segunda-feira, 19 de maio de 2008

Audax Caxias - Imprensa

"Garimpado" pelo amigo Omar Torriani no Jornal Pioneiro de Caxias

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Eles foram rápidos
Audax de 200 quilômetros foi disputado no sábado
FERNANDA FEDRIZZI

Ciclistas cruzaram a linha de chegada antes do prazo estipulado. Apenas cinco desistiram

Caxias do Sul - Era uma prova de regularidade, mas os 53 ciclistas que participaram do Audax entre Caxias do Sul e São Francisco de Paula, na Rota do Sol, sábado, se mostraram surpreendentemente rápidos. O objetivo, que era pedalar 200 quilômetros em no máximo 13 horas e meia, foi alcançado pela maioria. Apenas cinco desistiram e ninguém ultrapassou o tempo-limite. Assim, todos que cruzaram a linha de chegada conseguiram os brevets para a próxima etapa.

O Audax de 200 quilômetros é o primeiro de cinco. Quem o completa no tempo determinado tem o direito a participar dos de 300, 400, 600 e 1,2 mil quilômetros, na seqüência, desde que termine cada um. A prova é homologada pelo Audax Club Parisien. Não há vencedores. Por isso, tanto o primeiro como o último recebem a mesma medalha. Cientes disso, dois ciclistas de Caxias foram extremamente rápidos. Surpreenderam até mesmo os organizadores.

Marcelo Indicatti, que é vendedor e participa de competições de ciclismo, e o dentista e triatleta Evandro Toigo completaram o trajeto às 13h27min. Todos largaram às 6h. Os dois pedalaram sempre juntos. Indicatti garante que a intenção era simplesmente aproveitar a prova.

- Fizemos um ritmo de treino, nem tão devagar e nem tão rápido. O mais difícil foi agüentar o frio da manhã. Por não ser tão competitiva, o mais legal foi o astral do pessoal - contou o atleta de 26 anos, que participou do primeiro Audax.

Mas suportar 200 quilômetros não foi fácil para ninguém. E os que não estavam suficientemente treinados tiveram que adiar a meta de terminar o desafio de longa distância. Caso do analista Leonardo Fernandez, 30, que estreava no Audax. Ele teve problemas na troca de marchas da bicicleta. Fez 120 quilômetros, preparando-se para voltar, até que...

- O percurso estava bom, o clima também (em torno de 20ºC), mas faltou preparo físico. E quando a bike estragou, desanimei um pouco. Faço corridas de aventura, mas não estou acostumado a pedalar no asfalto. Na próxima vez, vou treinar mais nesse tipo de pista - disse, enquanto tomava chimarrão e descansava em um dos três postos de controle, instalados a cada 50 quilômetros.

À medida que cruzavam a linha de chegada, junto ao seminário de Fazenda Souza, os ciclistas eram aplaudidos por quem agüentou esperá-los desde às 6h da manhã. No final, o público assistente se resumia aos organizadores e poucos parentes. Nem por isso os que terminaram quase no limite deixaram de ser bem recebidos. Ao contrário.

Às 19h15min, com a noite chegando, os dois últimos ciclistas finalizaram juntos o percurso. Foram muito saudados. E a dupla não demorou por inexperiência. O representante comercial Armando Montano, 35, de Nova Petrópolis, nem sabia de quantas provas como aquela havia participado. Calculou cerca de 20. O servidor público Luís Roberto Velho Lazary, 47, de Porto Alegre, chegou a pedalar no Audax de Paris-Brest, com 1,2 mil quilômetros, no ano passado. Na época, completou o trajeto, mas passou do tempo para ganhar o brevet.

- Fiquei triste. Me perdi, não dormi bem. Este foi maravilhoso. Não me preocupei em pedalar ligeiro. Aproeitei - disse Lazary, apto para seguir o ciclo adiante.

( fernanda.fedrizzi@jornalpioneiro.com.br )

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