segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Chegamos ao poder!!

O blog só deveria voltar ao ar em janeiro, mas tive de fazer uma edição extraordinária para comunicar aos (poucos) que ainda insistem em passar por aqui, que um Audaxioso chegou ao poder!!

Antônio Valesan elegeu-se prefeito de Roca Sales no dia de ontem! Quem já pedalou a prova de 200km de Lajeado conhece essa cidade, pois é nela que começam os quase 13 km de estrada de terra que são tão temidos por alguns dos ciclistas que por aqui aparecem.

O Antônio já pedalou 6 provas aqui no RS.
2007 - 200 Lajeado e SCS
2008 - 200 Lajeado, SCS e Ijuí e o 300 de SCS

Ao Antônio os desejos de uma boa administração e que o ciclismo tenha um pequeno espaço no seu governo, pois afinal de contas passaremos novamente por lá em 2009.


Na foto, tirada em Ijuí, o Valesan está de preto entre o Bagatini e o Buguera, mais a esquerda está o Udo e eu apareço ao fundo.

sábado, 23 de agosto de 2008

Saindo do ar

Por absoluta falta de tempo estou deixando de atualizar o blog à partir de hoje.

Diante de um novo desafio profissional que surgiu no fim do ano passado fui aos poucos deixando de pedalar, mas conseguia me dedicar ao blog em horários de almoço ou à noite. Mas nem isso tenho conseguido fazer nos últimos meses.

Agradeço aos mais de 35.000 visitantes que passaram por aqui nos últimos 18 meses e prometo que à partir de janeiro de 2009 vou me organizar melhor para quem sabe, postar ao menos as informações da prova de Lajeado que deverá ocorrer no início de abril.

Até lá vocês podem ir acompanhando as provas que Porto Alegre está organizando, além disso o Faccin tem postado algumas informações bem interessantes no blog do Audax Santa Cruz.

Até 2009!

domingo, 10 de agosto de 2008

Calendário Audax para 2008

A Ninki solicitou que fosse corrigido o calendário do Audax para 2008, pois as provas de Porto Alegre estavam aparecendo com as datas de antes de sua transferência. O calendário acertado pode ser visto aqui.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Audax 600 SCS - Relato

O Isaac um dos 3 ciclistas que completou as 3 provas de 600 km já realizadas no RS publicou o relato da prova no seu blog.

Vale a leitura

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Audax 600 SCS - Tabela com os tempos parciais

Não ficou do jeito que deveria ter ficado, mas como o meu micro está com problemas foi o que consegui fazer. :-(( O quadro ficou pequeno, mas para vizualizar melhor é só clicar em cima dele.
Em vez de colocar apenas a hora de passagem coloquei também o dia, assim, acredito eu, fique um pouco mais claro.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Audax 600 - Resultados

O Blogger está com problemas, por isso não estou conseguindo postar a tabela com os tempos parciais do 600. A Karol no blog da prova de SCS postou o quadro completo. Quando o blogger permitir posto o quadro completo por aqui também.

Núm Nome
1 Dacivaldo Silva Matos 37:35
2 Edimar Da Silva 37:35
4 Glademir Henrique Schmitzn37:35
5 Isaac Silveira Ibaldo 37:35
6 Luiz Maganini Faccin 37:35
7 Paulo Carneiro Endres 38:20
8 Roberto Penna Trevisan 37:35
9 Vitor Hugo Matzembacher 38:05

Audax 600 SCS - Equipamentos utilizados I

Uma coisa que me chamou bastante atenção já na 6a. a noite foi a qualidade dos equipamentos utilizados pelos ciclistas que encararam o Audax 600 de SCS. Quando me refiro a equipamantos não são só as bicicletas, mas tudo o necessário para uma "empreitada" desse porte.

O show de equipamentos começava óbviamente pelas bicicletas. Contei 3 Scott, 1 Trek, 1 Connandale e 1 Pinarello, das outras 2 não me recordo. Tínhamos ali bicicletas para todos os (bons) gostos, desde a incrível Scott do Glademir com seus 2,125 até a Pinarello do Isaac com seus indispensáveis paralamas, passando pela Scott do Faccin com a qual ele brevetou o PBP.

As roupas também chamaram bastante atenção, principalmente os coletes refletivos que eram quase que na totalidade coletes muito semelhantes ao utilizados no PBP. Esses coletes se caracterizam por não serem simplesmente o "X" que a grande maioria usa nas provas por aqui. Os coletes chamavam muita atenção pelas suas cores berrantes, o amarelo limão do Glademir era algo do outro mundo. :-) Além disso pelo próprio formato do colete, muito maior do que o normal, os refletivos ocupavam uma área muito maior.

À noite, com mais tempo, concluo o post.

domingo, 3 de agosto de 2008

Audax 600 SCS - Final!!

Segundo informações do Audax Santa Cruz todos os atletas que largaram conseguiram chegar ao fim da "empreitada". 6 dos 8 chegaram juntos, mostrando que a tônica dessa prova foi o coleguismo!

Os nosso parabéns a todos eles e que o Roberto Trevisan tenha pleno sucesso na sua primeira participação num Audax 1200km. Nos próximos dias mais informações sobre a prova em que participará a partir do dia 10 de setembro nos EUA.

DACIVALDO SILVA MATOS= 37:35
EDIMAR DA SILVA= 37:35
ESTHER AXELRUD GALBINSKI- não largou!
GLADEMIR HENRIQUE SCHMITZ= 37:35
ISAAC SILVEIRA IBALDO= 37:35
LUIZ MAGANINI FACCIN= 37:35
PAULO CARNEIRO ENDRES=38:20
ROBERTO PENNA TREVISAN= 37:35
VITOR HUGO MATZEMBACHER= 38:05

Audax 600 SCS - Fotos do último PC

Tirei algumas fotos na estrada e no PC.

Amanhã colocarei mais comentários sobre as fotos.

Audax 600 SCS - O último PC

Por voltas das 13 horas o pessoal começou a chegar a Encantado, local do último PC do Audax 600 de Santa Cruz do Sul. Inicialmente chegaram o Faccin, o Isaac, o Trevisan, o Graxa (Edimar) e o Vitor, logo após chegaram o Glademir e o Dacivaldo e uns minutos depois o Endres.

Todos almoçaram no Restaurante do próprio Hotel e por volta das 14:30 sairam com destino a Santa Cruz. Eu e o Eldo estivemos presentes para dar uma olhada no pessoal que estava sendo monitorado pelo Miguel.

Na volta eles devem estar enfrentando um pouco de vento, mas a possibilidade de chuva está completamente afastada, as nuvens escuras que apareceram são apenas o prenúncio do frio que se aproxima.

A chegada está prevista para as 20 horas e daqui desejamos a todos eles um bom fim de prova e antecipamos os parabéns por essa brilhante conquista.

Em minutos volto a "blogar", dessa vez para disponibilizar as fotos.

Audax 600 SCS - A última etapa

Segundo informações repassadas pelo Miguel os 8 ciclistas permanecem pedalando juntos, e após o café da manhã em SCS estão se dirigindo até o último PC. Eles saíram as 9 da manhã de SCS, ou seja, pouco depois das 11 horas deverão estar passando por Lajeado.

Estou saindo de casa agora para ver se acompanho parte da prova antes de ir ajudar no PC.

Por mais incrível que possa parecer parece que teremos a primeira prova do RS com 100% de aproveitamento, ou seja, nenhuma desistência. Quando se chega numa prova dessa distância não se tem mais grandes surpresas, principalmente para quem brevetou os 400 na prova de Curitiba.

sábado, 2 de agosto de 2008

Audax 600 SCS - Primeira etapa concluída


Segundo informações do Miguel Lawisch a primeira parte da prova, cerca de 250 km, está concluída e os 8 ciclistas já estão de volta a SCS. Pelas fotos recebidas parece que o pessoal está andando todo junto, bem ao estilo Audax, e agora se preparam para a parte noturna da prova.

A próxima etapa da prova consiste em ir até um dos trevos de acesso de General Câmara, tendo no trajeto como ponto de apoio o Pesque e Pague Panorama, e voltar novamente até o hotel.

A previsão de passarem pelo PC de Encantado é por volta do meio-dia de amanhã.

Audax SCS - Largada transferida

Trabalho a menos de 30km de Santa Cruz, por isso resolvi prestigiar a largada dos 9 participantes que seria a zero hora de hoje. A menos de uma hora da largada todos os participantes resolveram transfeir a largada para as 6 da manhã, pois naquele momento chovia torrencialmente, aliás, como já é tradição nas provas de 600 aqui no RS.

Com a largada transferida percorri de carro os 60 km entre SCS e Lajeado e presenciei 2 resgates de acidentes de trânsito, certamente causados pelo excesso de chuva.

Segundo o que a Karol postou a poucos minutos no blog da prova, a largada ocorreu as 6:10 e já tivemos a primeira baixa. A Esther optou por não largar em virtude da chuva que ainda caía naquele momento.

Agora, 10:30 da manhã, temos na região dos Vales do Taquari e Rio Pardo um dia de sol, com previsão de baixa de temperatura para amanhã.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Audax 600 SCS - Inscritos

A relação dos participantes do Audax 600 de Santa Cruz do Sul mostra que teremos estreantes na prova mais longa do Audax no RS.

Estreantes:
Esther Axelrud Galbinski
Glademir Henrique Schmitz
Dacivaldo Silva Matos
Luiz Maganini Faccin

Mas 5 dos 9 dos ciclistas já completaram ao menos um dos dois Audax 600 organizados pelo Lucca em Poa em 2005 e 2006.
1 prova
Paulo Carneiro Endres 2006
Vitor Hugo Matzembacher 2005

2 provas
Edimar Da Silva
Isaac Silveira Ibaldo
Roberto Penna Trevisan

Vale lembrar que levo em conta apenas as provas do RS e se o atleta terminou a prova.

A relação dos ciclistas foi publicada no blog Audax Santa Cruz que promete algumas atualizações durante a prova.

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Fotos


O Lazary enviou para alguns amigos as fotos do Audax 300 de Caxias tiradas pelo Vladimir, ciclista gaúcho que reside em Florianópolis. Dá para se ter uma idéia do que foi a prova pela foto que ilustra essa postagem.

Segundo o GPS do Armando no amanhecer de domingo a temperatura estava 3 graus abaixo de zero!!

Obrigado ao Lazary por ter me enviado as fotos e ao Vladimir por autorizar a publicação.

O meu terceiro Audax 600

Sou um dos 5 ciclistas do RS que pedalou as 2 provas de 600km já ocorridas pelos nossos pagos. Na prática isso quer dizer que eu gosto de pedalar, não tenho medo de desafios e TINHA muito tempo para treinar. Por várias razões, pessoais e profissionais, 2008 é o ano com menor quilometragem percorrida sobre 2 rodas desde 2003. Esse ano fiz apenas 5 provas, sendo 4 de 200 km e o 300 de SCS e a perspectiva para o segundo semestre é tenebrosa, não devo pedalar nenhuma das provas organizadas pela Sociedade Audax.

Mesmo assim pretendo participar do 600 desse ano, dessa vez como voluntário, já tive a oportunidade de auxiliar num 300 ocorrido em 2006 em Porto Alegre, na ocasião fui co-piloto do audaxioso Luiz Lazary. A minha função será auxiliar no PC localizado na cidade de Encantado, aquele será o último PC da prova, quando os ciclistas passarem por lá faltarão menos de 100km para o fim da prova.

A marca dos 500km foi uma marca muito significativa nas 2 provas que já participei, na primeira delas foi lá que finalmente a "ficha caiu", ou seja, apesar de ainda faltar 100km o pior (2 noites, frio, chuva,...) já havia passado e à partir dali a prova tomou um significado muito diferente para mim. Dali até o fim da prova fui mesclando sentimentos, por um lado eu ansiava chegar e ao mesmo tempo eu estava adorando aproveitar essa longa "reta de chegada". Em 2006 a história foi bem mais dramática, pois passei pelo PC em Santa Cruz quase estourado no tempo e fui até o PC do km 504 da prova não sabendo se conseguiria chegar dentro do tempo limite. Uma lesão que me acompanhava desde o km 300 se aliou a um sono quase que incontrolável e fui km após km fazendo contas, pois tinha de chegar no PC às 10:25, depois de muito esforço cheguei lá as 10:21!!

A cidade de Encantado, que receberá os ciclistas depois deles ultrapassarem os 500km, teve um especial destaque esse ano nas provas de Audax, pois é de lá, Fernanda Scatola, a mais jovem ciclista a completar uma prova de 200km. A família Scatolla certamente se fará presente nessa longa noite, onde estaremos esperando os cerca de 10 ciclistas que estarão pedalando essa prova.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Mais um brasileiro num 1200km


Em 2008, o Rocky Mountains 1200 km(site beem desatualizado) no Canadá, era o objetivo de 2 brasileiros: Mogens Nielsen e Henrique Caldas. O meu amigo Mogens, que já estava de passagem comprada, quebrou 4 costelas durante o 400 de Curitiba e acabou ficando por aqui.:-(

A incrível história do Henrique pode ser lida no seu blog. Daqui, os nossos cumprimentos a ele pelo feito, pelas minhas contas ele é apenas 7o. brasileiro a completar um evento dessa magnitude.

Essa dica foi extraída do blog da Sociedade Audax que está a 17 dias da sua prova de 200km.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Relato

O Jair deixou um comentário no blog do Audax Caxias dando o seu relato da prova.

***

Meu nome é Jair , mais conhecido como Pexe , sou de Caxias do Sul, Gostei muito de participar desse audax , a organização do evento ,voluntários , a Unimed , polícia rodoviaria ao meu ver estiveram inpecavel ,o caso do PC3 abrir só depois das 6:oo h foi bom pois assim se formou um pelotão na frente de uns 7 atletas onde o pessoal ia conversando e revezando vácuo , de Canbará pra frente o grupo se espalhou e depois q clareou o dia podemos ter noção do frio , em algumas partes tinha geada até em cima das arvores , mas pedalando e bem agazalhado nem dava pra sentir frio , gosto de desafios , e pedalar aqui na serra com ladeira pra todo lado é muito bom , o legal do audax e q todos q chegam dentro do prazo determinado q foi de 20 horas são vencedores , e poderão participar da prova dos 400 km , tem os q gostão de ir curtindo ,tipo passeio e os q gostam de andar mais pesado , tem os de montain bike e os de speed ,eu andei rápido , não pra me gabar q sou melhor q esse ou aquele ciclista , mas como treino muito e me dedico tenho uma boa resistencia , a corrida pra mim acabou as 12:22 onde eu de montain bike e o Rogério Andreta (cabelo)de speed chegamos em Fazenda Souza aconpanhados de uma moto da policia rodoviaria q muito nos auxiliou na estrada , na chegada o pessoal da organização nos parabenizaram e nos deram medalha e o breve dos 300 km ,agora q venha os 400 km .

Audax 300 Caxias - Fotos

Já estão disponíveis algumas fotos do Audax mais frio do Brasil.

Link copiado do blog Audax Caxias.
Será o terceiro Audax 600 do RS, já tivemos essa prova por aqui em 2005 e 2006, nesses 2 anos 44 ciclistas concluíram o desafio. Desses 44, 5 fizeram as 2 provas e desses apenas 3 podem se inscrever para a prova de SCS.

Segue a relação de quem já fez 600 no RS.

Adriano Daltro Castilhos, Alessandro Rodrigues, Antonio Carlos Lacerda, Carlos Eduardo Alfonso, Carlos Fernando Kieling, Carlos Gomes, Cicero Ramos, Danilo Baldi, Edimar da Silva, Edson Behenck Alves, Erich Brack, Everton Augusto Leichtweis Weissheimer, Fabio Barcelos, Francisco Ben-hur Lucchese, Francisco Carlos Pereira Nascimento, Giovane Celeste Faccin, Guilherme Azambuja Kardel, Isaac Silveira Ibaldo, Jeancarlo Luis Theisen , Jesse Sangalli de Mello, Joao Augusto Zingler Polo, Joel Scheeren, Jose Iris Moraes Figueiredo, Luis Roberto Velho Lazary, Luiz Alberto Vieira Fernandes, Manoel Felipe Reis Alves, Manuel Nunes Lourenço, Marcelo Luis Turatti, Marcelo Tegethoff Dotto, Marcos Mazzola Lazzarotto, Mauricio Andre Auler, Paulo Carneiro Endres, Paulo Cesar Bianchetti, Peter Fernando Corrent, Roberto Penna Trevisan, Róbson Donada, Romi Monica Pedde Muss, Rosane Silveira Gomes, Rubens Pereira Terres, Rubens Pinheiro Gandolfi, Saul Alexandre Rodrigues, Valter Pietzsch, Vicente Vaccaro e Vitor Hugo Besch Matzembacher.

Audax 300 Caxias - Resultado

Mantendo a sua eficiência habitual, o povo de Caxias já disponibilizou no blog da prova os resultados da prova do fim de semana.

domingo, 27 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Geada

Segundo o Marcelo Guazzelli, organizador do Audax Caxias, até geada caiu durante a madrugada que registrou a prova mais fria do RS. Ao amanhecer foram registradas temperaturas negativas.

Mais informações no Audax Caxias.

Os nossos parabéns a quem terminou a prova.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Prova iniciada

Depois do briefing e da janta, os 29 inscritos devem ter iniciado a prova a instantes atrás. O Guazzelli já avisou que não vai poder atualizar o blog de Caxias durante a prova, por isso dependemos da boa vontade do Udo ou de outro ciclista para termos alguma informação.

Por enquanto, sugiro a leitura do ótimo Maglia Rosa que é o outro blog do Guazzelli, esse espaço da "blogosfera" ele dedica ao ciclismo de estrada e no momento cobre as últimas etapas da Volta França. Vale a leitura.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Audax 600 SCS - Roteiro

Já está no Blog do Audax Santa Cruz o roteiro para a prova de 600 km a ser realizada nos dias 2 e 3 de agosto.

Se você, ilustre leitor desse blog, é um dos 19 que completaram o 400km de Curitiba pode começar a se preparar, pois as informações sobre a prova já estão sendo disponiblizadas.

A pergunta que não quer calar é: O Udo e o Buguera estão saindo dentro de algumas horas para Caxias do Sul para pedalarem o 300 que tem largada amanhã as 22 horas. Será que eles pedalarão o 600 de SCS? Esse fim de semana passarão fácil dos 700km, será que no próximo se "contentarão" com apenas 600km?

quarta-feira, 23 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Inscritos

Saiu a lista dos inscritos para o 300 de Caxias, o blog do Audax Caxias tem a relação.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Rota alternativa

O Udo e o Buguera se propuseram a iniciar o 300 de Caxias às 4 da manhã da 6a, dia 25, e mais uma vez irão pedalando até o local da prova!! O roteiro proposto pelo Udo é o seguinte:

Vera Cruz, Santa Cruz do Sul, Venâncio Aires, Bom Retiro do Sul, Taquarí, Tabaí, Triunfo, Montenegro, Parecí Novo, Harmonia, Bom Princípio, Feliz, Vale Real,

(Audax300)
Caxias do Sul, São Francisco de Paula, Itati, Cambará do Sul, São Francisco de Paula e Caxias do Sul
(fim do Audax)

Gramado, Três Coroas, Igrejinha, Taquara, Gravataí, Cachoeirinha, Porto Alegre, Canoas, Nova Santa Rita, Montenegro, Triunfo, Tabaí, Taquarí, Bom Retiro do Sul, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul e Vera Cruz.


O roteiro acima feito no Paint(!!!) mostra o caminho que eles percorrerão. Em amarelo a ida, em rosa o Audax e em azul a volta. Não fiz as contas direito, mas o total pedalado vai passar fácil do 700km!

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - Amarelei!!!

Pois é, apesar do Lazary ter se prontificado a me acompanhar na dura empreitada que será o Audax 300 de Caxias, resolvi não me inscrever.

A razão principal é a falta de treino, já que 2008 tenho tido muito pouco tempo livre! O 200 de Caxias já foi complicado, no 300 de SCS eu cheguei me arrastando com 19:30 de prova, como termo de comparação em 2006 fiz 14:09 no 300 de Poa.

Até poderia ir e completar a prova, mas chegar com a sensação que cheguei em SCS não vale a pena, a única coisa que consegui provar, foi que consigo passar frio e sofrer durante quase 20 horas e mesmo assim não abandonar. Grande coisa!! Não tenho mais idade para isso. :-(

De vez em quando, é bom um pouco de sanidade e maturidade no meio da loucura do nosso dia a dia. O Audax não pode ser mais um problema, ele deve fazer parte das coisas legais da vida, deve ser encarado como um desafio saudável e não como uma obsessão, além do que, ano que vem tem mais!!

É a primeira prova no RS, desde 2004, que não terá ao menos um representante de Lajeado, a única chance é o Bagatini salvar a nossa honra indo pedalar com o seu gesso e os 6 parafusos no braço. :-)

Uma boa prova ao Guazzelli, ao Jeremias e ao Alencar (organizadores), a todos os voluntários e ciclistas que por lá comparecerem.

sábado, 19 de julho de 2008

Audax 300 Caxias - A primeira prova

A série Audax de 2004 teve histórias comuns a todas as provas, mas potencializadas por ter sido o primeiro ano do Audax no RS. Muita gente (como eu) foi para Caxias achando que seriam apenas 100km a mais do que os 200km de Porto Alegre realizado 4 semanas antes.

É óbvio que além dos 100km a mais teríamos muito mais desafios pela frente: a serra, o vento, a chuva (pouca) mas principalmente a nossa inexperiência. Se hoje são comuns sapatilhas, calças compridas, suplementos energéticos e tudo que a tecnologia nos coloca à disposição, naquela época isso eram artigos de luxo para aquele bando de pica-paus pedalando na serra. Eu pedalei de moleton com uma camiseta de algodão por baixo, desnecessário dizer que com menos de 100km eu estava encharcado pelo chuvisqueiro da madrugada.

Paralelo a minha história, os outros 79 inscritos iam vivendo cada um a sua própria experiência, alguns deles não passaram pelo PC100, onde o panelão de sopa e o calor da fogueira causaram alguns abandonos. Naquela prova era voz corrente que quem chegasse a Cambará, no km 197, completaria a prova. O problema é que na chegada a Cambará éramos "enganados" por uma placa que dava as boas-vindas a cidade pois ela escondia atrás dela uma subida, não sei se era a mais forte da prova, mas ela era inesperada para quem já havia pedalado tanto.Pórtico de chegada a Cambará com a temida subida ao fundo (foto do meu arquivo pessoal)

Dessa prova histórica o melhor relato é o que o Hélton fez, ele é enooorme mas vale a leitura:

Não ia escrever por enquanto, pois estou com o tempo apertado devido às arrumações pós banda e retorno ao (urhg!) trabalho, mas não resisti aos insistentes pedidos de relato.

Vou pular a parte da espera e das atividades iniciais, pois essas todo mundo acompanhou, e vamos direto pra largada.

Meia noite em ponto, a corneta toca e lá se vão os audaxiosos fardados, mochilados, coletados e iluminados. A largada foi numa descida, de modo que o plano inicial de mantermos o pelotão unido por questões de segurança foi obviamente por água abaixo. Coloquei uns slick emprestados que faziam a bike voar pelo asfalto, de modo que aproveitei para acompanhar o pelotão inicial e não ficar sozinho ou me perder. Subimos um pouco, passamos uns sinais vermelhos (dá licensá, né, eu sou do AUDAXXXX!!), e logo entramos na RS. Aí o ritmo ficou forte demais pra quem já tava se achando na hora de dormir, de modo que diminui um pouco para esperar meus amiguinhos, mas esses não vieram e eu segui num ritmo bom, descendo a lenha na descida, aliviando na subida, que 300 não é mole, até que passamos pela Fras-le e entramos à esquerda, havia o pessoal da organização sinalizando.

Entrei no Bairro Forqueta e segui em direção à comunidade de NS da Salete, acompanhado por alguns ciclistas que chegavam por trás (opaaa!), mas depois seguiam num ritmo meio forte que eu preferia não acompanhar. Nesse ponto, me passou o Manuel Terra, com a bolsa de selim meio solta e o pisca-pisca sacudindo muito, muito, quando ele levantava para acelerar ou subir uma lombinha. Não sei como o pisca não caiu no chão...

Nesse trecho foi que pegamos escuro total a primeira vez, e então o farol se mostrou muito útil. Confesso que desliguei ele um pouco pra ver o brilho da lua, mas liguei logo em seguida. Ainda bem, pois havia um gambá atropelado no meio da estrada, antes do primeiro PC. Lá chegando, entra água por cima, sai água por baixo, uma assinada no cartãozinho, um beijinho no chuchuzinho que já estava cansado de correr pra lá e pra cá (Michele, minha namorada e operária do pessoal da organização), saí pra estrada de novo, agora acompanhado dos meus amiguinhos Fernando e Edgardo. Seguimos o caminho inverso batendo papo, em um ritmo quase forte, junto com o Ricardo Rogério, que foi de mountain bike, e nos acompanhou bastante (se fazendo de salame e ficando pra trás para depois chegar na frente no final, hehehe).

No trecho do viaduto, vi um pessoal da minha frente atravessando intempestivamente a estrada, como se tivesse caído alguma coisa ou quebrado alguma coisa ou furado algum pneu, mas era só porque havíamos perdido a entrada do viaduto torto, sendo que assim descemos pela grama do barranco mesmo, e seguimos em frente. Nesse ponto, o pessoal ficou em dúvida se era mesmo o caminho, mas o cartão de rota e o GPS nos deram segurança para continuar num ritmo pré-quase-sub-forte, lomba acima. Esse negócio de catar e carregar papel deve ser bem cansativo, mesmo, pois ao passarmos em frente da vila de temidos papeleiros, eles estavam todos ferrados no sono, não vimos ninguém. Haviam alguns colegas que estavam com aquele farol de LEDs da Cateye, que pisca epileticamente, e é terrível andar com aquilo piscando, piscando, acho que isso
só deve ser usado de dia, pra chamar mais atenção quando a visibilidade é baixa. De noite, deixando ele ligado continuamente a gente tem sinalização e iluminação mais do que boas...

Logo em seguida, pegamos uma descida animal, muito veloz, passamos pela ponte e depois subimos, subimos, subimos, oh céus, oh vida, mas não há lomba que não se acabe, e fomos indo pelos confins do perímetro urbano de Caxias até o segundo PC, onde realmente paramos pra descansar. Nesse PC já havia comida, banana, Nutry, Frukito (quando é que a Gatorade vai colaborar? Frukito sucks!), uma divina cuca que o Oger levou (não pode correr, mas participou intensamente de todo o percurso), atendi ao chamado urgente da natureza, provocando algum atraso mínimo, e tocamos ficha, Edgardo, Fernando e eu. Dali pra frente, as coisas ficaram mais vazias, mais desertas, mais descampadas, o vento contra começou a se manifestar com maior intensidade, assim como o brilho da lua, que ofuscava completamente o brilho dos nossos faróis, que ficou bem baixo no momento em que a corrente das pilhas foi reduzida a um valor nulo, ato esse que foi perpetrado intermitentemente na maior parte do trajeto noturno (para bom entendedor...). Essa redução do fluxo elétrico intra-farol não causou prejuízo à visibilidade alheia, pois tal fluxo foi prontamente
restabelecido em todos os momentos em que outros usuários motorizados compartilhavam o mesmo trecho da via. Em algums momentos, já de saco cheio de tanto pedalar, empurramos a bike para alongar e descansar os musclinhos amassados e exigidos, o que foi muito bom. Quando olhávamos para trás, dava pra ver um ou dois faroizinhos brilhando ao longe, e nos trechos mais amplos, conseguíamos ver alguns pisca-pisca lá na frente, mas foram raros os momentos em que ultrapassamos ou fomos ultrapassados por colegas audaxiosos. Nesse trecho, já estava quase dando vontade de tirar o moleton, mas o mesmo estava encharcado de suor e se eu o tirasse e colocasse na mochila, iria congelar, de modo que assim fomos, pedalando, embalando, empurrando, parando (pouco!), até que chegamos no terceiro PC exatamente ao raiar da aurora. Esse último trecho teve velocidade entre 15 e 20 por hora, devido ao vento contra.

Ao chegar no PC3, já entrando no clima de Lajeado Grande, apeei da magrela, amarrei ela no poste perto do cocho com água, sacudi a bombacha pra tirar o sereno da madrugada, carimbei meu cartão com a prenda que estava na porta do bolicho, entrei cumprimentando os da casa e pedi um trago bem quente, no caso um café com leite. AAAAAAhhhhhh, o fogão, quentinho, quentinho, vários audaxiosos estirados nos pelegos (tá legal, não tinha pelego, era banco de madeira...), alguns já nem conseguiam ficar de pé, outros com o joelho sequelado, meio inchado, mas eu estava é a fim de um belo café da manhã: comi pão caseiro com mel, nata (Käs schmier?), geléia de fruta, pedaços de queijo da colônia e o maravilhoso e celestial café quente com leite quente com açúcar que, por sua vez, ao entrar em contato com o leite e café já quentes, ficou quente também, e ao entrar em contato com minha goela não tão quente, foi squentando o caminho por onde passou, facilitanto assim a passagem da glicose e da caseína e da cafeína e da gordura saturada para dentro de minhas artérias famintas e geladas, e aí tudo que era dor, agonia, desespero, angústia, frio, fome, cansaço e pavor (tá legal, não tinha pavor... nem desespero, pelo contrário!) transformou-se na
perspectiva de pegar um solzinho, que já estava mostrando a cara. Depois de descansar um pouco, paguei o dono da venda, que pelo maravilhoso café me cobrou míseros, infimos, pífios cinco minúsculos reais, oh que maravilha o interior.

Pessoas, não vão pra gramado, não vão para nova petrópolis, vão para são chico, lajeado grande, cambará, la descobrirão a verdadeira felicidade do turismo gaúcho, não essa palhaçada consumista enfeitada clonada capitalista predatória que tem em Gramado, por exemplo. A vida é mais que um casaco de pele e uma diária de 150 pila!
Saí do bolicho, acordei o pingo, digo, a magrela, limpei os óculos escuros até então guardados na mochila e seguimos viagem. Ansioso que estava por ver o alvorecer solar, meu amiguinho Fernando Marcarello Jr. decepcionou-se à medida que a pequena faixa de nuvem que cobria o dito alvorecer foi crescendo, subindo, se avolumando até se tornar uma massa cinzenta nublada que perdurou o dia todo... Mas pelo menos consegui tirar minha calça (fiquei de bermuda, óbvio!) e o colete, o que me deixou sentindo mais livre e feliz para pedalar. Nesse trecho, alguns carros já passavam zunindo, buzinando, praticamente dizendo "sai da frente que a estrada é minha, mesmo que tu ocupe pouco espaço e a pista contrária esteja livre, suma, desapareça, recolha-se ao acostamento de onde nunca deveria ter saído ou no qual de preferência nem deveria ter entrado!". Tudo bem, papai, perdoai-os, pois eles não sabem o quanto de pança e ateromas poderiam estar perdendo com cada sobressalto cardíaco provocado por buzinadas cretinas caso tivessem a coragem e audáxia de estar do outro lado do vidro...

Nesse trecho nem tão curto até Tainhas, alguns audaxiosos se juntaram a nós, de modo que andamos junto com eles um pedaço, algumas subidas longas e descidas também. Em uma delas dizia: declive acentuado, extensão 11 km, e eu pensei, que beleza, ONZE QUILÔMETROS de descida, mas na verdade havia uma vírgula capciosamente pequena, e portanto era apenas 1,1 km... Buáááá! De modo que chegamos em Tainhas, já com os pneus respingando água pois o chão estava molhado apesar de não estar chovendo. O vento com certeza continuava contra, o que dava a esperança de que depois da meia-volta ele estivesse a favor. Pegamos algum chuvisco nos trechos de, predominantemente, subida que levavam ao quarto PC, em Contendas, na lancheria Querência. Lá, carimbei o passaporte com a Vivi e o Iuri. Nesse PC, resolvemos dar um tempo a mais para descansar, comer, digamos que o pastel de queijo do tio (bagual pra mais de metro, grosso que nem dedo destroncado, mas gente fina pra caramba!) por um pila e o café com leite (o melhor do Audax, disparado!) por 75 cents foram uma verdadeira pechincha!

A minha teoria é a seguinte: o esforço físico da pedalada, bem como a ansiedade prévia, fazem com que haja uma ativação do sistema nervoso simpático (vasoconstrição cutânea, dilatação da pupila, aumento da pressão arterial e da frequencia cardíaca, aumento do tônus da musculatura esquelética) e inibição do parassimpático, com consequente diminuição da atividade motora da musculatura lisa existente, por exemplo, no tubo digestivo. Esse é o fator número 1. Ora, na véspera havíamos nos empanturrado na Gianella, e depois ficamos só na base de lixo industrializado leia-se Frukito (buuuu), Nutry, Malto (nada contra, mas contra café com leite é covardia!) e outras coisas ridículas. Esse é o fator número dois.

Isso explica, no meu caso: segundo PC: diarréia explosiva incontrolável. Terceiro PC: "ameaço"; quarto PC: nova diarréia explosiva incontrolável. É MUITA PORCARIA FERMENTANDO NA BUCHADA DO CARA! Dureza, relógio biológico detonado, nível de esgüalepina sanguínea elevado, tudo isso faz a panela de pressão intestinal chiar incontrolavelmente! E sei que não foi só comigo, pois quando um colega pegou o rolo de papel, o tio falou: "depois de usar, me devolve que esse já é o quarto rolo hoje!" Observação confirmada pela prática, pois tive que esperar três usarem o banheiro antes de mim, e quando saí já havia dois na fila. "Expressionante", como diz o outro!
Quando achava que iria, depois de resolvida a questão parassimpática, voltar tranquilamente pra bike, não sem antes escovar detalhadamente os dentes pela
primeira vez no sábado, o Edgardo já estava em pânico: "vamo lá cara, não dá tempo de escovar nada, temos que continuar, já passou da metade do tempo, se a gente não correr a gente não vai chegar a tempo, etc, etc" E eu pensei "mas que p***, detesto admitir que ele tem razão!" E lá fomos nós, agora, HAHÁ, a favor do vento, mas obviamente a impressão é que não existem descidas naquele trajeto, só subidas. Quando a gente dá meia-volta, a geografia se altera automaticamente e todas as descidas grandes ficam pequenas e todas as subidas grandes ficam maiores ainda! No meio do trajeto, antes de Tainhas, o Fernando teve problemas na corrente, de modo que ele ficou com o Edgardo e eu segui (com o consentimento deles), num ritmo bom até o trevo, num ritmo nem tão bom dali em diante, não sabia se valia mais a pena sentar a bota sozinho, ou esperar pelos meus amiguinhos, tentei ligar pro edgardo mas não deu, pro fernando mas não deu, e eu segui pedalando, um trecho de subida leve empurrando pra descansar as pernas, até que resolvi esperar de vez, molhado e cansado por causa do chuvisco incessante e do vento desfavorável. Lembrando que desde o trevo de Tainhas, encontrávamos, até o PC3, o pessoal que já vinha voltando, do PC3 até Tainhas, depois do descanso relativamente longo, pessoas que AINDA estavam chegando, meio sem chance de completar a prova, nem vi quem era, mas já vinham maleixos. No trecho entre Tainhas e Cambará, logo no início, uns dementes passando em pelotão, a favor do vento, voando lomba abaixo, esses devem ter feito um tempo realmente ridículo, que disposição! Bom, quando parei pra esperar, dois minutos depois já apareceram meus amiguinhos já de longe sinalizando pra subir na bike e sentar o sarrafo. Sua vontade seja feita! Lá fomos nós, comentado detalhes bioquímicos sobre como a fibra muscular, depois que as mitocôndrias consomem todo o ATP, a glicose, a fosfocreatina, o glicogênio e os ácidos graxos, combina-se com o ácido láctico e a mioglobina para formar compostos como a esgüalepina, a espatifina e a detonina, que circulam pelo parênquima muscular (alguns pesquisadores sugerem que pelo estroma também), numa reação em cadeia que transforma a actina em celulose e a miosina em isopor, dando ao músculo uma composição semelhante a um compósito de papel higiênico molhado e a substância que forma o Bob Esponja e o Lula Molusco.

Entre um delírio chuvoso, um suspiro bioquímico e um gemido ventoso pré-agônico (nada disso, é apenas onda!), encaramos a primeira subida realmente longa e certamente desanimadora rumo a cambará, onde empurramos a bike com certeza, invejando os companheiros que passavam rachando lomba abaixo a uns 50 por hora no mínimo. Nesse ponto, fomos ultrapassados pelo Paulo Bombadini, digo, Birutini, ops, BAGATINI, que vinha misteriosamente pedalando no disco do meio (será que o câmbio dianteiro estragou e ele não conseguiu colocar o disco grande?), com uma cordinha amarrando a bike dele na bike da colega dele que vinha atrás, justiça seja feita, pedalando o suficiente para que a corda não ficasse nem um pouco tensa, ou seja, nós não só ficamos nos sentindo os verdadeiros picapaus como ainda ficamos pensando na possibilidade de amarrar mais umas três bikes na bike do cara e aproveitar a força eterna que nunca se acaba...
Comentário rápido: o cara foi o tempo todo de manguinha cavada e calção, mesmo no chuvisco gelado e no trecho noturno contra o vento. Ainda por cima, conseguiu cair em um dos cinco únicos buracos em mais de 100 km de Rota do Sol... É, o cara é uma FIGURAÇA!

Seguimos felizes da vida e inocentemente em direção a cambará... Sabe aquelas cartas de tarô? uma tem um cara de poncho e gadanha escrito morte, outra uma mina com um saco de trigo dizendo fertilidade, outra uma mina pelada dizendo tentaçãol, essas coisas. Imagina uma escrito "ascensão": tem uma montanha com uma escadaria que vai serpenteando, subindo pela encosta até sumir nas nuvens, numa distância e altitude tais que já não se consegue distinguir os degraus um do outro... Agora diminua um pouco a inclinação, a altitude, o efeito dramático, tire os degraus, aumente a largura e vai ver a imagem mental que me veio ao enxergar as últimas duas lombas antes de Cambará, quando, do topo da descida, eu olhava a vaasta baixada e a serpente de asfalto que se enroscava nos morros ao longe, tão longe que nem dava pra acreditar que era a mesma estrada, ou que seria possível enxergar tantos quilômetros de estrada num único golpe d'olhos (essa foi boa, hein? acho que vou virar escritor, mas vou precisar de um revisor competente... Alguém se habilita?)

A primeira deu pra encarar, descemos de novo e outra cobra de asfalto, mas essa, a última antes de Camba, não encarei nem sonhando, empurrei logo no início. Nesse momento, eu e meus amiguinhos tivemos uma visão que valeu o Audax: mais adiante na lomba, um gato do mato preto maravilhoso com uma cauda extremamente felpuda e vigorosa atravessou a estrada pulando como se fosse um rasgo de escuridão saltitante trotante galopante recortado contra a paisagem, que saiu dum mato entrou noutro mato e ninguém mais viu! Inesquecível. Alguém já viu algum desses em alguma pracinha chique em Gramado? Hum? Empurrando empurrando, já no trecho de paralelepípedo meu parassimpático antipático começou a se manifestar novamente, e se as moitas da entrada da cidade fossem mais alta eu ficava por ali mesmo! Mas consegui me segurar e
cheguei no tal posto. Fui correndo pro banheiro e me despressurizei, depois comi bolo nutrella gotas de chocolate que é excelente maravilhoso muito maciozíssimo, tomei a porcaria do Frukito, comi meu sanduíche de Chester comprado no alojamento em Caxias (recorde de quilometragem e longevidade de um sanduíche meu!) carimbei o cartão quase batendo no Farizeu ("bah, cara, tu não carimbou o cartão no PC 6!" claro, a gente tava no PC 5, dãããã, me pegou direitinho, quase tive uma diarréia secundária!). Antes de sair, dividido entre a pressão do Edgardo (vamo lá, vai demorar?) e a pressão intra-abdominal, preferi despachar o primeiro e atender à segunda, de modo que eles foram na frente, e eu ainda troquei pilha de GPS, enchi caramanhola com malto, coloquei óleo na corrente, e segui viagem. Logo de saída, 70 km lomba abaixo só no embalo, e em seguida 15 por hora lomba acima só no sofrimento e agonia. Tirei o moleton logo em seguida, e sentei o pau (eu não falei NO pau!), fui indo, quando a energia permitia, ultrapassava alguns, quando não, era ultrapassado, alguns momentos eu sentei na beira da estrada para descansar, sem força, sem fôlego, sem ânimo, não adiantava mais tomar malto (não é mágica, senhores!). Numa dessas paradas, o piá de
Lajeado, de 14 anos, veio vindo veio vindo, acabamos andando juntos até chegar no PC 6 no café Tainhas. Recomento aos pais desse moleque pensarem bem antes de deixar ele andar acompanhado pelo Baratini, digo Birutini, digo BAGATINI, pois correm o risco de ficar um longo tempo sem ver o filho enquanto eles dão uma banda na patagônia, ou no zimbábue, ou na romênia, algum desses lugares... coisa leve.

No café Tainhas dei a penúltima carimbada (assinada), tomei uns gols d'água, revi rapidamente meus amiguinhos, e saí uns cinco minutos depois deles. Não vi mais.
Pois fui solitariamente, amaldiçoando o FDP que teve a idéia de fazer uma estrada que só tem subida, subida, uma atrás da outra, subida, subida, subida, subida, e não é como a estrada velha (rs 030) ou a faixa de Taquara (020), que as subidas são fortes, longas, mas poucas. No Xadua 300, eram nem tão fortes nem tão longas, mas desde Caxias, por todas as dúzias de quilômetros, uma atrás da outra, as malditas subidas! Nada de arrego, nada de descanso, nada de misericórdia ou compaixão, apenas subidas e subidas! A cada uma dessas malditas, o ânimo decrescia, a quilometragem aumentava, a altitude oscilava, a energia se esvanecia... Já perto da cidade, numa subida longa depois de uma ponte, me sentei no acostamento, não vinha nenhum carro, me encostei na mochila e minhas costas foram dobrando por cima do volume relativamente fofinho onde não havia nada que quebrasse, foi dobrando, esticando, alongando, relaxando, até o capacete encostar no chão, a pálpebra superior encostar na inferior, bilateralmente, e eu ir apagando, apagando, pensei que estava em casa, achei que ia abrir o olho e ver as paredes do meu quarto, a minha mãe, minha janela, minha casa, levantar, ir ao banheiro e voltar pra dormir mais um pouco, mas pensei, tem alguma coisa errada, senti coisas diferentes, ouvi coisas diferentes, abri o olho e o que vi, aos poucos, foi um céu de nuvens rápidas e pouco azul, capim ondulando, e som de veículos longe,
muito longe, se aproximando, de modo que levantei devagar, me espreguicei, me resignei, subi na magrela e fui indo em frente. NO PC6 não peguei nada exceto o cartão assinado e toquei ficha, satisfeito por não ter que passar por dentro de São
Chico, cidade onde eu, aliás, poderia comprar alguma coisa, digamos, salgada. Não me lembrava do trajeto final, que só havia feito de carro, de modo que urrava mentalmente de desânimo cada vez que enxergava as malditas lombas. Embalava na descida, mas lutava contra o cérebro para empurrar as pernas a pelo menos 10 por hora, que era o que o GPS dizia que eu deveria fazer para conseguir chegar a tempo. Cada descida era um sprint, cada subida, uma luta. Depois da gigantesca baixada que tem ao redor da barragem do salto, subi desanimadamente a lomba do outro lado, e segui lutando, pensando apenas em manter média pra chegar a tempo (o GPS é insuperável para dar essa estimativa), o horário previsto de chegada oscilando entre o possível e o impossível, minha glicemia e natremia flutuando entre o fisiológico e o patológico, eu imaginando carne, clube social, bisnaguinhas, comida chinesa, olhando para as hortênsias e imaginando que gosto teriam, olhando pro chão e pensando se as pedras não conteriam um elevado teor de sódio, olhando pras cascas de pinhão na estrada e tecendo considerações a respeito de seu valor calórico ou nutricional, pensando em pedir auxílio a qualquer transeunte, já que naquela estrada ridícula, além de um pedágio extorsivo, não há nada a não ser listras brancas, olhos de gato, grama e hortênsias. Quando meu sonho se materializou, não tive coragem, e o superego ainda conseguiu falar mais alto (o id e o ego já estavam desmaiados): uma moça passou do outro lado da estrada, carregando uma sacola de super. Pensei muito seriamente em propor que ela me vendesse alguma coisa qualquer para comer, mesmo que fosse bacon cru ou algo pior, por algo em torno do quíntuplo do valor que ela havia pago, mas pensei que faltava pouco pro pedágio, que sabe lá fosse melhor. Quando de repente, o milagre aconteceu: vi pinhões na estrada, no meio do asfalto, não estavam esmagados nem dada, pinhões inteirinhos, com aspecto ótimo. Pensei "pinhão cru, lá vamos nós" Mas para minha surpresa, estavam COZIDOS EM ÁGUA E SAL! QUATRO PINHÕES MARAVILHOSOS, FORA DE ÉPOCA, COZIDOS SOBRE A ESTADA ESPERANDO POR MIM! Que coisa impressionante. Logo em seguida, imediatamente após eu ter encontrado um saco plástico com mais pinhões de onde os anteriores haviam saído, outro participante chegou e perguntou como eu estava. Eu disse "tava azul de fome, mas graças a Deus, olha, achei esses pinhões atirados na estrada, dentro desse plástico velho de origem duvidosa e condições de higiene absolutamente desconhecidas! Não é ótimo?" Quando ele
disse: "não come isso, tá louco, toca isso fora! tu quer coisa salgada, né, então toma aqui" Foi quando o milagre REALMENTE aconteceu: o cara puxou dois maços de Club Social Integral maravilhoso sagrado divino, os quais devorei como se fossem os últimos e únicos, engoli mesmo com muita vontade, dando risada e pedalando, me despedindo alegremente do sujeito que já se mandava na frente, dizendo que me aguardava na chegada, Deus o abençoe (isso que sou agnóstico, pero que las hay...). Dali em diante a cena mudou radicalmente. Aumentei a média pra chegar no Pedágio, troquei a pilha do Gepeto que já estava apagado, e a do Farol pra garantir, coloquei o colete e disse: chego antes das sete! E cheguei mesmo. Tive algumas subidas ainda meio amargas (o cara do pedágio disse que tinha poucas, o sacana!), e uns carros tentaram me assassinar ao entrar nas rótulas da cidade sem olhar pros lados (que mancos domingueiros, que trânsito podre aquela cidade, imagina Gramado, bleargh), em dúvida se era pra cá ou pra lá, procurando as tais placas da Chocofest (não encontrei nenhuma, de modo que fui no perguntômetro), até que um camarada me disse - vai por lá e dobra. Fui, dobrei e acabou o tal Audax!

Beleza, o resto é comida, espera, guarda bike, apaga em Caxias, acende na Bikesul (não vi nada nesse meio-termo), e no outro dia roncar, comer, como é bom minha casa, etc, vide excelentes micro-comentários apropriadíssimos do Faccin alguns emeios atrás.

Helton

Audax 300 Caxias - Carta de Rota

O Udo, tinha de ser ele, fez a carta de rota do Audax 300 de Caxias. Para quem gosta de desafios a prova é um prato cheio com suas subidas e descidas, o trajeto da Rota do Sol até Cambará, já pedalado no 300 de 2004, também faz parte da prova desse ano.

As inscrições continuam abertas no site e no blog da prova.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Audax 600 SCS

O 600 de SCS foi negociado pelo Antônio Costa, representante do ACP no Brasil, diretamente com os franceses para que fosse possível a participação do Roberto Penna Trevisan no "Colorado Last Chance", prova que se realizará entre 10 e 13 de setembro nos Estados Unidos.

Essa prova extra se faz necessária porque o calendário de provas de Audax no Brasil tem as provas de 600km programadas apenas para o segundo semestre, o que inviabilizaria a participação do Trevisan, pois ela é classificatória para o 1200.

A realização de 2 provas dessa distância no RS abre a possibilidade de mais ciclistas brevetarem os 600km, mas ao mesmo tempo acaba por esvaziar as 2 provas. Para se ter uma idéia de como é complicado organizar e pedalar uma prova dessa distância, apenas 19 ciclistas brasileiros PODEM se inscrever nela, são os brevetados na única prova de 400km realizada em 2008 no Brasil, Curitiba no fim de semana passado.

Segue a relação dos possíveis inscritos, extraída do blog Audax Santa Cruz.
Alessandro Odorizzi, Dacivaldo Silva Matos, Douglas Wehmuth, Edimar da Silva, Esther Axelrud Galbiniski, Gerson Dressel, Glademir Henrique Schmitz, Isaac Silveira Ibaldo, Joci Jorge Gugelmin, Luiz Antonio Gonçalves, Luiz Maganini Faccin, Nelson Solano, Baptista Neto, Paulo Carneiro Endres, Pedro Burba, Rafael Pick,Roberto Penna Trevisan, Rubens Pinheiro Gandolfi, Udo Carlos Weissenstein e Vitor Hugo Besch Matzembacher.

quarta-feira, 16 de julho de 2008

5 X 400

O Faccin é o atleta brasileiro que tem mais provas de 400 no currículo, até onde eu sei, ele fez uma Audax 400 por ano desde 2004.

2004 - SP
2005 e 2006 - Porto Alegre
2007 - Lajeado
2008 - Curitiba

No RS apenas 4 ciclistas, além dele, completaram as 3 provas dessa distância que ocorreram até hoje: Rubens Pinheiro Gandolfi, Edimar da Silva, Luis Roberto Velho Lazary e Edson Behenck Alves.

terça-feira, 15 de julho de 2008

Audax 400 Curitiba - Resultados

O pessoal de Curitiba já divulgou os resultados da prova realizada no fim de semana.

Os nossos parabéns pela rapidez na divulgação dos resultados, pois não é fácil "engrenar" numa semana após uma prova tão árdua.

Informações dos acidentados

A Vânia, uma das organizadoras do Audax 400 de Curitiba, entrou em contato com o Faccin e disse que o Mogens está na casa do Vandré e embarca hoje às 20 horas para Ijuí.

O Mogens até pensou em passar mais uns dias em Curitiba, pois o tratamento dado a ele pelos organizadores foi sensacional. :-)

Já o Bagatini foi para a "faca" hoje, pois foi necessário que o rádio fosse colocado na posiçao correta para que o processo de recuperação da fratura tivesse início. A boa notícia é que ele quebrou o braço esquerdo e a má é que ele é canhoto. :-((

Ontem à noite ele ainda foi trabalhar, por isso não fiquem com muita pena dele, pois não deve estar doendo muito.

Agora é só esperar uns 2 meses para que os 2 voltem ao saudável, mas nem tão seguro, universo audaxioso.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Próximas provas no RS

Nas próximas semanas ocorrerão 2 provas aqui no RS.

Dia 25/07 às 22 horas tem largada os 300km de Caxias do Sul. Maiores informações no site e no blog dos organizadores.

Dia 02/08 com largada a ZERO hora o primeiro 600 do RS em 2008. Maiores informações no site e no blog dos organizadores.

Durante essa semana disponibilizaremos algumas estatísticas sobre as provas dessas distâncias já acontecidas no RS. Mas já dá para adiantar que dos 6 ciclistas que completaram os 2 600 já realizados no RS (2005 e 2006), apenas 3 poderão participar da prova de SCS.

Audax Curitiba - Informações IV

O Faccin publicou no blog do Audax Santa Cruz mais informações sobre a prova de Curitiba.

Vale a pena passar por lá.

domingo, 13 de julho de 2008

Audax Curitiba - Informações III

Terminou o Audax de Curitiba. O Udo e a Esther foram os 2 últimos a completar a prova, fizeram os 412 km em 26 horas e 45 minutos. O Udo avisa que o 600 de Porto Alegre vai ser barbada perto desses 400km de Curitiba.

A má notícia é que o Mogens caiu no início da prova e quebrou 3 costelas e pelas informações recebidas está bem, mas permanece internado no hospital de Ponta Grossa. :-( Tínhamos a informação da queda dele desde ontem, mas como não sabíamos mais nada à respeito, esperamos chegar a confirmação de que ele estava bem.

Semaninha braba essa para nós gaúchos! Primeiro o Bagatini e agora o Mogens.

O pessoal já saiu de Curitiba e está voltando para casa.

Boa viagem!

Audax Curitiba - Informações II

O Udo mandou alguns SMS durante a noite / madrugada.

No primeiro informava que às 23:30 ele havia passado pelo PC2 no KM 204, que já havia mais um desistência e que o ciclista que estava com ele pensava em desisitr também. A temperatura estava agradável e sem vento.

As 5:45 em outro SMS informava que tinha se enrolado para achar o PC3, que já havia pedalado 320km e que a janta havia sido Pizza. Nesse PC ele estava com a Esther e o Rubens Gandolfi e que eles estavam "fechando" a prova, mas que tinham cerca de 8 horas para fazer 77 km. :-)

Segundo ele a prova deve ter até agora umas 4 ou 5 desistêcnias, mas com o dia nascendo o pior já havia passado.

sábado, 12 de julho de 2008

Bagatini

Falei com o Bagatini a pouco e ele ainda está no hospital, segundo as informações disponíveis ele sai de lá amanhã pela manhã.

Dentro das possbilidades está tudo bem, os exames neurológicos estão ok e agora a recuperação dele passa por ficar alguns dias em casa e uns meses sem andar de bicicleta. :-(

Se acontecer algo diferente do previsto posto por aqui.

Audax 400 de Curitiba - Informações

O Udo mandou 2 SMS passando informações sobre a prova.

Largaram 30 ciclistas em direção a Ponta Grossa e enfrentaram nesse trecho um pouco de vento contra. No PC1, com 113 km já havia sido registrado o primeiro abandono e o vento foi substituído por um "sobe e desce" interminável mas um pouco de calor veio animar os audaxiosos.

Ele também informa que a bicicleta dele está com o quadro rachado, ou seja, para ficar do jeito que ele gosta só falta chover e a temperatura baixar uns 20 graus. :-)

Se o Udo enviar mais informações eu posto elas por aqui.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Audax 400 de Curitiba - A primeira baixa

A gauchada sofreu o seu primeiro revés no Audax 400 de Curitiba antes mesmo da largada, o Paulo Bagatini sofreu uma queda quando se dirigia para o local onde pegaria o ônibus que o levaria ao Paraná.

Desde já, agradeço em nome do Pedalajeado a atenção dispensada por todos os nossos amigos de Santa Cruz do Sul, em especial ao Luiz Faccin, ao Giovani Faccin e ao Miguel Lawisch por todo o apoio prestado ao Paulo. Não poderíamos também de deixar de agradecer ao Udo, que estava com o Paulo, por ter tomado as primeiras providências para que ele fosse levado ao Hospital.

Por falta de tempo vou transcrever o email que mandei ao nosso grupo de ciclismo aqui de Lajeado. Amanhã coloco mais informações por aqui.

********************

Estive visitando o Bagatini hoje no início da noite no Hospital Santa Cruz. Como já anunciado pelo Giovani ele teve fratura no braço esquerdo, lesões na face direita e ralados diversos pelo corpo com mais intensidade nas costas, perto do ombro direito. Ele só deve ter alta amanhã, pois depende de mais uma avaliação. Hoje pela manhã ele estava com perda de memória e meio confuso, coisas que são comuns em acidentes com batida na cabeça, mas quando estive com ele e a sua mãe, ele só não se lembrava do acidente e do que aconteceu até ir para o hosopital.

O Bagatini saiu ontem perto das 9 da noite e foi a Vera Cruz na casa do Udo, dormiu lá e hoje pela manhã os 2 se dirigam a SCS quando acidente ocorreu, não tenho nenhuma informação sobre o que aconteceu, além do relatado pelo Augusto que confirma que as primeiras providências foram tomadas pelo Udo que estava com ele.

Não perguntei do estado da bicicleta, mas segundo o Giovani apesar do capacete ter algumas marcas da queda ele se encontra em boa condições.

Agora é uma questão de tempo para ele voltar a pedalar conosco.

Amanhã coloco mais informações para o grupo.

Abraços
Kieling

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Gaúchos no 400 de Curitiba

O Faccin divulgou no blog do Audax Santa Cruz a lista dos gaúchos confirmados para o 400 de Curitiba. Tirando o Dacivaldo que não conheço pessoalmente, a turma vai muito forte para o Paraná. Até o Udo resolveu romper as barreiras do estado e se aventurar por estradas paranaenses.

Segue a relação do pessoal e a quilometragem já rodada por cada um em Audax aqui no RS.

Dacivaldo Silva Matos 700km, Edimar da Silva 7600km, Esther Axelrud Galbinski 4500km, Glademir Henrique Schmitz 3100km, Isaac Silveira Ibaldo 5800km, Luiz Maganini Faccin 3500km, Mogens Nielsen 1900km, Paulo Carneiro Endres 4300km, Paulo Roberto Bagatini 6900km, Roberto Penna Trevisan 6100km, Rubens Pinheiro Gandolfi 6100km, Udo Carlos Weissenstein 4800km e Vitor Hugo Besch Matzembacher 2800km.

Os nosso votos de boa sorte a eles e a todos os participantes do Audax 400 do Paraná.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Paraná X Rio Grande do Sul

Se aqui no RS temos os "tarados por Audax", o Paraná não está ficando muito atrás, ou seja, tem gente que acha que o calendário de lá é muito pequeno para tanta vontade de pedalar.

Na temporada de 2008 o Marcelo Bartoszeck e a sua inseparável reclinada já participaram de 2 provas aqui nos RS, em dezembro de 2007 em Santa Cruz do Sul e em abril desse ano aqui em Lajeado.

Mas ele não é o único paranaense a fazer isso, pois o Antônio Carlos Lacerda nos visita desde 2005 e desde lá já pedalou 8 provas no RS.

2005: 300 de Caxias e 400 de POA
2006: 200 de SCS, 300 e 400 de POA
2007: 200 de SCS
2008: 200 de LAJ e 300 de SCS

Alguns gaúchos estarão retribuindo essas visitas no próximo fim de semana, indo pedalar o 400 de Curitiba onde certamente encontrarão os dois. O Lacerda está à esquerda da foto completando o 300 de SCS e a direita está o Marcelo completando o 200 de Lajeado, as 2 provas em 2008.
Fica aqui o nosso abraço aos 2 e todos os catarinenses, paulistas, cariocas e brasilienses que já honraram o RS com as suas presenças em nossas provas.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

RAAM 2008


Enquanto a gente "se acha" por fazer um Audax 200 ou 300 tem gente que pedala quase 5.000km em menos de 9 dias!!

Terminou a umas duas semanas atrás a RAAM 2008 - Race Across America, que cruzou os Estados Unidos de leste a oeste. Em 2008, como em 2007, tivemos representantes brasileiros na categoria solo, esse ano Julio Paterlini completou a prova em décimo lugar, cerca de 2 dias e meio atrás do primeiro colocado o tetracampeão Jure Robic.

2 anos atrás o Paterlini participou do Extra Distance no RJ que com seus mais de 800km era a prova classificatória para o RAAM, sendo que naquela oportunidade Paterlini ficou menos de 30 minutos parados durante toda a prova!!!

Ao contrário dos nossos Audax onde o apoio externo é proibido, na RAAM o apoio é obrigatório, os organizadores exigem que os ciclistas tenham uma equipe de apoio que tem que segui-los durante toda a prova. Se algum ciclista for "surpreendido" sem a sua equipe, sofrerá punições que acrescentarão preciosos minutos (ou horas) no seu tempo final.

Além da categoria solo existem categorias para duplas, quartetos, octetos,...

Vale uma visita ao site do evento, lá tem histórias incríveis como a de David Jones que competiu na categoria solo 60-69 anos!! Tem também os tempos de Caroline van del Bulk que foi "limada" da prova por ter estourado o tempo a pouco mais de 50 milhas do final.

Por aqui, vale a leitura do blog do Arthur que fala um pouco das reclinadas no RAAM 2008 e de uma reportagem do site O Radical que fez uma entrevista com Paterlini logo após a prova.

sábado, 5 de julho de 2008

Audax 300 e Desafio 150 - Ubatuba SP

O Clube Audax Brasil está organizando mais uma prova em Ubatuba, dia 19/07 estará ocorrendo o Audax 300 e o Desafio 150.

Maiores informações no site da organização.

Audax 400 de Curitiba

O calendário de Audax do RS prevê que as provas mais longas (400 e 600km) serão realizadas apenas no segundo semestre, por isso alguns ciclistas do RS estão se organizando para ir pedalar o 400 de Curitiba, prova que se realizará no próximo fim de semana. As provas que tem como base a capital paranaense são consideradas mais duras que as provas realizadas aqui no RS, pois a altimetria é bem mais desfaforável que a encontrada por aqui, mas a organização da prova foi muito elogiada por todos os ciclistas que por lá já se aventuraram.

Mais informações sobre a prova podem ser obtidas no site da prova.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Estão abertas as inscrições para o Audax 300 de Caxias, as informações sobre a prova podem ser obtidas no site ou no blog da organização da prova.

Infelizmente tenho um compromisso nesse dia, mas é uma oportunidade ímpar de quem já pedalou um 200 testar os seus limites. Como diz a própria organização da prova, o Audax de Caxias é um "Audax de verdade"! Sem desmerecer nehuma prova, até porque sou um dos organizadores da prova de Lajeado, a prova de Caxias tem características que a tornam única. Além da altimetria que tornam as provas na serra as mais difíceis do RS tem uma variável que pode (ou não) incomodar muito - o vento.

Existem relatos do Audax 300 de 2005, do qual não participei, que contam que o vento impedia a pedalada a mais de 10km/h! Vários ciclistas experientes só chegaram dentro das 20 horas porque nos últimos 30 ou 40 km o vento diminuiu de intensidade.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Saindo da Ressaca

Inverno, frio, falta de tempo, excesso de trabalho, mulher braba:-) , filha pequena e mais uma série de coisas fizeram com que eu "abandonasse" o blog sem maiores explicações.

Hoje, mais de 3 semanas após o último post constato que o blog mantém uma média de quase 50 visitas!!

Para esses "valorosos" leitores, prometo nos próximos dias atualizar as notícias do mundo audaxioso, pois teremos dentro do mês de julho provas em Caxias, Curitiba e Ubatuba.

terça-feira, 10 de junho de 2008

"Extrato" Audax

Desde 2004 guardo todos os resultados das provas de Audax do RS, além dos resumos que publico de vez em quando por aqui, tem um outro "sub-produto" bem interessante que alguns já tiveram oportunidade de ter acesso. É o extrato das participações de cada ciclista.

Para exemplificar segue o extrato do Lazary, de quem andei "roubando" um 300 esses dias. Quem achar interessante e quiser o seu, entre em contato pelo email cfkieling arroba gmail ponto com e informe o seu nome completo. Mais do que um serviço de utilidade pública, é uma forma que tenho de corrigir os possíveis e prováveis erros que o cadastro possui. No extrato vou mandar o tempo do atleta em cada uma das provas.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Enduro de Imigrante

De vez em quando dá para colocar de lado o Audax para falar de outra modalidades de ciclismo. O pessoal de Imigrante, cidade a uns 30 km de Lajeado e vizinha de Colinas, destino de pelo menos uma pedalada por semana do nosso grupo, está organizando o seu primeiro Enduro.

A gurizada está se puxando para organizar algo bem legal, Imigrante fica no início da subida da serra que leva a Farroupilha, Bento, Caxias,... e é lá a mais difícil subida que já enfrentei na minha vida de ciclo-turista. São 3,5km que batem a subida da Lagoa da Harmonia e tantas outras que já escalei.

No folder da prova da para ver a foto do pessoal de lá que fez o Audax de Lajeado, ou seja, é uma gurizada aberta a todas as modalidades de ciclismo.

Mais informações com o Lucas pelo email lmagedanz arroba gmail ponto com

domingo, 8 de junho de 2008

Traído por um acento!!

O Lazary ficou fora da relação dos ciclistas que fizeram os 2 Audax 300 desse ano, pois na prova de SCS a sua inscrição foi registrada sem o acento. E para mim Luis é diferente de Luís, entenderam?

Então são nove os ciclistas que fizeram as 2 provas de 300 nesse ano no RS. O Lazary se une ao Rolf, são os 2 únicos a melhorarem o tempo da prova de Poa para SCS.

Herrar é umano.

Foto do Zorro (Piloto)


O Faccin publicou no site do Santa Ciclismo uma foto do Piloto, eis a foto do "criminoso", ou seria melhor do cachorro do "criminoso".

sábado, 7 de junho de 2008

Audax 300 - Poa X SCS

Apenas 8 ciclistas fizeram os 2 300 que aconteceram até agora no RS. São eles:
Isaac Silveira Ibaldo;
Paulo Carneiro Endres;
Paulo Roberto Bagatini;
Roberto Penna Trevisan;
Rolf Harm Hinrichs;
Rubens Pinheiro Gandolfi;
Udo Carlos Weissenstein e
Vitor Hugo Besch Matzembacher.

Dos 8 apenas o Rolf conseguiu fazer o tempo em SCS melhor que o de POA, na média o tempo dos 8 foi 1 hora e 1 minuto mais lento.

Conheço cerca de 100km do percurso da prova de Poa, mas pelos relatos ela se equivale em dificuldade a prova de Poa. O diferencial entre as 2 provas foi o frio.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

O fim do Zorro!

No seu relato o Omar se refere várias vezes aos seus parceiros de pedalada, Zappe e Guaraci, que desistiram da prova para lhe dar apoio. A escolha da parceria não poderia ter sido melhor, pois além de terem deixado a prova de lado, as atividades profissionais de cada um vão facilitar as atitudes que ele está tomando para resolver de vez o problema desses ataques. O Guaraci é advogado e o Zappe é o Capitão comandante da PRE no Vale do Taquari, sem o seu apoio as provas de SCS e Lajeado não seriam o que são. Quem já pedalou por aqui, sabe do que estou falando.

No seriado que animou a infância de muitos quarentões que hoje fazem Audax, o Zorro sempre escapava do Sargento Garcia. Mas o Zorro daqui não teve tanta sorte, pois o nosso Capitão é muito melhor do que aquele sargento do Exército Mexicano.

Segue abaixo o email que o Zappe enviou ao nosso grupo.

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Foi descoberta a verdadeira identidade do ZORRO o qual chama-se de fato "PILOTO".

Na data de ontem, no exercíco de minha função de Policial Militar, com atribuição de executar as atividades de Policiamento Rodoviário, desloquei até a casa do " Acusado" tendo então feito contato com o dono do Animal que na verdade é o responsável por ele, por possuir ao contrário do animal a virtude da " Razão " que foi conferida somente aos homens, por isso deve responder pelos prejuizos causados pelo seu cão .

O que foi feito :

Lavrei uma ocorrência policial quailificando o dono do PILOTO como acusado pela contravenção penal descrita no art 31 " Omitir cautela na guarda ou condução de animais" combinando com o crime de dano, decorrente dos estragos causados na biciclata do Omar por conta da queda .

O que vai acontecer daqui para frente ?

A corrência ficará a cargo da Polícia Civil de Passo do Sobrado que deverá chamar o " acusado ", o dono do Cachorro, para prestar inforamações, o procedimento chama-se termo circuntanciado, que após feitas as diligências necessárias será encerrado e enviado ao poder judiciário para julgamento, sendo a pena de 10 dias a 06 meses pelo qual será oferecida ao acusado a transação penal ou prestação de serviços comunitários .

Qual o fim do PILOTO?

Segundo seu dono vai dar cabo no bicho, até queria que eu fizesse isso com a minha arma, mas disse que não, que o animal era responsabilidade dele e que ele fizesse o que achasse melhor .

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Audax 300 SCS - Frio, queda e solidariedade

O Omar Torriani é membro do grupo do nosso grupo de ciclismo e veterano de muitas provas de Audax, mas dessa vez ele não chegou ao fim, pois o "Zorro" tirou-o da prova. Abaixo o seu relato, enviado ao AudaxBR e Pedalajeado, onde conta como foi pedalar os 150 km até sua queda, como foi resgatado pelo Faccin e como os seus parceiros de pedalada abandonaram a prova para ficar ao seu lado.

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Infelizmente somente hoje pude achar tempo para escrever e me manifestar sobre o Audax 300 de Santa Cruz do Sul. Para quem não sabe, eu caí por causa do nosso amigo Zorro!
Nunca tive problemas com cachorro, mesmo o Zorro. Aliás, nem sabia direito onde era seu habitat. Foi o Audax mais frio que já fiz e há mais de 4 anos que pratico Audax. Estava tudo formidável, a organização e até mesmo o frio. Acho que Audax sem algo diferente não tem graça. Tem que ter alguma coisa para contar, senão, fica naquele, "larguemo, pedalemo e cheguemo"! Dos últimos anos, este é o que menos pedalei e me preparei. Fui mais por causa dos parceiros Zappe e Guaraci, que pelos quais dou um dedo para pedalar com eles. Fui com o intuito de fazer "na manha", como recomendou o Zappe.
Vamos vazer para chegar e acho que seria mais um desafio para mim que sempre gostei de andar mais rápido, conter o ímpeto de sair "fedendo". Todos agasalhados, com exceção do Bagatini (segunda eu estava lá no Jeremias em Caxias e 2 caras que não participaram do Audax comentavam sobre os trajes do Bagatini- o homem tá cada vez mais famoso). Largamos e foi tudo bem, parecia que estávamos com as roupas certas, pois com o vento ao andar, não aumentava o frio pois o exercício nos aquecia e contrabalançava. O problema foi na subida da serrinha, logo na largada, que nos fez suar em bicas e encharcar as roupas por dentro. Depois na descida já deu para ver o que seria. Com a madrugada o frio aumentou e, à cada parada a luta era para se re-hidratar e alimentar sem esfriar o corpo, pois a retomada era triste. As luvas depois de molhadas por dentro e por fora, não aqueciam mais. Mas tudo era administrável, com exceção das descidas que, quanto mais íngremes, mais frio provocavam e o bater de queixo era inevitável. Às vezes a gente gritava: Uhhhhuuuhhhuuuhhuuuuuu! Ou, Ai, ai, aiiiiiiii fia da puuuuuuu.... O fato é que ajudava e aliviava a dor que causava no rosto, pescoço, pés, etc. A partir das 4 e meia da manhã o grito também ajudava a espantar o sono. Uma coisa interessante que o frio provocou é que desde o início o nosso grupo saiu bem mais quieto que o habitual. Normalmente as primeiras 2 horas é de brincadeiras, piadas e galinhagem, desta vez, no trevo da RS, já estávamos calados e o silêncio tomou conta. Assim permanecemos pela maior parte das 8 horas e meia que pedalamos, com exceção de alguns momentos que algum de nós se lembrava de algo e comentava e os outros riam, diziam alguma coisa e logo voltávamos ao transe de pedalar e se encolher com o frio e se refugiar nos
pensamentos para aplacar o cansaço, a dor e o frio.
A organização e presença do Faccin, o tempo todo, apoiando e protegendo, como sempre, foi fora de série. Até escolta contra o cachorra mardito ele fez na ida. Quando passamos pelo Zorro, o Faccin estava esperando na encruzilhada. Ao passarmos ele veio por trás, com os faróis altos e assim que vi o mardito arremeter e surgir desgraçadamente das macegas, esprintei e escapei e o Faccin meteu o carro por cima dele, pena que não o atropelou.

Fomos bem até São Jerônio, 100km percorridos em quase 5 horas, uma boa média com todas as paradas. Isto nos colocava dentro do nosso plano de corrida. Mas agora tinha um trecho de retorno em sairíamos da beira do rio e subiríamos de volta para uma cota mais alta. Não é significativa, mas tira o impulso e a pedalada não rende. Assim como sentido contrário a gente manda vê e acha que é o tal, na volta a coisa pesa mais e, além disso, estava muito mais frio e não haveria PC no meio, sendo o tirão de 86 km.
Assim zarpamos do Jóquei Clube de São Jerônimo às quatro e pouco da manhã. Saímos entreverados num pelotão de uns 8 ciclistas incluindo nós. O Zappe mandou vê e resolveu puxar o pelotão. Fui no vácuo, administrando para não me desgastar. Senti que o ritmo estava puxado demais e avisei aos 2 que se quisessem seguir assim que fossem, pois precisava me poupar para os 200km que ainda restavam. Pois foi deixá-los se afastar lá pela ponte do Jacuí e eles pararem no primeiro posto de Gasolina. Depois disso nunca mais se aproximaram. Achamos estranho aquilo e foi bom segurar o ímpeto para não nos desgastarmos. Fomos bem até o cubo dianteiro do Zappe começar a
roncar. Paramos várias vezes para verificar, pois parecia que nos baixios, com o frio, o barulho aumentava. Já tinha uma estratégia para caso de a roda roncar de vez: o Zappe ficaria e eu e o Guaraci seguiríamos até o PC com a roda estragada e avisaríamos para trocarem a roda e traríamos de volta. Só que no meio do caminho um de nós pararia e esperaria até o outro voltar e trazer. Assim, os dois fariam 2 vezes somente metade do percurso a mais e resgataríamos o Zappe. Mas, no fim, não precisamos.
É interessante como é crítica a chegada no Pesque-pague: a ânsia por chegar é enorme e à noite a imprecisão das leituras de instrumentos e até da localização nos prega peças e no final sempre tem umagrande subida antes do PC. Desta vez o pior é que tinha um ciclista uns 800m à nossa frente e sempre víamos que ele não parava e seguia, o que significava que a estrada continuava. As luzes ficaram tapadas pelas árvores, de sorte que só poderíamos saber que estávamos ali uns 100m antes. Chegamos ao PC eram umas 5 horas da madrugada e fizemos uma parada para meter um frukito, barra de cereal, umas mariolas e zarpar.
Saímos de lá na euforia de que faltavam apenas uns 40 km até o café da manhã e no máximo 2 horas de escuridão e frio. Mas tinha antes a descida logo após o PC e com o corpo frio foi mais tremedeira, bate-queixo e gritos: fia da puuuuuu!!!! De obstáculo pela frente teríamos apenas a serrinha de Vale Verde, que deste lado é mais curta, mas mais íngrime. O negócio seria chamar a coroinha e subir devagar e sempre. A vantagem é que não teria o sol inclemente das provas de 200km que a gente passa por ali pelo meio-dia e o sol rachando o capacete.
Seguimos em marcha-batida, devorando as coxilhas e cortando a cerração, apenas despertados de nosso transe pedalístico por algum ônibus que desafiava a madrugada e o frio. Eu nem me lembrava mais do Zorro, o maledeto cachorro que nos incomodou na vinda, estava um pouco cansado e a dor que tinha na coxa direita tinha aliviado. Da
mesma forma a dor que sentia nos pulsos passara. Estava administrando a corrida e daria para levá-la a bom termo. O sono começava a pegar, cheguei a temer uma dormida na bike. Mas puxava conversa com os guris e mandava pedal.
Lá pelas tantas o sol começou a se pronunciar, quebrando a cerração e a geada, meio preguiçoso, mas dava sinais de vida. Estávamos eufóricos que o pior já tinha passado e que agora era só administrar o resto. Os faróis já nem mais faziam efeito e nem se arriscavam a brigar com o poder do rei sol que não aparecia, mas começava a anunciar-se por meio dos reflexos no firmamento. Longe no horizonte, ainda se via algumas estrelas teimosas que queriam apreciar o alvorecer e a geada, bem como a lua crescente que nos acompanhou por algumas horas pela direita.

Nossa euforia durou pouco e nos calamos novamente, afundei em meus pensamentos e mantive o ritmo das pedaladas, só pensava no café quente que me esperava há uns 30km dali. Eis que o silêncio é quebrado por um grito de pavor:
- Olha ali o cachorro! Grito o Guaraci.
Nesse ínterim só pude ver a fera me atacando pelo lado esquerda, latindo e rosnando fortemente. A imagem que tenho em minha cabeça é aquelas fotos que se tira em movimento em que somente o objeto central está focado, todo o resto está tremido e fora do foco. Parece que tudo foi tão rápido que só gravei aquela foto. Lembro de
me esgueirar para o lado para livrar minhas pernas de suas presas assassinas afiadas.
A imagem seguinte foi o Zappe me dizendo que a gancheira do câmbio estava quebrada e me pedindo a chave para cortar a corrente e emendar numa marcha para tirarmos o câmbio e pedalar assim até o PC.
Aí comecei a falar coisas tipo:
- Eu acho que tá aí no bagageiro...
- Vamo Omar, pega logo! Disse o Guaraci
- Mas essa não é a minha bicicleta, esse não é o meu farol...
- Omar, tu tá bem? Tu viu que tu caiu?
- Eu caí? Eu durmi?
- Não, o cachorro avançou e tu caiu?
- Eu caí?
- Tu tá bem cara?
- Como é o teu nome?
- Omar!
Como é o nome da tua mulher?
- Bea.
- Qual é a marca da tua bici?
- Specialized?
- Mas eu caí?
- É cara tu não viu o cachorro?
- Eu dormi!?

Naquele momento os dois se olharam e se assustaram, eu já estava numa tremedeira de frio. Eles me levaram para uma parada de ônibus e puxaram os cobertores térmicos de emergência e me enrolaram nele. Aí que viram que meu capacete tinha uma fenda enorme no lado direito, na altura da orelha. Por dentro ele também estava todo comprometido.
Nesse momento chegou o Rigone e seu pelotão e chamaram o resgate. Eles aguardaram o resgate e me despacharam. Fi-los prometer que iam terminar a prova e que iam me dar as medalhas, mas os 2 dois sem-vergonha deram um pau até o PC, tomaram um café, avisaram da desistência de todos e seguiram para a Unisc para pegar o carro e
depois ir para o Hospital. Eu estava bem, não sentia nada, somente um pouco no cotovelo direito. Foi o tombo mais indolor que já tivera. Tanto, que ainda fomos resgatar um outro cara mais adiante, que estava com dor no pé. Ele veio o tempo todo reclamando da vergonha de desistir e o fato de que prometera a medalha para a
filha. Eu acho que vergonha é a gente não tentar ou tentar sem preparo e experiência. Saber o limite e desistir antes do pior é inteligência e autoconhecimento. Só não falei isso para ele porque estava com tanto sono que não tinha vontade de falar nada. Respondi em monossílabos às perguntas dos dois. Chegamos finalmente ao Hospital e eu tremia feito vara verde. Ficaram apavorados com a minha tremedeira e a roupa molhada. Tirei as roupas de cima e me colocaram sobre os lençóis térmicos que trouxera junto dois acolchoados. A enfermeira não achava a minha veia na dobra e me enfiou uma agulha quase na altura do pulso. Deram- me um soro aquecido para me re-hidratar e aquecer. Bem que o Faccin poderia fornecer um sorinho para a gente levar pendurado na bike. Hidratação direta na veia, jóia. Acho que vou adaptar um gancho naminha bike. Será que pode?
Enquanto o médico examinava minha cabeça, olhos e reações a enfermeira Eliana falava comigo:
- Mas o que vocês andam fazendo com essa friagem? Expliquei tudo e ela disse que tinha um cunhado que também gostava dessas
loucuragens. Perguntei se ele era de Santa Cruz e ela disse que não, era de Bento. Perguntei o nome dele e ela me disse: Walter Migowski. Impressionado disse que ele era meu primo, na verdade casado com a Denise, minha prima.
Bom, para encurtar a história, tomei meio litro de soro quentinho, me aqueci. Dormi um pouco, porque eles me acordavam a casa 15 minutos, para ver se eu não tinha tido nenhum chilique. Depois de ver que eu estava bem o médico me liberou, pois nem galo ou dor de cabeça eu tive.
O velho Faccin ficou comigo o tempo todo e me deu um baita apoio. Foi genial. Não me surpreendeu, pois já conheço a hospitalidade e jeito especial de nos tratar da Família Faccin e quando estou num evento organizado por eles, sei que posso pedalar tranqüilo por que eles fazem de tudo para que tudo dê certo.

Quero mencionar também a eficácia do capacete da marca Bell. Excelente. Estava com ele bem preso à cabeça. Os tirantes são fortes e não se rompem facilmente. O capacete rachou, mostrando que ele absorveu totalmente o impacto, sem deixar qualquer seqüela física em minha cabeça. Se tive um apagão de memória foi pela desaceleração, mas nem perdi os sentidos. Não tive dor de cabeça depois e estou ótimo. No outro dia não parecia que tinha sofrido uma queda a não ser pelo cotovelo e o ombro que me doíam um pouco. Nem lembrei de tomar um relaxante muscular ou anti-inflamatório. Gostaria de mencionar também a atitude de companheirismo dos meus 2 baita parceiros: o Zappe e o Guaraci. Agente costuma brincar sobre o que separa os homens dos guris, mas a gente tem que saber com que a gente pode arriscar o couro e esses dois são o tipo de caras que se me convidarem para ir para o inferno eu vou, pois sei que na hora do aperto e precisar, não precisarei nem dizer nada, porque ali do lado estará a mão forte e inarredável de amigos de sangue.

Por isso, galera, se quiserem fazer o 300 de Caxias, é só me chama
que a bike já está quase pronta, pois eu já estou prontinho pra
outra indiada!

Valeu Zappe e Guaraci! Faccin e Cia., Audaxiosos que manifestaram
sua solidariedade e aos médicos e enfermeiras do Hospital de Santa
Cruz o meu muito obrigado pelo carinho e colo.
E ao Zorro e seu irresponsável dono que se prepare, porque não
pretendo descontar no pobre animal, mas pretendo fazer seu dono
nunca mais esquecer o que é responsabilidade. O Dr. Guaraci já tem
minha procuração!

PS : Ao cair estava com 152km pedalados e há 8:32h

Abraços

Omar Torriani

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Audax 300 SCS - O PC do Pedalajeado

O Faccin mandou um email para o nosso grupo, o Pedalajeado, falando um pouco do PC que a nossa equipe montou em Cruzeiro do Sul, município vizinho a Lajeado. O PC foi "tocado" pelo Milton, Fabiano e o Eldo, além de outros que apreceram por lá com suas famílias. Como participei da prova, dessa vez não pude ajudar, mas quero deixar o agradecimento a todos que lá trabalharam "honrando" o nome do nosso grupo.

Temos de agradecer à Prefeitura Municipal de Cruzeiro do Sul e ao Restaurante Recanto da Natureza pelo apoio dado ao evento, mas jamais poderia de agradecer ao meu amigo Eldo pelo empenho em montar toda aquela estrutura. Todo o grupo foi coadjuvante no processo de montagem do PC, pois foi ele que capitaneou todo esse processo desde o início. Quem sabe ano que vem ele troca de lado e pedala o seu primeiro Audax, a nossa prova não teria a mesma qualidade, mas todos entenderiam o porquê.

Segue o email do Faccin:

***

O Pc de CRuzeiro do Sul demonstrou da melhor maneira o que é um PC de Audax a exemplo dos PCs do Paris Brest Paris.

O Audax é uma modalidade para ser praticada nas cidades do interior onde o movimento de veiculos é menor e o calor humano é maior quando comparado com as cidades grandes.

Audax é antes de tudo um desafio, mas também um evento ciclo turístico, neste espírito os ciclistas participantes tiveram a oportunidade de conhecer, a organizada, e limpa, cidade de Cruzeiro do Sul.

A colaboração dos apoiadores locais também é muito importante em especial ao Eldo Dulius

Outro ponto importante foi a localização do PC no restaurante Recanto da Natureza, o que foi motivo de elogios por parte de vários participantes, devido a qualidade do atendimento e ao sabor do prato ali servido.

A intenção é no próximo ano é realizar o Audax 300 de Santa Cruz do Sul no mesmo trajeto e novamente contar com a hospitalidade local!
Abraços a obrigado a todos!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Quem mais fez Audax 300 no RS

Para não deixar o blog parado enquanto ainda recupero as energias gastas na prova de SCS e fazer jus as quase 100 visitas diárias, resolvi montar algo bem simples para mostrar os ciclistas que mais pedalaram provas de 300 aqui no RS.

Só aparecem os ciclistas que terminaram a prova do último fim de semana e possuem mais alguma prova de 300km além de SCS, ou seja, quem fez a estréia em provas dessa distância não aparece na lista.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Audax 300 SCS - Rescaldo

Não tem Audax fácil, e ele fica mais difícil sem preparo físico e com a temperatura beirando o zero grau. Mas essa é apenas a minha versão, o Bagatini achou a temperatua agradável e pedalou de camiseta, já o resto da turma de Lajeado parecia que estava indo para o Pólo Sul.

Deixo aqui os agradecimentos de todos os ciclistas pelo pronto atendimento dado ao Omar (primeiro à esquerda na foto da turma de Lajeado) que sofreu um acidente que poderia ter sido sério, essa prontidão nos dá a segurança de continuar a pedalar em SCS, pois temos certeza de não estarmos desprotegidos. Graças a Deus e ao pronto resgate do Faccin ele voltou para casa ontem mesmo e está 100%, sem nenhum problema. Sobre o Zorro e o seu dono falo outra hora.

Quem quiser mais informações sobre o Audax de Santa Cruz acesse o blog da prova. Lá tem as fotos e os tempos de todos os sobreviventes daquela noite em que o meu termômetro registrou 1.2 graus as 6:15 da manhã.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Quem pedalou mais

Em mais uma estatística tendenciosa para favorecer os amigos, listei em ordem alfabética, todos os ciclistas inscritos no Audax 300 de SCS. Ao lado do nome de cada um aparece o total em horas que cada um dos artistas já pedalou em provas do RS.

O Lazary, eterno pica-pau, já pedalou pelas terras rio-grandenses mais de 400 horas!! Até o fim dessa temporada ele passará fácil das 480 horas, ou seja, mais de 20 dias em cima da bicicleta só fazendo Audax.

Somando-se os tempos de todos os inscritos, atinge-se a bagatela de quase 7000 horas, para sermos exatos 6994 horas e 41 minutos, ou seja, quase 300 dias.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Audax 300 - Quantos já pedalaram

O quadro abaixo mostra o número de brevetados em provas de 300km no RS, pelo visto voltaremos aos números de 2005 e 2006.
O histórico das provas de 300km no RS é o seguinte:
2004 - Caxias
2005 - Caxias e Porto Alegre(2)
2006 - Porto Alegre(2)
2007 - Santa Cruz

Audax 300 SCS - Previsão do tempo

Frio, mas sem chuva, essa é a previsão para a madrugada de sábado para domingo. A temperatura mínima prevista é de 7 graus, mas é possível que nos baixios do Rio Jacuí, a cerração e a umidade deixem a sensação térmica menor do que isso.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Quem vai!

Saiu a carta de rota e a relação dos ciclistas que vão pedalar em Santa Cruz no fim de semana.

Dei uma "incrementada" nessa lista acrescentando a(s) prova(s) de 200km que cada um pedalou da temporada de 2008.

Para variar o único que fez as 6 provas foi o Paulo Bagatini, com 5 provas aparecem:
Luis Roberto Velho Lazary,
Paulo Carneiro Endres,
Thales Augusto Moreira e
Udo Carlos Weissenstein.

10 aparecem com 3 provas, 19 com 2 os restantes 34 com apenas 1.

Em tempo: O Roberto Trevisan aparece erroneamente na lista com apenas uma prova, quando pedalou 4 ou 5. O problema está no meu cadastro, onde ele aparece com 2 nomes diferentes, um completo e outro abreviado. Vou ver se amanhã arrumo isso.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Trajeto a ser percorrido

Foi publicado agora pela manhã uma planilha com as distâncias entre os vários pontos de referência da prova que será realizada no fim de semana.

Para quem nuca pedalou por aqui, essa planilha é uma referência preciosa, pois deve esclarecer as dúvidas que devem aparecer durante a prova.

Quem já pedalou o Audax 200 de Lajeado e está meio confuso sobre como chegar a Cruzeiro do Sul, a planilha deixa claro que cerca de 10km após o pedágio da Univias se sai da rodovia que liga Venâncio a Lajeado (RS453) para ingressar na rodovia que liga Lajeado a Cruzeiro do Sul (RS 130).

Pelos tempos de abertura dos PC's todos os ciclistas passarão por esse ponto de dia e isso deve facilitar a vida de todos.

domingo, 25 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Estatísticas

Dentre os inscritos até o momento 36 fizeram 1 Audax 200 na série de 2008, 21 fizeram 2 provas, 10 fizeram 3, 7 fizeram 4, 4 fizeram 5 provas e apenas 1 fez todos as 6. Na média os inscritos até o momento fizeram 2,05 provas de 200km.

Na soma geral foram 162 provas pedaladas pelos 79 inscritos no ano de 2008.

Das 162 provas, 45 foram feitas em Lajeado, 37 em Santa Cruz (2008), 27 em Santa Cruz (2007), 23 em Ijuí, 17 em Caxias e 13 em Porto Alegre.

Esses dados são apenas curiosidade, visto que as inscrições ainda não se encerraram.

Audax 300 SCS - Inscrições se encerrando

O Faccin mandou um email para alguns grupos de discussão informando o prazo final para as inscrições para o 300 de SCS.

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Segunda feira, dia 26, é o ultimo dia para realizar inscrição para o Audax 300 km de Santa Cruz do Sul 2008.

As inscrições para o Audax 300 km estão disponíveis no site
www.faccinadventure.com.br

Clique em *Inscreva-se* e logo após em *Formulário de Inscrição.*

Até o momento temos 74 inscritos.

Quem realizou inscrição vai receber em breve alguns e-mails com todas as informações sobre o evento.

Mais informações serão postadas em breve no Blog
http://www.audaxsantacruz.blogspot.com/

O percurso pode ser consultado tb no link
http://picasaweb.google.com.br/luizmfaccin/Coordenadas08Audax300

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Inscritos até o momento

Está no blog do Audax Santa Cruz a relação dos inscritos para a prova do dia 31/05. As inscrições continuam abertas e certamente teremos mais de 80 ciclistas participando da prova.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Audax 300 SCS - Mais informações

O Faccin mandou as imagens do Google Earth que mostram os principais pontos da prova de 300 km que Santa Cruz do Sul realizará no próximo fim de semana. À noite ou amanhã, com mais tempo, pretendo montar um roteiro para quem vai para lá pela primeira vez.

O PC de Cruzeiro do Sul exigirá que cada ciclista ainda esteja com pelo menos uns 4 neurônios funcionando, pois o local é dentro da cidade e não na beira da estrada como estamos (mal) acostumados.

Para quem tem mais dificuldades já ir decorando.
- Na rótula da cidade entra-se à esquerda.;
- No fim da rua dobra-se à direita;
- Seguir reto até encontrar a lancheria.

Fácil? Também acho, mas podem apostar que tem gente que não vai encontrar. :-(((

Audax 300 SCS - Informações

Dia 31 de maio teremos o brevet de 300 km em Santa Cruz do Sul. O Faccin é um dos mais experientes organizadores de provas da modalidade, além de grande experiência como participante também, incluindo-se no seu currículo a PBP 2007.

Segue as informações sobre a prova. Atenção, as vagas são limitadas !!

AUDAX 300 KM SANTA CRUZ DO SUL 2008
Organização: Grupo Santa_Ciclismo
Diretor de prova: Luiz Maganini Faccin
Prova homologada pelo Clube Audax Paris.

Apoio: Unisc, Faccin Bicicletas Ltda, Policia Rodoviária Estadual, Jóquei Clube São Jerônimo.

Percurso: Santa Cruz do Sul, Passo do Sobrado, Vale Verde, General Câmara, São Jerônimo ( Jockey Clube), General Câmara, Vale Verde, Passo do Sobrado, Distrito de Pinheiral, Venâncio Aires, Lajeado, Venâncio Aires, Santa Cruz do Sul.

Largada e Chegada: Campus UNISC de Santa Cruz do Sul

Inscrições Limitadas e sujeita a aprovação!

Observe os prazos a serem divulgados!
No site: http://www.faccinadventure.com.br/

Loja Faccin Bicicletas, Santa Cruz do Sul.
Valor R$68,00

Programação:

31 de maio de 2008- campus Unisc Santa Cruz do Sul

15:00 horas: inicio horário para confirmação inscrições e conferencia equipamento obrigatório.

18 horas: término horário para confirmação inscrições e conferência equipamento obrigatório.
Janta a confirmar!

21:00 horas: Reunião técnica e ultimas informações aos ciclistas.

21:00 horas: durante a reunião Técnica será entregue e explicado a carta de rota da prova.

21:30 horas: entrega dos passaportes aos ciclistas.

21:30 horas: concentração para largada

22:00 horas: Largada:

22:30 horas: Largada para os ciclistas atrasados!

Dia 01 de junho- Domingo18:00 horas: Termino da prova, tempo limite de chegada.

Horários entrega premiação - Será informado durante o Briefing.

Divulgação dos resultados - dia 03 de junho!

Duvidas entre em contato via e-mail

Luiz Maganini FaccinAudax 300 Santa Cruz do Sul31 de maio de 2008

Numero de participantes limitado!

http://www.faccinadventure.com.br/

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Post pirateado integralmente do blog da Sociedade Audax de Porto Alegre

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Audax Caxias - Fotos

O jornalista Poti Campos se fez presente no Audax de Caxias, as fotos que ele tirou estão em 2 álbuns, um do próprio Poti e outro do diretor de prova Marcelo Guazzelli.

Mais informações no site e no blog da prova.

Audax Caxias - Imprensa

"Garimpado" pelo amigo Omar Torriani no Jornal Pioneiro de Caxias

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Eles foram rápidos
Audax de 200 quilômetros foi disputado no sábado
FERNANDA FEDRIZZI

Ciclistas cruzaram a linha de chegada antes do prazo estipulado. Apenas cinco desistiram

Caxias do Sul - Era uma prova de regularidade, mas os 53 ciclistas que participaram do Audax entre Caxias do Sul e São Francisco de Paula, na Rota do Sol, sábado, se mostraram surpreendentemente rápidos. O objetivo, que era pedalar 200 quilômetros em no máximo 13 horas e meia, foi alcançado pela maioria. Apenas cinco desistiram e ninguém ultrapassou o tempo-limite. Assim, todos que cruzaram a linha de chegada conseguiram os brevets para a próxima etapa.

O Audax de 200 quilômetros é o primeiro de cinco. Quem o completa no tempo determinado tem o direito a participar dos de 300, 400, 600 e 1,2 mil quilômetros, na seqüência, desde que termine cada um. A prova é homologada pelo Audax Club Parisien. Não há vencedores. Por isso, tanto o primeiro como o último recebem a mesma medalha. Cientes disso, dois ciclistas de Caxias foram extremamente rápidos. Surpreenderam até mesmo os organizadores.

Marcelo Indicatti, que é vendedor e participa de competições de ciclismo, e o dentista e triatleta Evandro Toigo completaram o trajeto às 13h27min. Todos largaram às 6h. Os dois pedalaram sempre juntos. Indicatti garante que a intenção era simplesmente aproveitar a prova.

- Fizemos um ritmo de treino, nem tão devagar e nem tão rápido. O mais difícil foi agüentar o frio da manhã. Por não ser tão competitiva, o mais legal foi o astral do pessoal - contou o atleta de 26 anos, que participou do primeiro Audax.

Mas suportar 200 quilômetros não foi fácil para ninguém. E os que não estavam suficientemente treinados tiveram que adiar a meta de terminar o desafio de longa distância. Caso do analista Leonardo Fernandez, 30, que estreava no Audax. Ele teve problemas na troca de marchas da bicicleta. Fez 120 quilômetros, preparando-se para voltar, até que...

- O percurso estava bom, o clima também (em torno de 20ºC), mas faltou preparo físico. E quando a bike estragou, desanimei um pouco. Faço corridas de aventura, mas não estou acostumado a pedalar no asfalto. Na próxima vez, vou treinar mais nesse tipo de pista - disse, enquanto tomava chimarrão e descansava em um dos três postos de controle, instalados a cada 50 quilômetros.

À medida que cruzavam a linha de chegada, junto ao seminário de Fazenda Souza, os ciclistas eram aplaudidos por quem agüentou esperá-los desde às 6h da manhã. No final, o público assistente se resumia aos organizadores e poucos parentes. Nem por isso os que terminaram quase no limite deixaram de ser bem recebidos. Ao contrário.

Às 19h15min, com a noite chegando, os dois últimos ciclistas finalizaram juntos o percurso. Foram muito saudados. E a dupla não demorou por inexperiência. O representante comercial Armando Montano, 35, de Nova Petrópolis, nem sabia de quantas provas como aquela havia participado. Calculou cerca de 20. O servidor público Luís Roberto Velho Lazary, 47, de Porto Alegre, chegou a pedalar no Audax de Paris-Brest, com 1,2 mil quilômetros, no ano passado. Na época, completou o trajeto, mas passou do tempo para ganhar o brevet.

- Fiquei triste. Me perdi, não dormi bem. Este foi maravilhoso. Não me preocupei em pedalar ligeiro. Aproeitei - disse Lazary, apto para seguir o ciclo adiante.

( fernanda.fedrizzi@jornalpioneiro.com.br )