terça-feira, 10 de junho de 2008

"Extrato" Audax

Desde 2004 guardo todos os resultados das provas de Audax do RS, além dos resumos que publico de vez em quando por aqui, tem um outro "sub-produto" bem interessante que alguns já tiveram oportunidade de ter acesso. É o extrato das participações de cada ciclista.

Para exemplificar segue o extrato do Lazary, de quem andei "roubando" um 300 esses dias. Quem achar interessante e quiser o seu, entre em contato pelo email cfkieling arroba gmail ponto com e informe o seu nome completo. Mais do que um serviço de utilidade pública, é uma forma que tenho de corrigir os possíveis e prováveis erros que o cadastro possui. No extrato vou mandar o tempo do atleta em cada uma das provas.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Enduro de Imigrante

De vez em quando dá para colocar de lado o Audax para falar de outra modalidades de ciclismo. O pessoal de Imigrante, cidade a uns 30 km de Lajeado e vizinha de Colinas, destino de pelo menos uma pedalada por semana do nosso grupo, está organizando o seu primeiro Enduro.

A gurizada está se puxando para organizar algo bem legal, Imigrante fica no início da subida da serra que leva a Farroupilha, Bento, Caxias,... e é lá a mais difícil subida que já enfrentei na minha vida de ciclo-turista. São 3,5km que batem a subida da Lagoa da Harmonia e tantas outras que já escalei.

No folder da prova da para ver a foto do pessoal de lá que fez o Audax de Lajeado, ou seja, é uma gurizada aberta a todas as modalidades de ciclismo.

Mais informações com o Lucas pelo email lmagedanz arroba gmail ponto com

domingo, 8 de junho de 2008

Traído por um acento!!

O Lazary ficou fora da relação dos ciclistas que fizeram os 2 Audax 300 desse ano, pois na prova de SCS a sua inscrição foi registrada sem o acento. E para mim Luis é diferente de Luís, entenderam?

Então são nove os ciclistas que fizeram as 2 provas de 300 nesse ano no RS. O Lazary se une ao Rolf, são os 2 únicos a melhorarem o tempo da prova de Poa para SCS.

Herrar é umano.

Foto do Zorro (Piloto)


O Faccin publicou no site do Santa Ciclismo uma foto do Piloto, eis a foto do "criminoso", ou seria melhor do cachorro do "criminoso".

sábado, 7 de junho de 2008

Audax 300 - Poa X SCS

Apenas 8 ciclistas fizeram os 2 300 que aconteceram até agora no RS. São eles:
Isaac Silveira Ibaldo;
Paulo Carneiro Endres;
Paulo Roberto Bagatini;
Roberto Penna Trevisan;
Rolf Harm Hinrichs;
Rubens Pinheiro Gandolfi;
Udo Carlos Weissenstein e
Vitor Hugo Besch Matzembacher.

Dos 8 apenas o Rolf conseguiu fazer o tempo em SCS melhor que o de POA, na média o tempo dos 8 foi 1 hora e 1 minuto mais lento.

Conheço cerca de 100km do percurso da prova de Poa, mas pelos relatos ela se equivale em dificuldade a prova de Poa. O diferencial entre as 2 provas foi o frio.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O fim do Zorro!

No seu relato o Omar se refere várias vezes aos seus parceiros de pedalada, Zappe e Guaraci, que desistiram da prova para lhe dar apoio. A escolha da parceria não poderia ter sido melhor, pois além de terem deixado a prova de lado, as atividades profissionais de cada um vão facilitar as atitudes que ele está tomando para resolver de vez o problema desses ataques. O Guaraci é advogado e o Zappe é o Capitão comandante da PRE no Vale do Taquari, sem o seu apoio as provas de SCS e Lajeado não seriam o que são. Quem já pedalou por aqui, sabe do que estou falando.

No seriado que animou a infância de muitos quarentões que hoje fazem Audax, o Zorro sempre escapava do Sargento Garcia. Mas o Zorro daqui não teve tanta sorte, pois o nosso Capitão é muito melhor do que aquele sargento do Exército Mexicano.

Segue abaixo o email que o Zappe enviou ao nosso grupo.

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Foi descoberta a verdadeira identidade do ZORRO o qual chama-se de fato "PILOTO".

Na data de ontem, no exercíco de minha função de Policial Militar, com atribuição de executar as atividades de Policiamento Rodoviário, desloquei até a casa do " Acusado" tendo então feito contato com o dono do Animal que na verdade é o responsável por ele, por possuir ao contrário do animal a virtude da " Razão " que foi conferida somente aos homens, por isso deve responder pelos prejuizos causados pelo seu cão .

O que foi feito :

Lavrei uma ocorrência policial quailificando o dono do PILOTO como acusado pela contravenção penal descrita no art 31 " Omitir cautela na guarda ou condução de animais" combinando com o crime de dano, decorrente dos estragos causados na biciclata do Omar por conta da queda .

O que vai acontecer daqui para frente ?

A corrência ficará a cargo da Polícia Civil de Passo do Sobrado que deverá chamar o " acusado ", o dono do Cachorro, para prestar inforamações, o procedimento chama-se termo circuntanciado, que após feitas as diligências necessárias será encerrado e enviado ao poder judiciário para julgamento, sendo a pena de 10 dias a 06 meses pelo qual será oferecida ao acusado a transação penal ou prestação de serviços comunitários .

Qual o fim do PILOTO?

Segundo seu dono vai dar cabo no bicho, até queria que eu fizesse isso com a minha arma, mas disse que não, que o animal era responsabilidade dele e que ele fizesse o que achasse melhor .

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Audax 300 SCS - Frio, queda e solidariedade

O Omar Torriani é membro do grupo do nosso grupo de ciclismo e veterano de muitas provas de Audax, mas dessa vez ele não chegou ao fim, pois o "Zorro" tirou-o da prova. Abaixo o seu relato, enviado ao AudaxBR e Pedalajeado, onde conta como foi pedalar os 150 km até sua queda, como foi resgatado pelo Faccin e como os seus parceiros de pedalada abandonaram a prova para ficar ao seu lado.

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Infelizmente somente hoje pude achar tempo para escrever e me manifestar sobre o Audax 300 de Santa Cruz do Sul. Para quem não sabe, eu caí por causa do nosso amigo Zorro!
Nunca tive problemas com cachorro, mesmo o Zorro. Aliás, nem sabia direito onde era seu habitat. Foi o Audax mais frio que já fiz e há mais de 4 anos que pratico Audax. Estava tudo formidável, a organização e até mesmo o frio. Acho que Audax sem algo diferente não tem graça. Tem que ter alguma coisa para contar, senão, fica naquele, "larguemo, pedalemo e cheguemo"! Dos últimos anos, este é o que menos pedalei e me preparei. Fui mais por causa dos parceiros Zappe e Guaraci, que pelos quais dou um dedo para pedalar com eles. Fui com o intuito de fazer "na manha", como recomendou o Zappe.
Vamos vazer para chegar e acho que seria mais um desafio para mim que sempre gostei de andar mais rápido, conter o ímpeto de sair "fedendo". Todos agasalhados, com exceção do Bagatini (segunda eu estava lá no Jeremias em Caxias e 2 caras que não participaram do Audax comentavam sobre os trajes do Bagatini- o homem tá cada vez mais famoso). Largamos e foi tudo bem, parecia que estávamos com as roupas certas, pois com o vento ao andar, não aumentava o frio pois o exercício nos aquecia e contrabalançava. O problema foi na subida da serrinha, logo na largada, que nos fez suar em bicas e encharcar as roupas por dentro. Depois na descida já deu para ver o que seria. Com a madrugada o frio aumentou e, à cada parada a luta era para se re-hidratar e alimentar sem esfriar o corpo, pois a retomada era triste. As luvas depois de molhadas por dentro e por fora, não aqueciam mais. Mas tudo era administrável, com exceção das descidas que, quanto mais íngremes, mais frio provocavam e o bater de queixo era inevitável. Às vezes a gente gritava: Uhhhhuuuhhhuuuhhuuuuuu! Ou, Ai, ai, aiiiiiiii fia da puuuuuuu.... O fato é que ajudava e aliviava a dor que causava no rosto, pescoço, pés, etc. A partir das 4 e meia da manhã o grito também ajudava a espantar o sono. Uma coisa interessante que o frio provocou é que desde o início o nosso grupo saiu bem mais quieto que o habitual. Normalmente as primeiras 2 horas é de brincadeiras, piadas e galinhagem, desta vez, no trevo da RS, já estávamos calados e o silêncio tomou conta. Assim permanecemos pela maior parte das 8 horas e meia que pedalamos, com exceção de alguns momentos que algum de nós se lembrava de algo e comentava e os outros riam, diziam alguma coisa e logo voltávamos ao transe de pedalar e se encolher com o frio e se refugiar nos
pensamentos para aplacar o cansaço, a dor e o frio.
A organização e presença do Faccin, o tempo todo, apoiando e protegendo, como sempre, foi fora de série. Até escolta contra o cachorra mardito ele fez na ida. Quando passamos pelo Zorro, o Faccin estava esperando na encruzilhada. Ao passarmos ele veio por trás, com os faróis altos e assim que vi o mardito arremeter e surgir desgraçadamente das macegas, esprintei e escapei e o Faccin meteu o carro por cima dele, pena que não o atropelou.

Fomos bem até São Jerônio, 100km percorridos em quase 5 horas, uma boa média com todas as paradas. Isto nos colocava dentro do nosso plano de corrida. Mas agora tinha um trecho de retorno em sairíamos da beira do rio e subiríamos de volta para uma cota mais alta. Não é significativa, mas tira o impulso e a pedalada não rende. Assim como sentido contrário a gente manda vê e acha que é o tal, na volta a coisa pesa mais e, além disso, estava muito mais frio e não haveria PC no meio, sendo o tirão de 86 km.
Assim zarpamos do Jóquei Clube de São Jerônimo às quatro e pouco da manhã. Saímos entreverados num pelotão de uns 8 ciclistas incluindo nós. O Zappe mandou vê e resolveu puxar o pelotão. Fui no vácuo, administrando para não me desgastar. Senti que o ritmo estava puxado demais e avisei aos 2 que se quisessem seguir assim que fossem, pois precisava me poupar para os 200km que ainda restavam. Pois foi deixá-los se afastar lá pela ponte do Jacuí e eles pararem no primeiro posto de Gasolina. Depois disso nunca mais se aproximaram. Achamos estranho aquilo e foi bom segurar o ímpeto para não nos desgastarmos. Fomos bem até o cubo dianteiro do Zappe começar a
roncar. Paramos várias vezes para verificar, pois parecia que nos baixios, com o frio, o barulho aumentava. Já tinha uma estratégia para caso de a roda roncar de vez: o Zappe ficaria e eu e o Guaraci seguiríamos até o PC com a roda estragada e avisaríamos para trocarem a roda e traríamos de volta. Só que no meio do caminho um de nós pararia e esperaria até o outro voltar e trazer. Assim, os dois fariam 2 vezes somente metade do percurso a mais e resgataríamos o Zappe. Mas, no fim, não precisamos.
É interessante como é crítica a chegada no Pesque-pague: a ânsia por chegar é enorme e à noite a imprecisão das leituras de instrumentos e até da localização nos prega peças e no final sempre tem umagrande subida antes do PC. Desta vez o pior é que tinha um ciclista uns 800m à nossa frente e sempre víamos que ele não parava e seguia, o que significava que a estrada continuava. As luzes ficaram tapadas pelas árvores, de sorte que só poderíamos saber que estávamos ali uns 100m antes. Chegamos ao PC eram umas 5 horas da madrugada e fizemos uma parada para meter um frukito, barra de cereal, umas mariolas e zarpar.
Saímos de lá na euforia de que faltavam apenas uns 40 km até o café da manhã e no máximo 2 horas de escuridão e frio. Mas tinha antes a descida logo após o PC e com o corpo frio foi mais tremedeira, bate-queixo e gritos: fia da puuuuuu!!!! De obstáculo pela frente teríamos apenas a serrinha de Vale Verde, que deste lado é mais curta, mas mais íngrime. O negócio seria chamar a coroinha e subir devagar e sempre. A vantagem é que não teria o sol inclemente das provas de 200km que a gente passa por ali pelo meio-dia e o sol rachando o capacete.
Seguimos em marcha-batida, devorando as coxilhas e cortando a cerração, apenas despertados de nosso transe pedalístico por algum ônibus que desafiava a madrugada e o frio. Eu nem me lembrava mais do Zorro, o maledeto cachorro que nos incomodou na vinda, estava um pouco cansado e a dor que tinha na coxa direita tinha aliviado. Da
mesma forma a dor que sentia nos pulsos passara. Estava administrando a corrida e daria para levá-la a bom termo. O sono começava a pegar, cheguei a temer uma dormida na bike. Mas puxava conversa com os guris e mandava pedal.
Lá pelas tantas o sol começou a se pronunciar, quebrando a cerração e a geada, meio preguiçoso, mas dava sinais de vida. Estávamos eufóricos que o pior já tinha passado e que agora era só administrar o resto. Os faróis já nem mais faziam efeito e nem se arriscavam a brigar com o poder do rei sol que não aparecia, mas começava a anunciar-se por meio dos reflexos no firmamento. Longe no horizonte, ainda se via algumas estrelas teimosas que queriam apreciar o alvorecer e a geada, bem como a lua crescente que nos acompanhou por algumas horas pela direita.

Nossa euforia durou pouco e nos calamos novamente, afundei em meus pensamentos e mantive o ritmo das pedaladas, só pensava no café quente que me esperava há uns 30km dali. Eis que o silêncio é quebrado por um grito de pavor:
- Olha ali o cachorro! Grito o Guaraci.
Nesse ínterim só pude ver a fera me atacando pelo lado esquerda, latindo e rosnando fortemente. A imagem que tenho em minha cabeça é aquelas fotos que se tira em movimento em que somente o objeto central está focado, todo o resto está tremido e fora do foco. Parece que tudo foi tão rápido que só gravei aquela foto. Lembro de
me esgueirar para o lado para livrar minhas pernas de suas presas assassinas afiadas.
A imagem seguinte foi o Zappe me dizendo que a gancheira do câmbio estava quebrada e me pedindo a chave para cortar a corrente e emendar numa marcha para tirarmos o câmbio e pedalar assim até o PC.
Aí comecei a falar coisas tipo:
- Eu acho que tá aí no bagageiro...
- Vamo Omar, pega logo! Disse o Guaraci
- Mas essa não é a minha bicicleta, esse não é o meu farol...
- Omar, tu tá bem? Tu viu que tu caiu?
- Eu caí? Eu durmi?
- Não, o cachorro avançou e tu caiu?
- Eu caí?
- Tu tá bem cara?
- Como é o teu nome?
- Omar!
Como é o nome da tua mulher?
- Bea.
- Qual é a marca da tua bici?
- Specialized?
- Mas eu caí?
- É cara tu não viu o cachorro?
- Eu dormi!?

Naquele momento os dois se olharam e se assustaram, eu já estava numa tremedeira de frio. Eles me levaram para uma parada de ônibus e puxaram os cobertores térmicos de emergência e me enrolaram nele. Aí que viram que meu capacete tinha uma fenda enorme no lado direito, na altura da orelha. Por dentro ele também estava todo comprometido.
Nesse momento chegou o Rigone e seu pelotão e chamaram o resgate. Eles aguardaram o resgate e me despacharam. Fi-los prometer que iam terminar a prova e que iam me dar as medalhas, mas os 2 dois sem-vergonha deram um pau até o PC, tomaram um café, avisaram da desistência de todos e seguiram para a Unisc para pegar o carro e
depois ir para o Hospital. Eu estava bem, não sentia nada, somente um pouco no cotovelo direito. Foi o tombo mais indolor que já tivera. Tanto, que ainda fomos resgatar um outro cara mais adiante, que estava com dor no pé. Ele veio o tempo todo reclamando da vergonha de desistir e o fato de que prometera a medalha para a
filha. Eu acho que vergonha é a gente não tentar ou tentar sem preparo e experiência. Saber o limite e desistir antes do pior é inteligência e autoconhecimento. Só não falei isso para ele porque estava com tanto sono que não tinha vontade de falar nada. Respondi em monossílabos às perguntas dos dois. Chegamos finalmente ao Hospital e eu tremia feito vara verde. Ficaram apavorados com a minha tremedeira e a roupa molhada. Tirei as roupas de cima e me colocaram sobre os lençóis térmicos que trouxera junto dois acolchoados. A enfermeira não achava a minha veia na dobra e me enfiou uma agulha quase na altura do pulso. Deram- me um soro aquecido para me re-hidratar e aquecer. Bem que o Faccin poderia fornecer um sorinho para a gente levar pendurado na bike. Hidratação direta na veia, jóia. Acho que vou adaptar um gancho naminha bike. Será que pode?
Enquanto o médico examinava minha cabeça, olhos e reações a enfermeira Eliana falava comigo:
- Mas o que vocês andam fazendo com essa friagem? Expliquei tudo e ela disse que tinha um cunhado que também gostava dessas
loucuragens. Perguntei se ele era de Santa Cruz e ela disse que não, era de Bento. Perguntei o nome dele e ela me disse: Walter Migowski. Impressionado disse que ele era meu primo, na verdade casado com a Denise, minha prima.
Bom, para encurtar a história, tomei meio litro de soro quentinho, me aqueci. Dormi um pouco, porque eles me acordavam a casa 15 minutos, para ver se eu não tinha tido nenhum chilique. Depois de ver que eu estava bem o médico me liberou, pois nem galo ou dor de cabeça eu tive.
O velho Faccin ficou comigo o tempo todo e me deu um baita apoio. Foi genial. Não me surpreendeu, pois já conheço a hospitalidade e jeito especial de nos tratar da Família Faccin e quando estou num evento organizado por eles, sei que posso pedalar tranqüilo por que eles fazem de tudo para que tudo dê certo.

Quero mencionar também a eficácia do capacete da marca Bell. Excelente. Estava com ele bem preso à cabeça. Os tirantes são fortes e não se rompem facilmente. O capacete rachou, mostrando que ele absorveu totalmente o impacto, sem deixar qualquer seqüela física em minha cabeça. Se tive um apagão de memória foi pela desaceleração, mas nem perdi os sentidos. Não tive dor de cabeça depois e estou ótimo. No outro dia não parecia que tinha sofrido uma queda a não ser pelo cotovelo e o ombro que me doíam um pouco. Nem lembrei de tomar um relaxante muscular ou anti-inflamatório. Gostaria de mencionar também a atitude de companheirismo dos meus 2 baita parceiros: o Zappe e o Guaraci. Agente costuma brincar sobre o que separa os homens dos guris, mas a gente tem que saber com que a gente pode arriscar o couro e esses dois são o tipo de caras que se me convidarem para ir para o inferno eu vou, pois sei que na hora do aperto e precisar, não precisarei nem dizer nada, porque ali do lado estará a mão forte e inarredável de amigos de sangue.

Por isso, galera, se quiserem fazer o 300 de Caxias, é só me chama
que a bike já está quase pronta, pois eu já estou prontinho pra
outra indiada!

Valeu Zappe e Guaraci! Faccin e Cia., Audaxiosos que manifestaram
sua solidariedade e aos médicos e enfermeiras do Hospital de Santa
Cruz o meu muito obrigado pelo carinho e colo.
E ao Zorro e seu irresponsável dono que se prepare, porque não
pretendo descontar no pobre animal, mas pretendo fazer seu dono
nunca mais esquecer o que é responsabilidade. O Dr. Guaraci já tem
minha procuração!

PS : Ao cair estava com 152km pedalados e há 8:32h

Abraços

Omar Torriani

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Audax 300 SCS - O PC do Pedalajeado

O Faccin mandou um email para o nosso grupo, o Pedalajeado, falando um pouco do PC que a nossa equipe montou em Cruzeiro do Sul, município vizinho a Lajeado. O PC foi "tocado" pelo Milton, Fabiano e o Eldo, além de outros que apreceram por lá com suas famílias. Como participei da prova, dessa vez não pude ajudar, mas quero deixar o agradecimento a todos que lá trabalharam "honrando" o nome do nosso grupo.

Temos de agradecer à Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Sul e ao Restaurante Recanto da Natureza pelo apoio dado ao evento, mas jamais poderia de agradecer ao meu amigo Eldo pelo empenho em montar toda aquela estrutura. Todo o grupo foi coadjuvante no processo de montagem do PC, pois foi ele que capitaneou todo esse processo desde o início. Quem sabe ano que vem ele troca de lado e pedala o seu primeiro Audax, a nossa prova não teria a mesma qualidade, mas todos entenderiam o porquê.

Segue o email do Faccin:

***

O Pc de CRuzeiro do Sul demonstrou da melhor maneira o que é um PC de Audax a exemplo dos PCs do Paris Brest Paris.

O Audax é uma modalidade para ser praticada nas cidades do interior onde o movimento de veiculos é menor e o calor humano é maior quando comparado com as cidades grandes.

Audax é antes de tudo um desafio, mas também um evento ciclo turístico, neste espírito os ciclistas participantes tiveram a oportunidade de conhecer, a organizada, e limpa, cidade de Cruzeiro do Sul.

A colaboração dos apoiadores locais também é muito importante em especial ao Eldo Dulius

Outro ponto importante foi a localização do PC no restaurante Recanto da Natureza, o que foi motivo de elogios por parte de vários participantes, devido a qualidade do atendimento e ao sabor do prato ali servido.

A intenção é no próximo ano é realizar o Audax 300 de Santa Cruz do Sul no mesmo trajeto e novamente contar com a hospitalidade local!
Abraços a obrigado a todos!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Quem mais fez Audax 300 no RS

Para não deixar o blog parado enquanto ainda recupero as energias gastas na prova de SCS e fazer jus as quase 100 visitas diárias, resolvi montar algo bem simples para mostrar os ciclistas que mais pedalaram provas de 300 aqui no RS.

Só aparecem os ciclistas que terminaram a prova do último fim de semana e possuem mais alguma prova de 300km além de SCS, ou seja, quem fez a estréia em provas dessa distância não aparece na lista.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Audax 300 SCS - Rescaldo

Não tem Audax fácil, e ele fica mais difícil sem preparo físico e com a temperatura beirando o zero grau. Mas essa é apenas a minha versão, o Bagatini achou a temperatua agradável e pedalou de camiseta, já o resto da turma de Lajeado parecia que estava indo para o Pólo Sul.

Deixo aqui os agradecimentos de todos os ciclistas pelo pronto atendimento dado ao Omar (primeiro à esquerda na foto da turma de Lajeado) que sofreu um acidente que poderia ter sido sério, essa prontidão nos dá a segurança de continuar a pedalar em SCS, pois temos certeza de não estarmos desprotegidos. Graças a Deus e ao pronto resgate do Faccin ele voltou para casa ontem mesmo e está 100%, sem nenhum problema. Sobre o Zorro e o seu dono falo outra hora.

Quem quiser mais informações sobre o Audax de Santa Cruz acesse o blog da prova. Lá tem as fotos e os tempos de todos os sobreviventes daquela noite em que o meu termômetro registrou 1.2 graus as 6:15 da manhã.