terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Audax 200 é fácil? Ou dífícil?

Se olharmos o número de pessoas que largam num Audax e o número desses que chegam podemos afirmar, sem dúvida que o Audax é muito fácil de ser completado. É raro ter mais de 5% de desistentes, em algumas provas esse percentual fica abaixo dos 2%. É claro que estou falando das provas "normais", onde nada de diferente acontece. Até as provas de Caxias tinham índices de desistência muito baixos, um pouco mais altos do que a média, mas sempre abaixo dos 10%.

Tá, então é fácil pedalar 200km?

De jeito nenhum, por mais paradoxal que possa parecer é muito difícil completar um Audax. E não adianta o pessoal mais experiente dizer o contrário, pois 200 km são 200km e fim de conversa. Isso representa milhares de pedaladas, muitos litros de água, "quilos" de comida, milhares de calorias gastas...

Completar um Audax exige muita paciência, perseverança e planejamento. Paciência porque não adianta em nenhum momento se desesperar, querer andar mais ligeiro do que se pode. Perseverança porque tem que se pedalar 1 km de cada vez e a cada km pedalado as coisas complicam um pouco mais, mas o principal, na minha opinião, é o planejamento.

Tem gente que sai para pedalar 200km como se estivesse indo a padaria. O pessoal simplesmente vai de qualquer jeito até as forças acabarem ou até algum imprevisto acontecer.

Vão torcendo
para não chover (porque não tem capa);
para não ter muito sol (porque não tem protetor);
para a bicicleta não estragar (porque não tem ferramentas);
para o pneu não furar (porque não sabem trocar a câmara);
para não se perder (porque sequer olharam a carta de rota da prova).

Olhar a previsão do tempo, levar uma ou duas câmaras reservas, ter noções básicas de mecânica, prestar atenção no briefing e dar uma conversada com o pessoal mais experiente é tão importante quanto treinar para a prova.

domingo, 25 de fevereiro de 2007

O Audax de Santa Cruz

É o terceiro ano que acontece o Audax em Santa Cruz do Sul e pela proximidade é uma prova em que muitos lajeadenses participam. Tem os "fominhas" que não perdem nenhuma prova durante o ano, tem o pessoal que trabalha na organização da prova de Lajeado e que não pode pedalar por aqui e tem o pessoal que está começando a pedalar que aproveita que SCS tem um percurso mais plano do que Lajeado.

Em 2005 estivemos entre 16 ciclistas em 2006 acho que foram uns 12. Esse ano estaremos no mínimo com o número de inscritos de 2006.

Para quem nuca pedalou essa prova vão umas dicas sobre o percurso. O início é terrível, pois tem a pior subida da prova que fica logo após a saída da cidade, ela tem uns 3,5 km e é bem chata de subir, principalmente porque estão todos ainda frios e "meio" dormindo. Mas como tudo que sobe tem que descer, logo após tem a "serra" das 7 curvas (acho que é isso) que é mais longa e mais suave. Depois desse início com altos e baixos só vai ter problemas novamente no km 30 no Cerro da Boa Esperança, na ida a subida tem 1,8 km e é mais suave que a da Unisc, na volta essa subida é mais íngreme porque é mais curta, cerca de 1,2 km.

A uns 2km do PC1, no km 60, tem mais um morro chato de subir, mas ele tem menos de 1 km, ele pode ser visto de longe já que é nele que se localiza uma antena de retransmissão de celular.

O PC é muito legal, a dona Irma que é dona do Pesque e Pague Panorama já é figura conhecidíssima de quem faz Audax, já que todas as provas de Poa e SCS utilizam o seu comércio como PC.

Os 40 km dali até o segundo PC podem ser divididos em 2 partes. A primeira parte, com cerca de 15 km, é a mais complicada, ela vai até a entrada de Santo Amaro e possui muitas subidas e descidas. Logo após a saída do Pesque e Pague tem uma longa descida até um riacho e após a ponte, óbviamente, tem a subida, que é a pior dessa parte da prova.

De Santo Amaro em diante a pista fica mais plana com poucos trechos inclinados. Dali até São Jerônimo tem que se redobrar o cuidado com os carros e os trevos de entrada nas cidades e localidades à beira do caminho. Normalmente essas entradas escondem buracos na pista e motoristas pouco acostumados ao tráfego de ciclistas. À cerca de 10 km do PC2 tem a paisagem mais bonita da prova que é o cruzamento do Rio Jacuí. Vale a pena parar e tirar uma foto.

No km100 junto ao segundo PC tem um mercadinho muito simples (pelo menos tinha nos anos anteriores) e não é bom ir achando que dá para comprar algo por ali, o melhor é se informar com a organização e ver o que vai ser oferecido gratuitamente. No caso do "cardápio" oferecido pela organização não agradar na volta tem um restaurantre muito bom uns 3 ou 4 km depois da ponte do Jacuí.

A volta não tem segredo já que é pelo mesmo caminho. Só não dá para esquecer que o PC3 fica a quase 60km de SCS e não a 50km como muitos estão acostumados das provas em POA.

SCS só é mais difícil que a prova de Porto Alegre, que infelizmente não sairá esse ano.

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

O Rio Taquari

O Audax de Lajeado tem como característica principal se utilizar do vale do Rio Taquari como roteiro, tanto é que durante a prova o rio é cruzado 4 vezes pelos ciclistas. Isso ocorre logo na saída, no km 2 ou 3, depois do PC1 lá pelo KM 70, antes de se entrar na estrada de chão (KM 170) e no fim da prova.

O Rio Taquari nasce em Santa Bárbara com a união dos Rios Guaporé e Carreiro e segue até unir-se ao Rio Jacuí quase 200 km depois. Ao longo do rio temos várias cidades, e a maior delas é Lajeado com seus mais de 60.000 habitantes.

Quem observar a altimetria da prova vai notar que o ponto mais baixo da prova se dá sobre o cruzamento do Rio Taquari entre as cidades de Taquari e Mariante (é cidade ou distrito de Venâncio?) e possui a ponte mais longa de toda a prova. São quase 600 metros de pista estreita e que balançam quando passa uma carreta ou caminhão pesado.

Altimetria da prova


Foto da ponte entre Taquari e Mariante.


Paisagem de cima da ponte

terça-feira, 20 de fevereiro de 2007

Apoio ou paternalismo?

Tem gente que de vez em quando acha as nossas provas um circo!! E isso porque acham que pegamos pesado nos preparativos, nos briefings, no apoio oferecido antes, durante e depois da prova. Acham que tratamos os ciclistas como crianças!!

Até pode ser que para alguns oferecemos coisas demais, afinal de contas tem gente (né Udo!!) que faz 600 - 700 km num fim de semana, sem apoio, sem celular e com uma vaga idéia de para onde está indo!!

Mas pode ser que esse "circo" explique o crescimento do esporte no RS. Quantos de nós se imaginaram pedalando mais de 100 km num dia? E com todo esse apoio conseguimos ir até o fim da série.

As provas de SP e RJ são muito mais simples, e na minha opinião, refletem mais o espírito original da prova. Mas elas não são nem melhores, nem piores do que as nossas. Elas apenas tem uma visão diferente do mesmo esporte. Certamente nós temos mais "pica-paus" nas nossas provas, que caem mais, fazem mais bobagens, se perdem com mais frequência, mas os quase 1000 ciclistas que já pedaram Audax no RS atestam que a nossa proposta é uma proposta válida.

Esse paternalismo como diz o Faccin, trás uma série de problemas para os organizadores do RS. Como oferecemos mais "atrativos" precisamos de um número maior de inscritos para cobrir o custo fixo da prova, como temos mais "pica-paus" temos de realizar um briefing na noite anterior ao evento, temos que arrumar ambulâcia..... E tem vezes que mesmo toda essa estrutura entra em colapso.

Ano passado a estrutura de Lajeado não teria dado conta de um percentual de abandono superior a 20%. Se chover na prova desse ano teremos de deixar bem claro no briefing que todos serão recolhidos até o fechamento do PC e que isso pode representar ficar esperando durante algumas horas.

sábado, 17 de fevereiro de 2007

O PC de Muçum - que é em Encantado!!


O Quisque do distrito de Pinheirinho em Encantado já está se tornando tradicional nas provas de Audax. Já foi utilizado em 2005 no Audax 600 e em 2006 para o 200 de Lajeado e novamente para o 600.

A pergunta que o pessoal da região faz é porque divulgamos ele como sendo em Muçum quando na realidade ele se localiza em Encantado?

A resposta é simples. Numa prova longa, principalmente a de 600, se dissermos que o quiosque fica em Encantado vááários ciclistas ao se depararem com a cidade de Encantado, que fica uns 8 km antes "entrariam em parafuso", achando que o quiosque teria de ser por ali. Por isso dizemos que ele fica em Muçum, assim quando o pessoal vê a placa "Muçum 12 km" se conforma que ainda está longe.

O Quiosque, além de se encontrar num lugar muito bonito, possui lanches, saladas de futas, sorvetes e uma gama de produtos coloniais produzidos por eles mesmos através de uma agro-indústria familiar. Ano passado teve gente que comeu 4 sanduíches, além de ter levado para casa várias rapaduras.

Muito mais do que o rendimento financeiro que o Audax 200 proporciona para a Dona Ana e sua família, eles se sentem valorizadas quando uma prova como essa passa por lá e acabam se tornando referência para os ciclistas que transitam pela região.

Esse ano o PC do km 160 do Audax 200 de Lajeado será lá, além disso o Audax 400 de Lajeado e o 300 de SCS também utilizarão as dependências do Quiosque.



Fotos de arquivo pessoal. A primeira mostra o quiosque durante uma reforna e a segunda mostra a visão que se tem do Rio Taquari.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Estão abertas as inscrições para o Audax 200 de Santa Cruz do Sul. Maiores informações em www.faccinadventure.com.br.

Abaixo segue o cartão de rota da prova. Não se assustem com a data que aparece nela, na verdade é o terceiro ano que o Audax de SCS utiliza a mesma rota.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Voluntários ou VolOnTÁRIOS

Já estava na hora de homenagear o pessoal que trabalha de volOnTÁRIO nas provas de Audax. E não pensem que é um serviço fácil ficar até 40 horas anotando tempos, conferindo passaportes, fazendo massagem e até ouvindo desaforos de quem está pedalando. E na maioria das vezes esse trabalho começa 1 ou 2 meses antes, pois os trechos tem que ser medidos, os possíveis PC´s contatados, os patrocinadores convencidos de que vale pena investir, tem que se achar um local para a prova, o material para os ciclistas providenciado....

Tem muita gente que deixa de pedalar para organizar ou trabalhar de voluntário, o Faccin é um que vai ter que pedalar o 300 em Curitiba pois a única prova dessa distância no RS será organizado por ele em SCS. Menos mal que temos voluntários que mal "engatinhavam" no ciclismo que se tornaram Audaxiosos, o maior exemplo dessa transformação é a Romi que em 2005 trabalhou de voluntária no Audax 600 no "hospício" de Santa Cruz e que em 2006 fez a série completa.

Outro exemplo é a Ninki que de tanto ser babá daquele bando de ciclistas, criou coragem e encarou o 200 de Poa no ano passado. Na foto abaixo, além dela bem à direita, estão a Lya e o Edgardo também audaxiosos/voluntários ou, se preferirem, voluntários/audaxiosos que são figurinhas fáceis nas nossas provas.
Teve um ciclista que quase infartou quando foi "convocado" pelo Lucca para ser voluntário em uma prova no ano passado. Foi o meu amigo Luiz Roberto Velho Lazzary que até aquele momento não tinha perdido nenhum das provas do RS. Foi com o coração partido, mas consciente da importância de ajudar, que ele trocou de lado e trabalhou no primeiro Audax 300 de 2006, e eu tive a honra de ser o seu co-piloto naquela longa jornada.

Conversamos bastante durante aquelas 20 horas e chegamos a conclusão que ser voluntário é bem pior do que pedalar. Quando se pedala temos que nos preocupar somente conosco e com 1 ou 2 parceiros que estão por perto, quando se é voluntário nos preocupamos com aqueles mais de 100 malucos que desafiam à noite, a chuva, o vento, mas principalmente os seus limites.

Na foto abaixo em primeiro plano o Lazzary e atrás dele esse escrivinhador dessas mal traçadas linhas (antigo isso!!), na única vez que fui voluntário.

Mas tem muito mais gente que ajuda, para se organizar uma prova de 200 km como a de Lajeado e Santa Cruz são necessários pelo menos 10 voluntários, nas de Porto Alegre com seus mais de 200 ciclistas quase o dobro.

Uma foto dos voluntários do Audax 400 de Porto Alegre de 2006.


Alguns dos voluntários de Lajeado no PC mais belo de toda a prova.


A dificuldade em achar fotos para esse post é um alerta para que esse ano tiremos ao menos UMA foto com todos os voluntários. Eles são peça fundamental nessas provas. Se alguém tiver mais algumas fotos de voluntários entre em contato que a gente faz mais um post.

Crédito das fotos Ricardo Wickert www.aguasdosul.com.br e arquivo pessoal

domingo, 11 de fevereiro de 2007

Audax 200 de Ijuí confirmado!!!

O Mogens Nielsen, dinamarquês de nascimento e brasileiro de coração é o mentor do Audax de Ijuí e ele confimou a pouco numa lista nacional sobre Audax que a prova sai. É muito bom saber que existirão provas fora do eixo Lajeado-Santa Cruz do Sul, quem sabe ano que vem Porto Alegre volta ao calendário.

Esperamos confirmação da prova de Caxias para colocar mais detalhes.

O pessoal de Lajeado está animado para ir até Ijuí e pedalar em estradas desconhecidas de todos nós.

Pode nos esperar por lá Mogens. Se o fizer calor e o Bagatini for junto, pode dobrar a quantidade de sorvete. Teve um episódio, em que fui testemunha, que o rapaz comeu 8 picolés!!!

sábado, 10 de fevereiro de 2007

Apoio da Univias está confirmado

Semana passada tivemos a confirmação do apoio da Univias ao Audax de Lajeado, no contato que mantivemos foi acertado que eles fornecerão uma ambulância que acompanhará toda a prova, inclusive o trecho entre Tabaí e Venâncio Aires que não faz parte da manlha viária administrada por essa concessionária.

Além da ambulância estamos negociando um carro ou moto de apoio e apoio nos pedágios.

Abaixo uma foto do trecho concedido a Univias na região do Vale do Rio Taquari.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Algumas fotos do trecho de terra

A turma reclamou bastante da estrada de terra que "achamos" no nosso Audax, além dela estar ruim esse trecho foi no fim da prova, depois do km 170. Menos mal que a paisagem foi elogiada por quase todos.

Esse ano perdemos a "exclusividade" da estrada de terra, pois a prova de Saquarema no RJ tem mais de 20 km nesse tipo de terreno.

Seguem algumas fotos da estrada de terra da nossa prova que fica entre as cidades de Roca Sales e Colinas.


Foto do Luiz Faccin, extraída do relato da prova http://inema.com.br/mat/idmat075434.htm



Foto do Ricardo Wickert www.aguasdosul.com.br
http://www.aguasdosul.com.br
Achei no meu HD uma relíquia. O Bagatini dando uma entrevista para a RBS TV (associada da Rede Globo) antes de embarcar para a Austrália em 2004.

Para quem não conhece o Baga é uma boa oportunidade. Depois ele cortou a barba e o cabelo, mas para nossa alegria continua a pedalar.

A história dessa prova está em um link uns posts abaixo que relata a sua aventura australiana.

Infelizmente ver o vídeo dentro do blog desconfigurou-o todo, por isso vai o link para o Youtube.


http://www.youtube.com/watch?v=kPCUmF7tsV4

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Depois de muito "espernear", brigar, se estressar Roberto Coelho e o seu staff conseguiram liberar as provas de Curitiba.

Parabéns a ele que conseguiu reverter uma decisão que já estava quase que sacramentada.

Segue abaixo, mais uma vez, o calendário de 2007.


200 km - 20/01 - Ubatuba- SP - Realizada
200 Km - 28/01 - Florianópolis, SC - Tranferido para março (aguardar nova data)
200 km - 10/02 - Via D. Pedro- SP
200 KM - 04/03 - Santa Cruz do Sul, RS
200 km - 10/03 - Curitiba - PR
200 Km - 10/03 - Niterói, RJ
200 Km - 10/03 - Campos do Jordão- SP
200 Km - 11/03 - Caxias do Sul, RS
200 km - 18/03 - Ijuí, RS
200 km - 31/03 - Curitiba - PR
300 Km - 31/03 - São Paulo - SP
200 Km - 25/03 - Brasília- DF
200 km - 01/04 - Lajeado, RS
300 KM - 14/04 - Santa Cruz do Sul, RS
300 Km - 22/04 - Brasília-DF
300 km - 28/04 - Curitiba - PR
400 Km - 29/04 - São Paulo - SP
400 km - 19/05 - Lajeado, RS
400 km - 26/05 - Curitiba - PR
600 Km- 08/06 - São Paulo
600 km - 16/06 - Curitiba - PR

domingo, 4 de fevereiro de 2007

Depende.

Depende do número de inscritos e dos patrocínios que estamos tentando conseguir.

Ano passado oferecemos algo a mais do que o óbvio que é a numeração, mapa, passaporte, água e banana. Oferecemos também:
- a homologação da prova, foi uma das 2 provas homologadas em 2006 no RS (a outra foi Santa Cruz)
- Buffet livre por 4 "real" na noite anterior a prova.
- 2 gatorades genéricos, o Frukito que é fabricado aqui em Lajeado
- 1 barra de cereal
- 1 lanche no km 160
- 2 ambulâncias, 1 acompanhando a prova e outra na chegada
- 6 carros de apoio
- apoio mecânico em 2 Pc´s.

Esse ano vamos no mesmo caminho, só não vai ser possível oferecer o jantar nos mesmo moldes do ano passado, onde a organização dava R$ 4,00 e o ciclista o mesmo valor. Teve gente que comeu para quase R$ 30,00!! Esse ano pretendemos dar um vale e o restaurante vai dar um desconto sobre o restante do valor.

Pode ser que tenhamos camisetas esse ano. Mas não vai ter para todo mundo e vai ser só para quem se inscrever até umas 2 semanas antes. Ou alguém acha fácil encomendar o tamanho certo de uma camisa quando o ciclista se inscreve na 6a., paga na 2a. e a gente fica sabendo se pagou só na 3a., 5 dias antes da prova? Mas isso está indefinido, pois ainda estamos conversando com um possível patrocinador exclusivo para as camisas.

Hospedagem gratuíta é difícil, mas vamos tentar um esquema com os hotéis. Ano passado teve hotel que fez R$22,00, com café da manhã e diária extendida até domingo à noite.

Mais próximo da prova a gente fala um pouco mais à respeito.

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007

Edimar "Graxa" da Silva


Toda vez que deparo com uma lista dos melhores em alguma atividade fico com um pé atrás, desconfiado, achando que é mais uma daquelas listas que misturam coisas diferentes em épocas diferentes e que parecem que são feitas apenas para gerar uma polêmica inútil em uma revista de fofocas.

Apesar disso, ou talvez por causa disso, me senti no direito de escolher o maior ciclista brasileiro de Audax. É apenas uma opinião pessoal, que ninguém se ofenda com essa escolha.

Para mim o "cara" do Audax do Brasil não é o Manuel Terra, que poderia ser escohido por ter sido o primeiro (e até agora único) a ter pedalado um PBP, ou mesmo o meu conterrâneo Paulo Roberto Bagatini, que com a cara, a coragem e quase que nenhum conhecimento encarou um 1200 na Austrália e foi até quase o fim.

O cara é o Graxa, ou melhor o Edimar da Silva, ciclista de Butiá, gente simples que faz do Audax quase que uma profissão de fé. Ele pedalou até agora 19 provas, 1 em SP e TODAS AS 18 já realizadas no RS. A saber:

São 8 de 200 km (2004 - Poa, 2005 - Poa 2x, SCS e Cx; 2006 - Poa, SCS e Laj),
6 de 300 km (2004 - Cx, 2005 - Poa 2x e Cx; 2006 - Poa 2x) ,
3 de 400 km (2004 - SP; 2005 e 2006 Poa),
2 de 600 km (2005 e 2006 Poa)

Até agora foram 5.800 km pedalados só em Audax.

O Graxa desmonta o mito de que para pedalar um Audax é necessário uma bicicleta de (no mínimo) R$ 5.000,00, acessórios de última geração, treinamentos com um personal trainer e outras bobagens que são ditas por quem não conhece o esporte. É claro que seria mais fácil pedalar com tudo isso, mas ele deixa claro que uma velha Caloi 10 meia boca, um bom pulmão, um par de pernas e muita força de vontade levam qualquer ciclista muito longe.

O Graxa é, sem dúvida, uma das lendas do nosso Audax.

Se alguém quiser conhecê-lo é só pedalar qualquer das provas de 2007, pois certamente ele estará por lá.

Os créditos da foto são do Ricardo Wickert do Águas do Sul www.aguasdosul.com.br