terça-feira, 15 de abril de 2008

Relato do Guilherme sobre o Audax 200

Segue abaixo o relato do Guilherme, garoto de 11 anos, que pedalou o seu primeiro Audax 200. Mais detalhes no site do Audax Brasília.

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“Em primeiro lugar gostaria de agradecer as mensagens me parabenizando e as ligações. Eu não gosto muito de falar de mim mesmo, por isso não escrevi antes, mas os meus pais e várias pessoas fizeram depoimentos, então resolvi fazer o meu também.

Eu sou o Guilherme, tenho 11 anos e completei o Audax Porto Alegre 200 km no dia 6 de abril, assim me tornei o brasileiro mais jovem a concluir essa prova usando uma bicicleta mountain bike, uma treck 4300, que comprei com a minha mesada e ajuda dos meus pais.

Eu faço natação duas vezes por semana desde que tinha 3 anos e faço karatê desde os 5, patino quando dá e pedalo com o Rebas do Cerrado e Pedal Noturno DF, mas estudo pela manhã então não dá para ir sempre, às vezes pedalo no eixão com os meus pais.

Eu sempre quis fazer uma viagem ou prova de ciclismo mas não gosto de competições. No ano passado queria fazer o Audax e o Superando Limites com os meus pais, mas eles não deixaram, no Superando Limites tive que ir no carro enquanto o Pedro, meu colega, foi pedalando, depois queria ir para Pirinópolis, mas nada, eles sempre dizem que é muito difícil.

Em fevereiro, pedi para ir para Pirinópolis e novamente não deixaram, queria fazer o Audax e nada, mas eu não desisti e continuei tentando.

Escutei a minha mãe falando com o meu pai que o Audax de Porto Alegre era mais fácil que o de Brasília e que algumas pessoas daqui estavam indo, então pensei que era a minha chance, eu podia fazer e para minha surpresa, eles deixaram, contei para os meus amigos que ia, meu pai fez a minha inscrição e a dele e eu já comecei a contar os dias.

Começamos a nos preparar. Para ir para Porto Alegre eu me preparei psicologicamente e fisicamente, fiz treinos com o meu pai no Pedal Noturno quase todos as noites e também no eixão. Eu dei para minha mãe uma lista de alimentos que eu queria para antes e durante o Audax, isso ajudou bastante.

A minha mãe fez a minha mala, a viagem foi boa, no avião já começou a bagunça, minha mãe tirando fotos, o Paulo pedindo caviar e champanhe para a comissária de bordo e a Maria Thereza falando “gauchês”. No hotel era bicicleta para todo lado, logo depois que chegamos ouvimos uma buzina, era o Paulo e nós usamos a nossa, para mim já estava começando o Audax.

Sábado depois do almoço, os adultos foram fazer um reconhecimento e eu fiquei no hotel descansando enquanto o meu pai montava as bicicletas. Fomos comer espaguete no jantar e depois dormir.

Acordamos cedo e fomos de carro para o DC Navegantes, onde seria a largada. Quando deram a largada fiquei ansioso para completar. No início estava frio e tinha muita neblina, depois o clima melhorou, mas no final do dia estava muito quente.

Eu pensava que ia ser mais difícil, mas foi até fácil.

Eu me senti alegre por estar participando de uma prova de ciclismo tão conhecida e importante. Eu tinha esperança em completar, queria muito isso e consegui.

Gostaria de agradecer a todos que me ajudaram, em especial, o meu pai e minha mãe, Rayana, Maria Thereza e Maurício, que junto com minha mãe fez o nosso apoio e também, todos que incentivaram essa conquista.

Gostaria também de agradecer ao Marcelino, que mesmo não estando em Porto Alegre, torceu por mim e queria saber os mínimos detalhes e pelo artigo que ele fez no site do Audax (www.audaxbrasilia.com.br).

Gostaria também de agradecer os ciclistas de Porto Alegre que me incentivaram, em especial aquele que me deu uma barra de cereal no pedágio. O meu pai estava com a mochila com os suplementos e o pneu da bicicleta dele furou, ele parou e eu continuei pedalando só com a Rayana, eu queria comer algo e pedi a minha mãe, que estava esperando no pedágio, mas ela disse que não podia me dar nada, que ela só podia fazer apoio no PC, então ele ofereceu, o meu pai chegou logo em seguida.

Gostaria de parabenizar o Ary, que mesmo com o joelho operado pedalou 150 km acompanhando a Soninha.

Gostaria de repetir essa experiência, porque achei interessante, é uma prova que tem uma boa estrutura, um bom apoio.

Guilherme Ramos Rodrigues Buitrago”

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