxias tem a relação.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Rota alternativa

O Udo e o Buguera se propuseram a iniciar o 300 de Caxias às 4 da manhã da 6a, dia 25, e mais uma vez irão pedalando até o local da prova!! O roteiro proposto pelo Udo é o seguinte:

Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Bom Retiro do Sul, Taquarí, Tabaí, Triunfo, Montenegro, Parecí Novo, Harmonia, Bom Princípio, Feliz, Vale Real,

(Audax300)
Caxias do Sul, São Francisco de Paula, Itati, Cambará do Sul, São Francisco de Paula e Caxias do Sul
(fim do Audax)

Gramado, Três Coroas, Igrejinha, Taquara, Gravataí, Cachoeirinha, Porto Alegre, Canoas, Nova Santa Rita, Montenegro, Triunfo, Tabaí, Taquarí, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e Vera Cruz.


O roteiro acima feito no Paint(!!!) mostra o caminho que eles percorrerão. Em amarelo a ida, em rosa o Audax e em azul a volta. Não fiz as contas direito, mas o total pedalado vai passar fácil do 700km!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Amarelei!!!

Pois é, apesar do Lazary ter se prontificado a me acompanhar na dura empreitada que será o Audax 300 de Caxias, resolvi não me inscrever.

A razão principal é a falta de treino, já que 2008 tenho tido muito pouco tempo livre! O 200 de Caxias já foi complicado, no 300 de SCS eu cheguei me arrastando com 19:30 de prova, como termo de comparação em 2006 fiz 14:09 no 300 de Poa.

Até poderia ir e completar a prova, mas chegar com a sensação que cheguei em SCS não vale a pena, a única coisa que consegui provar, foi que consigo passar frio e sofrer durante quase 20 horas e mesmo assim não abandonar. Grande coisa!! Não tenho mais idade para isso. :-(

De vez em quando, é bom um pouco de sanidade e maturidade no meio da loucura do nosso dia a dia. O Audax não pode ser mais um problema, ele deve fazer parte das coisas legais da vida, deve ser encarado como um desafio saudável e não como uma obsessão, além do que, ano que vem tem mais!!

É a primeira prova no RS, desde 2004, que não terá ao menos um representante de Lajeado, a única chance é o Bagatini salvar a nossa honra indo pedalar com o seu gesso e os 6 parafusos no braço. :-)

Uma boa prova ao Guazzelli, ao Jeremias e ao Alencar (organizadores), a todos os voluntários e ciclistas que por lá comparecerem.

sábado, 19 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - A primeira prova

A série Audax de 2004 teve histórias comuns a todas as provas, mas potencializadas por ter sido o primeiro ano do Audax no RS. Muita gente (como eu) foi para Caxias achando que seriam apenas 100km a mais do que os 200km de Porto Alegre realizado 4 semanas antes.

É óbvio que além dos 100km a mais teríamos muito mais desafios pela frente: a serra, o vento, a chuva (pouca) mas principalmente a nossa inexperiência. Se hoje são comuns sapatilhas, calças compridas, suplementos energéticos e tudo que a tecnologia nos coloca à disposição, naquela época isso eram artigos de luxo para aquele bando de pica-paus pedalando na serra. Eu pedalei de moleton com uma camiseta de algodão por baixo, desnecessário dizer que com menos de 100km eu estava encharcado pelo chuvisqueiro da madrugada.

Paralelo a minha história, os outros 79 inscritos iam vivendo cada um a sua própria experiência, alguns deles não passaram pelo PC100, onde o panelão de sopa e o calor da fogueira causaram alguns abandonos. Naquela prova era voz corrente que quem chegasse a Cambará, no km 197, completaria a prova. O problema é que na chegada a Cambará éramos "enganados" por uma placa que dava as boas-vindas a cidade pois ela escondia atrás dela uma subida, não sei se era a mais forte da prova, mas ela era inesperada para quem já havia pedalado tanto.Pórtico de chegada a Cambará com a temida subida ao fundo (foto do meu arquivo pessoal)

Dessa prova histórica o melhor relato é o que o Hélton fez, ele é enooorme mas vale a leitura:

Não ia escrever por enquanto, pois estou com o tempo apertado devido às arrumações pós banda e retorno ao (urhg!) trabalho, mas não resisti aos insistentes pedidos de relato.

Vou pular a parte da espera e das atividades iniciais, pois essas todo mundo acompanhou, e vamos direto pra largada.

Meia noite em ponto, a corneta toca e lá se vão os audaxiosos fardados, mochilados, coletados e iluminados. A largada foi numa descida, de modo que o plano inicial de mantermos o pelotão unido por questões de segurança foi obviamente por água abaixo. Coloquei uns slick emprestados que faziam a bike voar pelo asfalto, de modo que aproveitei para acompanhar o pelotão inicial e não ficar sozinho ou me perder. Subimos um pouco, passamos uns sinais vermelhos (dá licensá, né, eu sou do AUDAXXXX!!), e logo entramos na RS. Aí o ritmo ficou forte demais pra quem já tava se achando na hora de dormir, de modo que diminui um pouco para esperar meus amiguinhos, mas esses não vieram e eu segui num ritmo bom, descendo a lenha na descida, aliviando na subida, que 300 não é mole, até que passamos pela Fras-le e entramos à esquerda, havia o pessoal da organização sinalizando.

Entrei no Bairro Forqueta e segui em direção à comunidade de NS da Salete, acompanhado por alguns ciclistas que chegavam por trás (opaaa!), mas depois seguiam num ritmo meio forte que eu preferia não acompanhar. Nesse ponto, me passou o Manuel Terra, com a bolsa de selim meio solta e o pisca-pisca sacudindo muito, muito, quando ele levantava para acelerar ou subir uma lombinha. Não sei como o pisca não caiu no chão...

Nesse trecho foi que pegamos escuro total a primeira vez, e então o farol se mostrou muito útil. Confesso que desliguei ele um pouco pra ver o brilho da lua, mas liguei logo em seguida. Ainda bem, pois havia um gambá atropelado no meio da estrada, antes do primeiro PC. Lá chegando, entra água por cima, sai água por baixo, uma assinada no cartãozinho, um beijinho no chuchuzinho que já estava cansado de correr pra lá e pra cá (Michele, minha namorada e operária do pessoal da organização), saí pra estrada de novo, agora acompanhado dos meus amiguinhos Fernando e Edgardo. Seguimos o caminho inverso batendo papo, em um ritmo quase forte, junto com o Ricardo Rogério, que foi de mountain bike, e nos acompanhou bastante (se fazendo de salame e ficando pra trás para depois chegar na frente no final, hehehe).

No trecho do viaduto, vi um pessoal da minha frente atravessando intempestivamente a estrada, como se tivesse caído alguma coisa ou quebrado alguma coisa ou furado algum pneu, mas era só porque havíamos perdido a entrada do viaduto torto, sendo que assim descemos pela grama do barranco mesmo, e seguimos em frente. Nesse ponto, o pessoal ficou em dúvida se era mesmo o caminho, mas o cartão de rota e o GPS nos deram segurança para continuar num ritmo pré-quase-sub-forte, lomba acima. Esse negócio de catar e carregar papel deve ser bem cansativo, mesmo, pois ao passarmos em frente da vila de temidos papeleiros, eles estavam todos ferrados no sono, não vimos ninguém. Haviam alguns colegas que estavam com aquele farol de LEDs da Cateye, que pisca epileticamente, e é terrível andar com aquilo piscando, piscando, acho que isso
só deve ser usado de dia, pra chamar mais atenção quando a visibilidade é baixa. De noite, deixando ele ligado continuamente a gente tem sinalização e iluminação mais do que boas...

Logo em seguida, pegamos uma descida animal, muito veloz, passamos pela ponte e depois subimos, subimos, subimos, oh céus, oh vida, mas não há lomba que não se acabe, e fomos indo pelos confins do perímetro urbano de Caxias até o segundo PC, onde realmente paramos pra descansar. Nesse PC já havia comida, banana, Nutry, Frukito (quando é que a Gatorade vai colaborar? Frukito sucks!), uma divina cuca que o Oger levou (não pode correr, mas participou intensamente de todo o percurso), atendi ao chamado urgente da natureza, provocando algum atraso mínimo, e tocamos ficha, Edgardo, Fernando e eu. Dali pra frente, as coisas ficaram mais vazias, mais desertas, mais descampadas, o vento contra começou a se manifestar com maior intensidade, assim como o brilho da lua, que ofuscava completamente o brilho dos nossos faróis, que ficou bem baixo no momento em que a corrente das pilhas foi reduzida a um valor nulo, ato esse que foi perpetrado intermitentemente na maior parte do trajeto noturno (para bom entendedor...). Essa redução do fluxo elétrico intra-farol não causou prejuízo à visibilidade alheia, pois tal fluxo foi prontamente
restabelecido em todos os momentos em que outros usuários motorizados compartilhavam o mesmo trecho da via. Em algums momentos, já de saco cheio de tanto pedalar, empurramos a bike para alongar e descansar os musclinhos amassados e exigidos, o que foi muito bom. Quando olhávamos para trás, dava pra ver um ou dois faroizinhos brilhando ao longe, e nos trechos mais amplos, conseguíamos ver alguns pisca-pisca lá na frente, mas foram raros os momentos em que ultrapassamos ou fomos ultrapassados por colegas audaxiosos. Nesse trecho, já estava quase dando vontade de tirar o moleton, mas o mesmo estava encharcado de suor e se eu o tirasse e colocasse na mochila, iria congelar, de modo que assim fomos, pedalando, embalando, empurrando, parando (pouco!), até que chegamos no terceiro PC exatamente ao raiar da aurora. Esse último trecho teve velocidade entre 15 e 20 por hora, devido ao vento contra.

Ao chegar no PC3, já entrando no clima de Lajeado Grande, apeei da magrela, amarrei ela no poste perto do cocho com água, sacudi a bombacha pra tirar o sereno da madrugada, carimbei meu cartão com a prenda que estava na porta do bolicho, entrei cumprimentando os da casa e pedi um trago bem quente, no caso um café com leite. AAAAAAhhhhhh, o fogão, quentinho, quentinho, vários audaxiosos estirados nos pelegos (tá legal, não tinha pelego, era banco de madeira...), alguns já nem conseguiam ficar de pé, outros com o joelho sequelado, meio inchado, mas eu estava é a fim de um belo café da manhã: comi pão caseiro com mel, nata (Käs schmier?), geléia de fruta, pedaços de queijo da colônia e o maravilhoso e celestial café quente com leite quente com açúcar que, por sua vez, ao entrar em contato com o leite e café já quentes, ficou quente também, e ao entrar em contato com minha goela não tão quente, foi squentando o caminho por onde passou, facilitanto assim a passagem da glicose e da caseína e da cafeína e da gordura saturada para dentro de minhas artérias famintas e geladas, e aí tudo que era dor, agonia, desespero, angústia, frio, fome, cansaço e pavor (tá legal, não tinha pavor... nem desespero, pelo contrário!) transformou-se na
perspectiva de pegar um solzinho, que já estava mostrando a cara. Depois de descansar um pouco, paguei o dono da venda, que pelo maravilhoso café me cobrou míseros, infimos, pífios cinco minúsculos reais, oh que maravilha o interior.

Pessoas, não vão pra gramado, não vão para nova petrópolis, vão para são chico, lajeado grande, cambará, la descobrirão a verdadeira felicidade do turismo gaúcho, não essa palhaçada consumista enfeitada clonada capitalista predatória que tem em Gramado, por exemplo. A vida é mais que um casaco de pele e uma diária de 150 pila!
Saí do bolicho, acordei o pingo, digo, a magrela, limpei os óculos escuros até então guardados na mochila e seguimos viagem. Ansioso que estava por ver o alvorecer solar, meu amiguinho Fernando Marcarello Jr. decepcionou-se à medida que a pequena faixa de nuvem que cobria o dito alvorecer foi crescendo, subindo, se avolumando até se tornar uma massa cinzenta nublada que perdurou o dia todo... Mas pelo menos consegui tirar minha calça (fiquei de bermuda, óbvio!) e o colete, o que me deixou sentindo mais livre e feliz para pedalar. Nesse trecho, alguns carros já passavam zunindo, buzinando, praticamente dizendo "sai da frente que a estrada é minha, mesmo que tu ocupe pouco espaço e a pista contrária esteja livre, suma, desapareça, recolha-se ao acostamento de onde nunca deveria ter saído ou no qual de preferência nem deveria ter entrado!". Tudo bem, papai, perdoai-os, pois eles não sabem o quanto de pança e ateromas poderiam estar perdendo com cada sobressalto cardíaco provocado por buzinadas cretinas caso tivessem a coragem e audáxia de estar do outro lado do vidro...

Nesse trecho nem tão curto até Tainhas, alguns audaxiosos se juntaram a nós, de modo que andamos junto com eles um pedaço, algumas subidas longas e descidas também. Em uma delas dizia: declive acentuado, extensão 11 km, e eu pensei, que beleza, ONZE QUILÔMETROS de descida, mas na verdade havia uma vírgula capciosamente pequena, e portanto era apenas 1,1 km... Buáááá! De modo que chegamos em Tainhas, já com os pneus respingando água pois o chão estava molhado apesar de não estar chovendo. O vento com certeza continuava contra, o que dava a esperança de que depois da meia-volta ele estivesse a favor. Pegamos algum chuvisco nos trechos de, predominantemente, subida que levavam ao quarto PC, em Contendas, na lancheria Querência. Lá, carimbei o passaporte com a Vivi e o Iuri. Nesse PC, resolvemos dar um tempo a mais para descansar, comer, digamos que o pastel de queijo do tio (bagual pra mais de metro, grosso que nem dedo destroncado, mas gente fina pra caramba!) por um pila e o café com leite (o melhor do Audax, disparado!) por 75 cents foram uma verdadeira pechincha!

A minha teoria é a seguinte: o esforço físico da pedalada, bem como a ansiedade prévia, fazem com que haja uma ativação do sistema nervoso simpático (vasoconstrição cutânea, dilatação da pupila, aumento da pressão arterial e da frequencia cardíaca, aumento do tônus da musculatura esquelética) e inibição do parassimpático, com consequente diminuição da atividade motora da musculatura lisa existente, por exemplo, no tubo digestivo. Esse é o fator número 1. Ora, na véspera havíamos nos empanturrado na Gianella, e depois ficamos só na base de lixo industrializado leia-se Frukito (buuuu), Nutry, Malto (nada contra, mas contra café com leite é covardia!) e outras coisas ridículas. Esse é o fator número dois.

Isso explica, no meu caso: segundo PC: diarréia explosiva incontrolável. Terceiro PC: "ameaço"; quarto PC: nova diarréia explosiva incontrolável. É MUITA PORCARIA FERMENTANDO NA BUCHADA DO CARA! Dureza, relógio biológico detonado, nível de esgüalepina sanguínea elevado, tudo isso faz a panela de pressão intestinal chiar incontrolavelmente! E sei que não foi só comigo, pois quando um colega pegou o rolo de papel, o tio falou: "depois de usar, me devolve que esse já é o quarto rolo hoje!" Observação confirmada pela prática, pois tive que esperar três usarem o banheiro antes de mim, e quando saí já havia dois na fila. "Expressionante", como diz o outro!
Quando achava que iria, depois de resolvida a questão parassimpática, voltar tranquilamente pra bike, não sem antes escovar detalhadamente os dentes pela
primeira vez no sábado, o Edgardo já estava em pânico: "vamo lá cara, não dá tempo de escovar nada, temos que continuar, já passou da metade do tempo, se a gente não correr a gente não vai chegar a tempo, etc, etc" E eu pensei "mas que p***, detesto admitir que ele tem razão!" E lá fomos nós, agora, HAHÁ, a favor do vento, mas obviamente a impressão é que não existem descidas naquele trajeto, só subidas. Quando a gente dá meia-volta, a geografia se altera automaticamente e todas as descidas grandes ficam pequenas e todas as subidas grandes ficam maiores ainda! No meio do trajeto, antes de Tainhas, o Fernando teve problemas na corrente, de modo que ele ficou com o Edgardo e eu segui (com o consentimento deles), num ritmo bom até o trevo, num ritmo nem tão bom dali em diante, não sabia se valia mais a pena sentar a bota sozinho, ou esperar pelos meus amiguinhos, tentei ligar pro edgardo mas não deu, pro fernando mas não deu, e eu segui pedalando, um trecho de subida leve empurrando pra descansar as pernas, até que resolvi esperar de vez, molhado e cansado por causa do chuvisco incessante e do vento desfavorável. Lembrando que desde o trevo de Tainhas, encontrávamos, até o PC3, o pessoal que já vinha voltando, do PC3 até Tainhas, depois do descanso relativamente longo, pessoas que AINDA estavam chegando, meio sem chance de completar a prova, nem vi quem era, mas já vinham maleixos. No trecho entre Tainhas e Cambará, logo no início, uns dementes passando em pelotão, a favor do vento, voando lomba abaixo, esses devem ter feito um tempo realmente ridículo, que disposição! Bom, quando parei pra esperar, dois minutos depois já apareceram meus amiguinhos já de longe sinalizando pra subir na bike e sentar o sarrafo. Sua vontade seja feita! Lá fomos nós, comentado detalhes bioquímicos sobre como a fibra muscular, depois que as mitocôndrias consomem todo o ATP, a glicose, a fosfocreatina, o glicogênio e os ácidos graxos, combina-se com o ácido láctico e a mioglobina para formar compostos como a esgüalepina, a espatifina e a detonina, que circulam pelo parênquima muscular (alguns pesquisadores sugerem que pelo estroma também), numa reação em cadeia que transforma a actina em celulose e a miosina em isopor, dando ao músculo uma composição semelhante a um compósito de papel higiênico molhado e a substância que forma o Bob Esponja e o Lula Molusco.

Entre um delírio chuvoso, um suspiro bioquímico e um gemido ventoso pré-agônico (nada disso, é apenas onda!), encaramos a primeira subida realmente longa e certamente desanimadora rumo a cambará, onde empurramos a bike com certeza, invejando os companheiros que passavam rachando lomba abaixo a uns 50 por hora no mínimo. Nesse ponto, fomos ultrapassados pelo Paulo Bombadini, digo, Birutini, ops, BAGATINI, que vinha misteriosamente pedalando no disco do meio (será que o câmbio dianteiro estragou e ele não conseguiu colocar o disco grande?), com uma cordinha amarrando a bike dele na bike da colega dele que vinha atrás, justiça seja feita, pedalando o suficiente para que a corda não ficasse nem um pouco tensa, ou seja, nós não só ficamos nos sentindo os verdadeiros picapaus como ainda ficamos pensando na possibilidade de amarrar mais umas três bikes na bike do cara e aproveitar a força eterna que nunca se acaba...
Comentário rápido: o cara foi o tempo todo de manguinha cavada e calção, mesmo no chuvisco gelado e no trecho noturno contra o vento. Ainda por cima, conseguiu cair em um dos cinco únicos buracos em mais de 100 km de Rota do Sol... É, o cara é uma FIGURAÇA!

Seguimos felizes da vida e inocentemente em direção a cambará... Sabe aquelas cartas de tarô? uma tem um cara de poncho e gadanha escrito morte, outra uma mina com um saco de trigo dizendo fertilidade, outra uma mina pelada dizendo tentaçãol, essas coisas. Imagina uma escrito "ascensão": tem uma montanha com uma escadaria que vai serpenteando, subindo pela encosta até sumir nas nuvens, numa distância e altitude tais que já não se consegue distinguir os degraus um do outro... Agora diminua um pouco a inclinação, a altitude, o efeito dramático, tire os degraus, aumente a largura e vai ver a imagem mental que me veio ao enxergar as últimas duas lombas antes de Cambará, quando, do topo da descida, eu olhava a vaasta baixada e a serpente de asfalto que se enroscava nos morros ao longe, tão longe que nem dava pra acreditar que era a mesma estrada, ou que seria possível enxergar tantos quilômetros de estrada num único golpe d'olhos (essa foi boa, hein? acho que vou virar escritor, mas vou precisar de um revisor competente... Alguém se habilita?)

A primeira deu pra encarar, descemos de novo e outra cobra de asfalto, mas essa, a última antes de Camba, não encarei nem sonhando, empurrei logo no início. Nesse momento, eu e meus amiguinhos tivemos uma visão que valeu o Audax: mais adiante na lomba, um gato do mato preto maravilhoso com uma cauda extremamente felpuda e vigorosa atravessou a estrada pulando como se fosse um rasgo de escuridão saltitante trotante galopante recortado contra a paisagem, que saiu dum mato entrou noutro mato e ninguém mais viu! Inesquecível. Alguém já viu algum desses em alguma pracinha chique em Gramado? Hum? Empurrando empurrando, já no trecho de paralelepípedo meu parassimpático antipático começou a se manifestar novamente, e se as moitas da entrada da cidade fossem mais alta eu ficava por ali mesmo! Mas consegui me segurar e
cheguei no tal posto. Fui correndo pro banheiro e me despressurizei, depois comi bolo nutrella gotas de chocolate que é excelente maravilhoso muito maciozíssimo, tomei a porcaria do Frukito, comi meu sanduíche de Chester comprado no alojamento em Caxias (recorde de quilometragem e longevidade de um sanduíche meu!) carimbei o cartão quase batendo no Farizeu ("bah, cara, tu não carimbou o cartão no PC 6!" claro, a gente tava no PC 5, dãããã, me pegou direitinho, quase tive uma diarréia secundária!). Antes de sair, dividido entre a pressão do Edgardo (vamo lá, vai demorar?) e a pressão intra-abdominal, preferi despachar o primeiro e atender à segunda, de modo que eles foram na frente, e eu ainda troquei pilha de GPS, enchi caramanhola com malto, coloquei óleo na corrente, e segui viagem. Logo de saída, 70 km lomba abaixo só no embalo, e em seguida 15 por hora lomba acima só no sofrimento e agonia. Tirei o moleton logo em seguida, e sentei o pau (eu não falei NO pau!), fui indo, quando a energia permitia, ultrapassava alguns, quando não, era ultrapassado, alguns momentos eu sentei na beira da estrada para descansar, sem força, sem fôlego, sem ânimo, não adiantava mais tomar malto (não é mágica, senhores!). Numa dessas paradas, o piá de
Lajeado, de 14 anos, veio vindo veio vindo, acabamos andando juntos até chegar no PC 6 no café Tainhas. Recomento aos pais desse moleque pensarem bem antes de deixar ele andar acompanhado pelo Baratini, digo Birutini, digo BAGATINI, pois correm o risco de ficar um longo tempo sem ver o filho enquanto eles dão uma banda na patagônia, ou no zimbábue, ou na romênia, algum desses lugares... coisa leve.

No café Tainhas dei a penúltima carimbada (assinada), tomei uns gols d'água, revi rapidamente meus amiguinhos, e saí uns cinco minutos depois deles. Não vi mais.
Pois fui solitariamente, amaldiçoando o FDP que teve a idéia de fazer uma estrada que só tem subida, subida, uma atrás da outra, subida, subida, subida, subida, e não é como a estrada velha (rs 030) ou a faixa de Taquara (020), que as subidas são fortes, longas, mas poucas. No Xadua 300, eram nem tão fortes nem tão longas, mas desde Caxias, por todas as dúzias de quilômetros, uma atrás da outra, as malditas subidas! Nada de arrego, nada de descanso, nada de misericórdia ou compaixão, apenas subidas e subidas! A cada uma dessas malditas, o ânimo decrescia, a quilometragem aumentava, a altitude oscilava, a energia se esvanecia... Já perto da cidade, numa subida longa depois de uma ponte, me sentei no acostamento, não vinha nenhum carro, me encostei na mochila e minhas costas foram dobrando por cima do volume relativamente fofinho onde não havia nada que quebrasse, foi dobrando, esticando, alongando, relaxando, até o capacete encostar no chão, a pálpebra superior encostar na inferior, bilateralmente, e eu ir apagando, apagando, pensei que estava em casa, achei que ia abrir o olho e ver as paredes do meu quarto, a minha mãe, minha janela, minha casa, levantar, ir ao banheiro e voltar pra dormir mais um pouco, mas pensei, tem alguma coisa errada, senti coisas diferentes, ouvi coisas diferentes, abri o olho e o que vi, aos poucos, foi um céu de nuvens rápidas e pouco azul, capim ondulando, e som de veículos longe,
muito longe, se aproximando, de modo que levantei devagar, me espreguicei, me resignei, subi na magrela e fui indo em frente. NO PC6 não peguei nada exceto o cartão assinado e toquei ficha, satisfeito por não ter que passar por dentro de São
Chico, cidade onde eu, aliás, poderia comprar alguma coisa, digamos, salgada. Não me lembrava do trajeto final, que só havia feito de carro, de modo que urrava mentalmente de desânimo cada vez que enxergava as malditas lombas. Embalava na descida, mas lutava contra o cérebro para empurrar as pernas a pelo menos 10 por hora, que era o que o GPS dizia que eu deveria fazer para conseguir chegar a tempo. Cada descida era um sprint, cada subida, uma luta. Depois da gigantesca baixada que tem ao redor da barragem do salto, subi desanimadamente a lomba do outro lado, e segui lutando, pensando apenas em manter média pra chegar a tempo (o GPS é insuperável para dar essa estimativa), o horário previsto de chegada oscilando entre o possível e o impossível, minha glicemia e natremia flutuando entre o fisiológico e o patológico, eu imaginando carne, clube social, bisnaguinhas, comida chinesa, olhando para as hortênsias e imaginando que gosto teriam, olhando pro chão e pensando se as pedras não conteriam um elevado teor de sódio, olhando pras cascas de pinhão na estrada e tecendo considerações a respeito de seu valor calórico ou nutricional, pensando em pedir auxílio a qualquer transeunte, já que naquela estrada ridícula, além de um pedágio extorsivo, não há nada a não ser listras brancas, olhos de gato, grama e hortênsias. Quando meu sonho se materializou, não tive coragem, e o superego ainda conseguiu falar mais alto (o id e o ego já estavam desmaiados): uma moça passou do outro lado da estrada, carregando uma sacola de super. Pensei muito seriamente em propor que ela me vendesse alguma coisa qualquer para comer, mesmo que fosse bacon cru ou algo pior, por algo em torno do quíntuplo do valor que ela havia pago, mas pensei que faltava pouco pro pedágio, que sabe lá fosse melhor. Quando de repente, o milagre aconteceu: vi pinhões na estrada, no meio do asfalto, não estavam esmagados nem dada, pinhões inteirinhos, com aspecto ótimo. Pensei "pinhão cru, lá vamos nós" Mas para minha surpresa, estavam COZIDOS EM ÁGUA E SAL! QUATRO PINHÕES MARAVILHOSOS, FORA DE ÉPOCA, COZIDOS SOBRE A ESTADA ESPERANDO POR MIM! Que coisa impressionante. Logo em seguida, imediatamente após eu ter encontrado um saco plástico com mais pinhões de onde os anteriores haviam saído, outro participante chegou e perguntou como eu estava. Eu disse "tava azul de fome, mas graças a Deus, olha, achei esses pinhões atirados na estrada, dentro desse plástico velho de origem duvidosa e condições de higiene absolutamente desconhecidas! Não é ótimo?" Quando ele
disse: "não come isso, tá louco, toca isso fora! tu quer coisa salgada, né, então toma aqui" Foi quando o milagre REALMENTE aconteceu: o cara puxou dois maços de Club Social Integral maravilhoso sagrado divino, os quais devorei como se fossem os últimos e únicos, engoli mesmo com muita vontade, dando risada e pedalando, me despedindo alegremente do sujeito que já se mandava na frente, dizendo que me aguardava na chegada, Deus o abençoe (isso que sou agnóstico, pero que las hay...). Dali em diante a cena mudou radicalmente. Aumentei a média pra chegar no Pedágio, troquei a pilha do Gepeto que já estava apagado, e a do Farol pra garantir, coloquei o colete e disse: chego antes das sete! E cheguei mesmo. Tive algumas subidas ainda meio amargas (o cara do pedágio disse que tinha poucas, o sacana!), e uns carros tentaram me assassinar ao entrar nas rótulas da cidade sem olhar pros lados (que mancos domingueiros, que trânsito podre aquela cidade, imagina Gramado, bleargh), em dúvida se era pra cá ou pra lá, procurando as tais placas da Chocofest (não encontrei nenhuma, de modo que fui no perguntômetro), até que um camarada me disse - vai por lá e dobra. Fui, dobrei e acabou o tal Audax!

Beleza, o resto é comida, espera, guarda bike, apaga em Caxias, acende na Bikesul (não vi nada nesse meio-termo), e no outro dia roncar, comer, como é bom minha casa, etc, vide excelentes micro-comentários apropriadíssimos do Faccin alguns emeios atrás.

Helton

Audax 300 Caxias - Carta de Rota

O Udo, tinha de ser ele, fez a carta de rota do Audax 300 de Caxias. Para quem gosta de desafios a prova é um prato cheio com suas subidas e descidas, o trajeto da Rota do Sol até Cambará, já pedalado no 300 de 2004, também faz parte da prova desse ano.

As inscrições continuam abertas no site e no blog da prova.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Audax 600 SCS

O 600 de SCS foi negociado pelo Antônio Costa, representante do ACP no Brasil, diretamente com os franceses para que fosse possível a participação do Roberto Penna Trevisan no "Colorado Last Chance", prova que se realizará entre 10 e 13 de setembro nos Estados Unidos.

Essa prova extra se faz necessária porque o calendário de provas de Audax no Brasil tem as provas de 600km programadas apenas para o segundo semestre, o que inviabilizaria a participação do Trevisan, pois ela é classificatória para o 1200.

A realização de 2 provas dessa distância no RS abre a possibilidade de mais ciclistas brevetarem os 600km, mas ao mesmo tempo acaba por esvaziar as 2 provas. Para se ter uma idéia de como é complicado organizar e pedalar uma prova dessa distância, apenas 19 ciclistas brasileiros PODEM se inscrever nela, são os brevetados na única prova de 400km realizada em 2008 no Brasil, Curitiba no fim de semana passado.

Segue a relação dos possíveis inscritos, extraída do blog Audax Santa Cruz.
Alessandro Odorizzi, Dacivaldo Silva Matos, Douglas Wehmuth, Edimar da Silva, Esther Axelrud Galbiniski, Gerson Dressel, Glademir Henrique Schmitz, Isaac Silveira Ibaldo, Joci Jorge Gugelmin, Luiz Antonio Gonçalves, Luiz Maganini Faccin, Nelson Solano, Baptista Neto, Paulo Carneiro Endres, Pedro Burba, Rafael Pick,Roberto Penna Trevisan, Rubens Pinheiro Gandolfi, Udo Carlos Weissenstein e Vitor Hugo Besch Matzembacher.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

5 X 400

O Faccin é o atleta brasileiro que tem mais provas de 400 no currículo, até onde eu sei, ele fez uma Audax 400 por ano desde 2004.

2004 - SP
2005 e 2006 - Porto Alegre
2007 - Lajeado
2008 - Curitiba

No RS apenas 4 ciclistas, além dele, completaram as 3 provas dessa distância que ocorreram até hoje: Rubens Pinheiro Gandolfi, Edimar da Silva, Luis Roberto Velho Lazary e Edson Behenck Alves.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Audax 400 Curitiba - Resultados

O pessoal de Curitiba já divulgou os resultados da prova realizada no fim de semana.

Os nossos parabéns pela rapidez na divulgação dos resultados, pois não é fácil "engrenar" numa semana após uma prova tão árdua.

Informações dos acidentados

A Vânia, uma das organizadoras do Audax 400 de Curitiba, entrou em contato com o Faccin e disse que o Mogens está na casa do Vandré e embarca hoje às 20 horas para Ijuí.

O Mogens até pensou em passar mais uns dias em Curitiba, pois o tratamento dado a ele pelos organizadores foi sensacional. :-)

Já o Bagatini foi para a "faca" hoje, pois foi necessário que o rádio fosse colocado na posiçao correta para que o processo de recuperação da fratura tivesse início. A boa notícia é que ele quebrou o braço esquerdo e a má é que ele é canhoto. :-((

Ontem à noite ele ainda foi trabalhar, por isso não fiquem com muita pena dele, pois não deve estar doendo muito.

Agora é só esperar uns 2 meses para que os 2 voltem ao saudável, mas nem tão seguro, universo audaxioso.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Próximas provas no RS

Nas próximas semanas ocorrerão 2 provas aqui no RS.

Dia 25/07 às 22 horas tem largada os 300km de Caxias do Sul. Maiores informações no site e no blog dos organizadores.

Dia 02/08 com largada a ZERO hora o primeiro 600 do RS em 2008. Maiores informações no site e no blog dos organizadores.

Durante essa semana disponibilizaremos algumas estatísticas sobre as provas dessas distâncias já acontecidas no RS. Mas já dá para adiantar que dos 6 ciclistas que completaram os 2 600 já realizados no RS (2005 e 2006), apenas 3 poderão participar da prova de SCS.

Audax Curitiba - Informações IV

O Faccin publicou no blog do Audax Santa Cruz mais informações sobre a prova de Curitiba.

Vale a pena passar por lá.

domingo, 13 de julho de 2008

Audax Curitiba - Informações III

Terminou o Audax de Curitiba. O Udo e a Esther foram os 2 últimos a completar a prova, fizeram os 412 km em 26 horas e 45 minutos. O Udo avisa que o 600 de Porto Alegre vai ser barbada perto desses 400km de Curitiba.

A má notícia é que o Mogens caiu no início da prova e quebrou 3 costelas e pelas informações recebidas está bem, mas permanece internado no hospital de Ponta Grossa. :-( Tínhamos a informação da queda dele desde ontem, mas como não sabíamos mais nada à respeito, esperamos chegar a confirmação de que ele estava bem.

Semaninha braba essa para nós gaúchos! Primeiro o Bagatini e agora o Mogens.

O pessoal já saiu de Curitiba e está voltando para casa.

Boa viagem!

Audax Curitiba - Informações II

O Udo mandou alguns SMS durante a noite / madrugada.

No primeiro informava que às 23:30 ele havia passado pelo PC2 no KM 204, que já havia mais um desistência e que o ciclista que estava com ele pensava em desisitr também. A temperatura estava agradável e sem vento.

As 5:45 em outro SMS informava que tinha se enrolado para achar o PC3, que já havia pedalado 320km e que a janta havia sido Pizza. Nesse PC ele estava com a Esther e o Rubens Gandolfi e que eles estavam "fechando" a prova, mas que tinham cerca de 8 horas para fazer 77 km. :-)

Segundo ele a prova deve ter até agora umas 4 ou 5 desistêcnias, mas com o dia nascendo o pior já havia passado.

sábado, 12 de julho de 2008

Bagatini

Falei com o Bagatini a pouco e ele ainda está no hospital, segundo as informações disponíveis ele sai de lá amanhã pela manhã.

Dentro das possbilidades está tudo bem, os exames neurológicos estão ok e agora a recuperação dele passa por ficar alguns dias em casa e uns meses sem andar de bicicleta. :-(

Se acontecer algo diferente do previsto posto por aqui.

Audax 400 de Curitiba - Informações

O Udo mandou 2 SMS passando informações sobre a prova.

Largaram 30 ciclistas em direção a Ponta Grossa e enfrentaram nesse trecho um pouco de vento contra. No PC1, com 113 km já havia sido registrado o primeiro abandono e o vento foi substituído por um "sobe e desce" interminável mas um pouco de calor veio animar os audaxiosos.

Ele também informa que a bicicleta dele está com o quadro rachado, ou seja, para ficar do jeito que ele gosta só falta chover e a temperatura baixar uns 20 graus. :-)

Se o Udo enviar mais informações eu posto elas por aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Audax 400 de Curitiba - A primeira baixa

A gauchada sofreu o seu primeiro revés no Audax 400 de Curitiba antes mesmo da largada, o Paulo Bagatini sofreu uma queda quando se dirigia para o local onde pegaria o ônibus que o levaria ao Paraná.

Desde já, agradeço em nome do Pedalajeado a atenção dispensada por todos os nossos amigos de Santa Cruz do Sul, em especial ao Luiz Faccin, ao Giovani Faccin e ao Miguel Lawisch por todo o apoio prestado ao Paulo. Não poderíamos também de deixar de agradecer ao Udo, que estava com o Paulo, por ter tomado as primeiras providências para que ele fosse levado ao Hospital.

Por falta de tempo vou transcrever o email que mandei ao nosso grupo de ciclismo aqui de Lajeado. Amanhã coloco mais informações por aqui.

********************

Estive visitando o Bagatini hoje no início da noite no Hospital Santa Cruz. Como já anunciado pelo Giovani ele teve fratura no braço esquerdo, lesões na face direita e ralados diversos pelo corpo com mais intensidade nas costas, perto do ombro direito. Ele só deve ter alta amanhã, pois depende de mais uma avaliação. Hoje pela manhã ele estava com perda de memória e meio confuso, coisas que são comuns em acidentes com batida na cabeça, mas quando estive com ele e a sua mãe, ele só não se lembrava do acidente e do que aconteceu até ir para o hosopital.

O Bagatini saiu ontem perto das 9 da noite e foi a Vera Cruz na casa do Udo, dormiu lá e hoje pela manhã os 2 se dirigam a SCS quando acidente ocorreu, não tenho nenhuma informação sobre o que aconteceu, além do relatado pelo Augusto que confirma que as primeiras providências foram tomadas pelo Udo que estava com ele.

Não perguntei do estado da bicicleta, mas segundo o Giovani apesar do capacete ter algumas marcas da queda ele se encontra em boa condições.

Agora é uma questão de tempo para ele voltar a pedalar conosco.

Amanhã coloco mais informações para o grupo.

Abraços
Kieling

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Gaúchos no 400 de Curitiba

O Faccin divulgou no blog do Audax Santa Cruz a lista dos gaúchos confirmados para o 400 de Curitiba. Tirando o Dacivaldo que não conheço pessoalmente, a turma vai muito forte para o Paraná. Até o Udo resolveu romper as barreiras do estado e se aventurar por estradas paranaenses.

Segue a relação do pessoal e a quilometragem já rodada por cada um em Audax aqui no RS.

Dacivaldo Silva Matos 700km, Edimar da Silva 7600km, Esther Axelrud Galbinski 4500km, Glademir Henrique Schmitz 3100km, Isaac Silveira Ibaldo 5800km, Luiz Maganini Faccin 3500km, Mogens Nielsen 1900km, Paulo Carneiro Endres 4300km, Paulo Roberto Bagatini 6900km, Roberto Penna Trevisan 6100km, Rubens Pinheiro Gandolfi 6100km, Udo Carlos Weissenstein 4800km e Vitor Hugo Besch Matzembacher 2800km.

Os nosso votos de boa sorte a eles e a todos os participantes do Audax 400 do Paraná.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Paraná X Rio Grande do Sul

Se aqui no RS temos os "tarados por Audax", o Paraná não está ficando muito atrás, ou seja, tem gente que acha que o calendário de lá é muito pequeno para tanta vontade de pedalar.

Na temporada de 2008 o Marcelo Bartoszeck e a sua inseparável reclinada já participaram de 2 provas aqui nos RS, em dezembro de 2007 em Santa Cruz do Sul e em abril desse ano aqui em Lajeado.

Mas ele não é o único paranaense a fazer isso, pois o Antônio Carlos Lacerda nos visita desde 2005 e desde lá já pedalou 8 provas no RS.

2005: 300 de Caxias e 400 de POA
2006: 200 de SCS, 300 e 400 de POA
2007: 200 de SCS
2008: 200 de LAJ e 300 de SCS

Alguns gaúchos estarão retribuindo essas visitas no próximo fim de semana, indo pedalar o 400 de Curitiba onde certamente encontrarão os dois. O Lacerda está à esquerda da foto completando o 300 de SCS e a direita está o Marcelo completando o 200 de Lajeado, as 2 provas em 2008.
Fica aqui o nosso abraço aos 2 e todos os catarinenses, paulistas, cariocas e brasilienses que já honraram o RS com as suas presenças em nossas provas.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

RAAM 2008


Enquanto a gente "se acha" por fazer um Audax 200 ou 300 tem gente que pedala quase 5.000km em menos de 9 dias!!

Terminou a umas duas semanas atrás a RAAM 2008 - Race Across America, que cruzou os Estados Unidos de leste a oeste. Em 2008, como em 2007, tivemos representantes brasileiros na categoria solo, esse ano Julio Paterlini completou a prova em décimo lugar, cerca de 2 dias e meio atrás do primeiro colocado o tetracampeão Jure Robic.

2 anos atrás o Paterlini participou do Extra Distance no RJ que com seus mais de 800km era a prova classificatória para o RAAM, sendo que naquela oportunidade Paterlini ficou menos de 30 minutos parados durante toda a prova!!!

Ao contrário dos nossos Audax onde o apoio externo é proibido, na RAAM o apoio é obrigatório, os organizadores exigem que os ciclistas tenham uma equipe de apoio que tem que segui-los durante toda a prova. Se algum ciclista for "surpreendido" sem a sua equipe, sofrerá punições que acrescentarão preciosos minutos (ou horas) no seu tempo final.

Além da categoria solo existem categorias para duplas, quartetos, octetos,...

Vale uma visita ao site do evento, lá tem histórias incríveis como a de David Jones que competiu na categoria solo 60-69 anos!! Tem também os tempos de Caroline van del Bulk que foi "limada" da prova por ter estourado o tempo a pouco mais de 50 milhas do final.

Por aqui, vale a leitura do blog do Arthur que fala um pouco das reclinadas no RAAM 2008 e de uma reportagem do site O Radical que fez uma entrevista com Paterlini logo após a prova.

sábado, 5 de julho de 2008

Audax 300 e Desafio 150 - Ubatuba SP

O Clube Audax Brasil está organizando mais uma prova em Ubatuba, dia 19/07 estará ocorrendo o Audax 300 e o Desafio 150.

Maiores informações no site da organização.

Audax 400 de Curitiba

O calendário de Audax do RS prevê que as provas mais longas (400 e 600km) serão realizadas apenas no segundo semestre, por isso alguns ciclistas do RS estão se organizando para ir pedalar o 400 de Curitiba, prova que se realizará no próximo fim de semana. As provas que tem como base a capital paranaense são consideradas mais duras que as provas realizadas aqui no RS, pois a altimetria é bem mais desfaforável que a encontrada por aqui, mas a organização da prova foi muito elogiada por todos os ciclistas que por lá já se aventuraram.

Mais informações sobre a prova podem ser obtidas no site da prova.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Estão abertas as inscrições para o Audax 300 de Caxias, as informações sobre a prova podem ser obtidas no site ou no blog da organização da prova.

Infelizmente tenho um compromisso nesse dia, mas é uma oportunidade ímpar de quem já pedalou um 200 testar os seus limites. Como diz a própria organização da prova, o Audax de Caxias é um "Audax de verdade"! Sem desmerecer nehuma prova, até porque sou um dos organizadores da prova de Lajeado, a prova de Caxias tem características que a tornam única. Além da altimetria que tornam as provas na serra as mais difíceis do RS tem uma variável que pode (ou não) incomodar muito - o vento.

Existem relatos do Audax 300 de 2005, do qual não participei, que contam que o vento impedia a pedalada a mais de 10km/h! Vários ciclistas experientes só chegaram dentro das 20 horas porque nos últimos 30 ou 40 km o vento diminuiu de intensidade.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Saindo da Ressaca

Inverno, frio, falta de tempo, excesso de trabalho, mulher braba:-) , filha pequena e mais uma série de coisas fizeram com que eu "abandonasse" o blog sem maiores explicações.

Hoje, mais de 3 semanas após o último post constato que o blog mantém uma média de quase 50 visitas!!

Para esses "valorosos" leitores, prometo nos próximos dias atualizar as notícias do mundo audaxioso, pois teremos dentro do mês de julho provas em Caxias, Curitiba e Ubatuba.