sábado, 29 de dezembro de 2007

Encerrando 2007

Sempre me disseram que um blog só sobrevive se tiver alguém disposto a mantê-lo atualizado, e acredito que até o início de dezembro cumpri essa regra básica. Logo depois da prova de SCS, o excesso de trabalho e os primeiros passos da minha filha me fizeram perder um pouco o rumo. Menos mal, que as razões para essa "parada" são compreensíveis, a surpresa é que o blog continuou com mais de 30 visitas diárias, mesmo sem a atualização do conteúdo.

Nos próximos 2 meses não teremos nada de importante acontecendo no nosso micro-universo ciclístico, por isso resolvi começar a escrever uma série de artigos sobre dicas básicas para Audax. Não existe nada de surpreendente nisso, mas é importante tentar passar um pouco da experiência acumulada ao longo de 19 provas e mais de 5.000 km pedalados só em Audax.

O primeiro desses artigos deve estar disponível no dia 01/01, se algum leitor tiver algo a acrescentar por favor, entre em contato, pois nada do que escrevo é definitivo, são apenas as minhas impressões sobre o nosso esporte.

Nos vemos em 2008.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Mapa do Audax no RS

Ao fim da 4a. temporada, ou melhor, início da 5a, pois SCS já contou para a temporada 2008, as provas de Audax começam a cobrir uma pequena parte do mapa do RS. Durante esses 4 anos tivemos provas em Porto Alegre, Caxias, Santa Cruz, Ijuí, Lajeado e Pelotas e o mapa abaixo mostra um pouco disso. É um arquivo pesado para quem ainda não tem banda larga, mas que vale ser visto por quem já pedalou, ou ainda pretende pedalar uma prova dessas. Os caminhos do Audax estão em amarelo. Se alguém quiser ver em uma resolução maior eu mando por email.

Clique na imagem para ver com maior resolução.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Mais fotos

Dei uma incrementada no álbum de fotos da prova de SCS. Algumas dessas fotos merecem destaque, a primeira delas mostra a família Nogueira Pinto depois de completar a prova. O Orion e o Wilian já haviam pedalado 2 Audax, faltava apenas a matriarca fazer a sua parte!

A segunda foto mostra outro momento "família" é o Celso e a Patrícia recebendo a medalha e o certificado. Teve bastante disso em SCS, além deles outros casais também pedalaram toda a prova lado a lado.


Para ver todo o álbum é só clicar aqui.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Álbum de fotos

O álbum está bem "pobrinho", tem várias fotos que o Giovani Faccin tirou da turma de Lajeado, além das fotos da Andréa, do Carlos, do Marcos e do Miguel, além disso tem as fotos que o Luiz Faccin publicou no Inema.

Não tive tempo de comentar as fotos, amanhã devo fazer isso.

Se alguém tiver mais material me mande, enquanto isso vou tratar de arrumar um cabo novo para transferir as fotos da minha máquina para o PC.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Mais fotos do Audax SCS

Depois do PBP2007 a mulher do Luiz Faccin o proibiu de subir na bicicleta por uns 6 meses, por isso ele passou o domingo inteiro tirando fotos da prova de Santa Cruz do Sul. ;-)

As fotos estão no Inema.

Tem também as fotos do filho do Faccin, o Giuseppe, que resolveu estrear como fotógrafo aos 6 anos de idade.

Vou montar um álbum com essas e outras fotos e disponibilizar para todos, por isso se alguém tiver algum material que quiser que seja colocada lá é só mandar o arquivo para mim. cfkieling arroba gmail ponto com

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Audax 200 - Ubatuba/SP

Já estão publicados no site do Audax Brasil os resultados do Audax 200 e do Desafio 100km de Ubatuba.

Audax 200 SCS - tempos

O pessoal de Santa Cruz foi rápido! Já está no site do Santa Ciclismo os tempos de todos os participantes da prova. Clique aqui para vê-los.

Audax SCS 200 - primeiras fotos

As 2 fotos abaixo foram enviadas por pessoas que participaram do Audax e que são leitores do blog.

A primeira foto é da Andréa Schnack que fez apoio para o Henrique, que é seu namorado. Nessa foto aparece o Expresso Lajeadense a menos de 10km da chegada se preparando para o trecho final da prova.


A segunda foto foi enviada pelo Carlos Polesello, onde aparece ele ao lado do Cristofer B. L. Sulzbacher, que possui 11 anos e não os 12 que lhe atribuí no post anterior. O Cristofer foi acompanhado durante toda a aprova pelo seu pai e com esse feito tornou-se o ciclista mais jovem a completar um brevet de 200 km na América Latina.

À noite coloco mais algumas fotos que o Giovani Faccin mandou.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Pela décima primeira vez fui vitorioso num Audax 200, seria um grande feito se não fosse o fato de que todos os ciclistas que terminam essas provas são considerados vitoriosos. Mesmo assim valeu. Aconteceram muitas coisas legais por lá, algumas eu presenciei e de uma participei.

A turma de Lajeado foi o maior grupo a cruzar junto a linha de chegada, dos 14 ou 15 que foram até SCS, 7 cruzaram a terminaram a prova juntos! Isso mostra um pouco do nosso espírito de grupo.

Para quem ainda não entendeu o espírito não-compeititivo dessas provas tenho mais 3 exemplos.

- Teve 2 ou 3 casais que fizeram toda a prova juntos;
- A família Nogueira Pinto, pai (Orion), mãe (Lilian) e filho(Wilian) pedalaram os 200km lado a lado;
- Teve um menino de 12 anos que fez toda a prova ao lado do seu pai!

Se a minha máquina digital tivesse cooperado postaria agora mesmo algumas fotos, mas ela resolveu me sacanear, por isso acho que só amanhã à noite.

Se alguém tiver alguma foto e quiser enviar, fique à vontade, o meu email é cfkieling arroba gmail ponto com

Os meus sinceros cumprimentos ao Marco Valim e toda a sua equipe que organizaram uma prova sem falhas e que provaram que Santa Cruz do Sul é um local privilegiado. São de lá 2 dos 4 audaxiosos brasileiros a completar o PBP, é lá que se organizam muitas provas de ciclismo (Copa Santa Cruz, Enduro de Regularidade, Corridas de Aventura,...) , é de lá também o presidente da Federação Gaúcha de Bicicross e muitas outra coisas.

Por tudo isso vale a pena pedalar por lá!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Entregas dos passaportes de 2007

Os organizadores das provas de Lajeado e Santa Cruz do Sul em 2007, eu e o Faccin, estaremos entregando aos participantes da prova do próximo fim de semana os passaportes das provas 200 e 400 Lajeado e 300 SCS.

A entrega provavelmente será feita ainda no sábado à noite durante a janta, quem lá não comparecer poderá retirar esse material no domingo. Só lembro que o Faccin será voluntário e eu devo fazer a prova numas 12 horas, ou seja, pode ser que a espera pelo passaporte seja demorada para os primeiros a terminar a prova.

Quem não participar da prova ou se retirar antes de falar conosco, receberá o passaporte com o selo do ACP pelo correio.

Audax SCS - 86 inscritos!!

O Audax de SCS teve 86 inscritos! É um número muito bom para uma prova fora da "temporada oficial", e olha que o Valim estava torcendo para que a prova tivesse pelo menos uns 30 inscritos.

Eu achava que a prova teria umas 50 inscrições, de vez em quando é muito bom errar uma previsão!

sábado, 24 de novembro de 2007

Parece que teremos tempo bom em Santa Cruz do Sul no próximo fim de semana, é uma boa forma de "São Pedro" se redimir da "sacanagem" da prova realizada em março desse ano na mesma cidade. Naquele dia tivemos um dilúvio com forte vento contra que foi precedido por temperaturas perto dos 40 graus.

Os mais de 100 inscritos agradecem!

A previsão do tempo para Santa Cruz ficará disponível até domingo que vem na coluna que fica à direita no blog.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

Encerram-se hoje as inscrições para o Audax a ser realizado no dia 2/12, essa prova ocorrerá entre as cidades de Santa Cruz do Sul e Encruzilhada e já possui mais de 70 inscritos!!!!

As inscrições podem ser feitas no site do grupo Santa Ciclismo.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Audax SCS - 40 inscritos

O Audax "fora da temporada" de Santa Cruz do Sul já é um sucesso!! Os 40 inscritos já são uma garantia que a prova terá muitos atrativos, já confirmaram presença "malucos" de todas as espécies, mas vale a pena ressaltar as inscrições de 2 "Luízes": o Faccin e o Lazary! Para quem andou por outro planeta nos últimos meses, vale dizer que os 2 andaram pedalando o PBP2007 e a eles certamente se unirá o Erich Brack outro sobrevivente dos 1227 km franceses.

Lembrem-se: as inscrições encerram-se na 6a. feira dia 23/11.

sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Audax 2007 - selos de homologação

Depois de mais de 7 meses e meio finalmente chegaram os selos de homologação das provas de Lajeado!! Quem me deu essa notícia foi o Luiz Faccin que foi o organizador de 2 provas em SCS nesse ano. Os selos estão em SCS e me serão entregues ainda nesse fim de semana, semana que vem serão colados nos passaportes e até o início do mês de dezembro serão enviados para quem completou a prova.

Vai aqui o meu obrigado ao Antônio Costa, organizador do Audax de Ubatuba que conseguiu "resgatar" esses selos e nos enviar.

Para quem ainda não sabe todas as provas SÉRIAS de Audax no Brasil são homologadas pelo ACP - Audax Club Parisien e a homologação se dá pela emissão de um selo onde consta o número da homologação do resultado de cada atleta. Essas homologações podem ser vistas no próprio site do ACP.

Infelizmente, o processo de envio dos selos foi extremamente lento esse ano, pois apesar de termos cumprido todos os quesitos necessários e a homologação ter sido feita, mesmo com atraso, o envio dos selos teve um atraso injustificável.

Quem for pedalar Audax em 2008 deve ser extremamente crítico na cobrança desse direito garantido por todo organizador SÉRIO, ou seja, a prova tem que ser homologada e todo o ciclista que completar o percurso dentro do tempo estabelecido tem o direito de receber o seu passaporte de volta com o selo colado.

Para uns pode parecer bobagem, mas é um direito e deve ser respeitado.

A propósito, estamos começando muito bem a série em 2008, as provas de Ubatuba e Santa Cruz do Sul tem a frente o Costa e o Valim, pessoas que já deram várias demonstrações de seriedade no trato das coisas do Audax no Brasil, seja como voluntários, organizadores ou ciclistas.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Abertas as inscrições para Santa Cruz do Sul

Ao apagar das luzes do dia em que foi prometido as inscrições para a prova de Santa Cruz do Sul foram abertas!! Ontem às 22 horas o Luiz Faccin (tinha de ser ele) foi o primeiro a se inscrever para a prova.

Quem quiser se inscrever é só ir no site do Santa Ciclismo, para olhar quem já se inscreveu clique aqui.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Altimetria Audax 200 - SCS

A prova de SCS começou muuito bem! O Udo, tinha que ser ele, fez um levantamento muito legal para a prova do dia 02/12. Ele comparou a altimetria de SCS com a prova de Pelotas, que pedalamos em setembro, e com parte da outra prova de SCS realizada em março deste ano.

Mais do que a altimetria, o Udo mostra as principais referencias da prova que certamente serão úteis a todos os ciclistas que resolverem encarar o primeiro Audax 200 realizado em dezembro aqui no RS.

As inscrições devem ser abertas ainda nessa semana.

Nos vemos lá.Clique na imagem para visualizar melhor.
*Eu tive de "mutilar" a imagem para que ela ficasse de um tamanho razoável. Quem quiser ver no tamanho original é só entrar em contato.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Audax 200 de SCS - Hospedagem

O Valim entrou em contato nos dando algumas informações sobre a prova de Santa Cruz do Sul a se realizar no dia 02/12. A largada será no hotel Feldmann junto ao distrito Industrial da capital gaúcha do Oktoberfest.

Se alguém quiser ir se organizando pode anotar o telefone do hotel 51 3719-1040 que fica na BR471 km 49.

Semana que vem as inscrições se iniciam através do site do Faccin e certamente a Faccin Bicicletas também estará recebendo inscrições.

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Relatos PBP - Luiz Maganini Faccin

Demorou, mas saiu o relato do Faccin. E ele promete um relato mais detalhado em breve

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Segue abaixo o meu relato atualizado e algumas dicas!

O próximo Paris Brest Paris é só em 2011!
Ano que vem tem 1400km Londres Edinburgo Londres 110 horas
Nos links abaixo vc encontra algumas dicas de equipamentos:
http://www.faccinadventure.com.br/
clique em dicas
Veja também os links no site e os links abaixo:


http://inema.com.br/Audax/

http://inema.com.br/mat/idmat067995.htm

http://inema.com.br/mat/idmat067993.htm

Relato Audax 1200 km Luiz M. Faccin quarta versão:
A primeira versão escrita ainda na França está no blog:
Blog sobre Audax - http://www.audaxlajeado.blogspot.com/

A segunda versão é a mais completa e não está disponível!

A terceira versão é a mais reduzida e sairá na revista Sul Sports de novembro
http://www.sulsports.com.br/site/default.asp

A quarta versão abaixo:

Paris Brest Paris 2007.
5-Relato Luiz Maganini Faccin
Largada às 21h e 30 minutos do dia 20 de agosto. A emoção da largada. Estávamos na rua em frente ao ginásio para o tão esperado momento, caia uma chuva fina, fogos de artifício, discurso em francês com orientações aos participantes, contagem regressiva, buzina. Lentamente os ciclistas mais a frente vão se movendo até que, chegou a minha vez de girar os pedais e passar em baixo do pórtico. Um misto de alegria e de esperança, eu estava lá, depois de tanto tempo, eu estava lá.
Primeira noite com chuva, mas sem muito frio, como tinha dormido pouco nas noites anteriores, fiquei com sono das 5h ate as 16h deste dia. Choveu muito ao meio dia. Pedalei mais com o Jorge, português que pedalou o quinto PBP e a Silvie que é francesa e também estava com a camisa do Brasil. Gostei muito de passar em Logni Au Perche e principalmente de ver a igreja iluminada na madrugada, foi muito rápido, não podia olhar, tinha que prestar a atenção nos ciclistas a frente. Deu vontade de parar, mas foi a primeira amostra das dezenas de igrejas e belas vilas por onde passaria nos próximos dias e noites.
Paramos para almoçar no PC e quando fui descer uma escada molhada caí, bati o cotovelo esquerdo, braço direito e as costas. Sorte que eu estava com gel, luvas e carteira no bolso da camisa e protegeu um pouco. Saí na rua, no estacionamento de bike, na chuva, com dor e pensei em ir para a enfermaria do PC, mas iria perder tempo, melhor nem olhar, até o final do “Audax” devia estar curado. No estacionamento, veio um casal francês falar comigo. Eles perguntaram de onde eu era, etc. e pediram o meu autografo. Estavam com um cartão postal com assinaturas de tudo que é tipo, inclusive em japonês, escrevi meu nome, o país e dei um adesivo do Brasil para eles. Saí mais animado depois desta conversa, mas perdi o contato com o Jorge e a Silvie.
No começo pedalávamos sempre no vácuo dos outros ciclistas e se forma uma fila interminável. Mesmo depois você sempre encontra outros para andar junto, se for o caso reduz o ritmo e fica em outro grupo. Nos PCs tem comida boa e barata, mas um pouco de fila.
Sai do PC de Tinteniac, km 365, andei uns 8km e o núcleo do k7 começou a falhar, até que não pegou mais. Bati e ele funcionou. Andei mais de 40 km sem parar de pedalar, freando na decida e pedalando sem parar na subida. Tive que parar para urinar, mais uns 15 minutos e o núcleo engatou, assim eu fui, e fiz muitas vezes, haja paciência. Chovia, como chovia quase sempre, e um italiano me alcançou, sofri, mas consegui conversar com ele, quase só falava francês, ele era de Bergamo e ficou apavorado quando o núcleo falhou novamente! Perguntava o que eu iria fazer e eu só disse, deve andar, vou girar até firmar, depois disto parei mais umas 4 vezes. Estava cansado e não conseguia manter sempre a corrente esticada e girando. Cada parada, um desânimo a mais, estava pensando na possibilidade de desistir e me preparando psicologicamente para isto. Parei em uma vila muito linda, algumas crianças e um senhor vieram me ajudar, mas não havia o que fazer. Estava desistindo, parei alguns minutos, tentei mais algumas vezes, e nada, mais algumas, e engatou, segui. Não sei quantas vezes parei. Mais de 75 km e cheguei no controle de Loudeac. O Lacerda que fazia um apoio voluntário ao nosso grupo, estava lá desolado, tinha batido o carro alugado para fazer o apoio. Eu estava querendo desistir, assim não tinha graça, mas acho que ele estava pior do que eu e tive que dizer que o carro a gente acertava depois e agora tinha coisa mais importante a fazer? Talvez desistir!!
Só iria desistir depois de comer e de dormir, e mesmo com o atraso eu tinha tempo, foi o que fiz. Dormi 3h e 30 minutos no carro. O Erich que tinha dormido me acordou, dizendo para não desistir e para irmos, mas eu tinha que acertar a bike! Disse: vai indo que eu vou decidir o que fazer. Comprei uma roda traseira por 58 euros, instalada na bike, peguei as coisas rapidamente, tomei café e sai para continuar na prova. Na realidade queria desistir mesmo, mas era muito legal passar por cada vila medieval linda e ver cada igreja, ver as pessoas torcendo na beira da estrada, lembrei do casal do autografo, de um senhor tocando gaita para os ciclistas na beira da estrada, das crianças abanando, das famílias com a mesa com queijo e vinho fazendo festa na frente de casa para ver os ciclistas. Não queria perder isto, e isto foi o que me motivou a sair em direção a BREST= só isto!
Estava chuviscando e escuro e eu sai, andei 3km e furei o pneu traseiro, troquei a câmara de ar, não tinha nada no pneu. Andei mais 3 km e furei novamente o mesmo pneu. Voltei pedalando com o pneu furado ate o pc. Falei com o cara da loja de bike, mostrei a fita de raio onde tinha furado a câmara, comprei mais duas e sai, adivinha? Andei 5 km e o pneu furou de novo, voltei lá e, acredite se quiser, fui educado como um francês, mas aprendi a reclamar educadamente, disse que era a terceira vez que estava furando, que era na fita e que eu estava cansado. Ele trocou a câmara a fita de raio e não cobrou. Eu nem quis centrar a roda, estava torta depois de andar tanto com pneu murcho. O pneu e bom e não estragou. O pc estava para fechar e eu sai atrasado e brabo e agora é que não desistiria, depois de ter sofrido tanto.
Depois de Loudeac andei um tempo sozinho e ainda estava escuro Pedalai com um grupo de espanhóis que andava bem, tinham ate treinador, equipe de 6 e tudo, eu andava só no vácuo, o trajeto tinha muita subida a andávamos a 20 km/h ou mais.
Chegamos no próximo PC (Carhaix) faltando 45 minutos para o fechamento e não demorei muito, os espanhóis ficaram lá furando a fila, conversando e comendo. O dia melhorou ( segundo dia) mas o vento muito forte e muita subida, vento de frente ou lateral. A previsão do tempo falava em vento de até 60 km/h e ele assoviava na bike, nunca tinha acontecido isto antes. Lia nos relatos do PBP que o pessoal caia e ficava dormindo na beira da estrada antes de chegar ao final do Paris Brest Paris, mas vi ciclista caído antes de Brest, que e a metade do caminho. Estava chegando a mais uma vila medieval, Sizun que tem uma igreja linda, uma subida, bares e lojinhas. Estava quente e os bares estavam cheios de ciclistas famintos, cansados, fedidos, alegres... Furei o pneu traseiro, mas desta vez foi um arame.
Parei no café, compre 2 sanduíches de baguete, água e café, sentei na escada em frente e fiquei comendo e observando tudo. Fui na lojinha do lado e comprei alguns postais da cidade, já que estava sem maquina fotográfica. Estava saindo quando lembrei que tinha que trocar a câmara de ar. Para chegar a Brest ainda era longe, sempre e longe depois de ter pedalado tanto, mais longe com vento contra.
Estava chegando no Finistere e tinha muita subida. Alcancei um casal em uma tanden e perguntei se ainda faltava muita subida, pois via que a mulher tinha um gráfico com as altimetrias da prova e ela me respondeu: falta 4 km, mas depois tem 16 km de descida e comemorou. Pensei, se tem 16 km de descida na volta serão 16 de subida. A decida quase nem senti devido ao vento contra.
A chegada em Brest com calor, vento foi emocionante, mais emocionante foi ver um senhor tocando gaita de fole da Bretanha para os ciclistas que passavam em uma esquina. Deu vontade de chorar e eu chorei mesmo, nem sei porque, foi de emoção e foi bom. A ponte de Brest e linda, mas tem um vento lá em cima! Na chegada a Brest também vi um ciclista acidentado sendo atendido por uma ambulância.
Em Brest, comi massa, molho, arroz, e deitei um pouco na grama e sol para descansar, enquanto o aro traseiro da bike era mal centrado.
Agora só faltava voltar, só isto? Parece fácil? O vento era a favor, ou lateral e eu andava no meu ritmo e o meu ritmo no plano era de mais ou menos 25 km/h, mas isto eu não tinha como ter certeza nunca, o velocímetro ficou sem pilhas no km 260. Eu estava sem velocímetro, e sem relógio, só perguntava as horas nos pcs e sabia o quanto de tempo tinha chegado antes do fechamento, era isto que importa!
Depois de Brest havia algumas decidas mais fortes, em uma destas, estava no vácuo de uma bike reclinada aro 26, pedalando o mais rápido possível, quando escutei o som de algo cortando o ar. Fomos ultrapassados por uma bike reclinada com carenagem que devia estar andando a uns 110 km/h. Incrível!
Rendia bem, tinha muita subida pela frente, mas não era tão forte e o vento a favor. Só no final a subida era mais forte. No final da subida (16 Km) tinha muitos carros e muita gente oferecendo água, banana, café, lembrava a volta da franca, com menos gente e claro. Certo, talvez esteja exagerando um pouco. Comi banana e tomei café. Aquele é o melhor café porque você bebe quando está mais precisando. O senhor quando disse que era brasileiro pronunciou algumas palavras em português para, eu acho, ser gentil.
Cheguei novamente em Sizun e parei para tomar um glace ( sorvete) e uma Coca Cola no Café du Centre. Gostei muito de Sizun, acho que foi também porque foi um dos poucos lugares no PBP que consegui fazer paradas para descanso com sol. O clima do lugar era de PBP.
Cheguei a Carchaix, a chuva voltou.. Jantei e comi o cardápio básico: sopa, arroz, molho e massa. Comprei café e uma lata de Coca Cola e coloquei no bagageiro da bike.
Conversei com um senhor francês que estava pedalando o oitavo PBP, ele disse que este foi o mais difícil, devido a chuva e o vento; ele estava no mesmo local que eu onde fomos nos esconder um pouco para passar creme contra assaduras nas partes mais afetadas.,
Depois de Carchaix, de comer eu segui para o próximo PC e para enfrentar a noite. Estava motivado, mas consciente, sempre conseguindo chegar com um tempo de sobre nos PCS, conseguindo pedalar bem e sem dor. O que sentia as vezes era a pressão baixa e a tortura/sono, mas aprendi a lidar com isto. A noite estava chegando, seria a terceira noite no PBP. A chuva forte veio antes do escurecer. Cheguei em Loudeac não sei exatamente o horário, mas devia ser quase 23h, pois só escurece as 22h e escureceu mais cedo devido a chuva forte. Chovia! Eu tinha tempo para dormir, mas aonde? Era aconselhável tomar um banho, mas até nem sentia tanta necessidade. Eu deveria comer. Estava precisando escovar os dentes novamente e isto sentia mais falta do que do banho. Cheguei no carro de apoio que estava lá no mesmo lugar. O Lacerda estava dormindo. Peguei o material para banho, a calça impermeável para uso no restante da prova, meias, etc.
Depois do banho eu fui para o restaurante comer alguma coisa. O restaurante estava lotado de gente dormindo. Comi algo a sai a procura de lugar para dormir. Dormitório cheio, sem vagas. Bancos, e qualquer outro local mais abrigado estavam ocupados Não tinha outra opção e o melhor era dormir no carro novamente. Não sei o horário exato que dormi, mas pretendia acordar às 4h para sair com alguma folga de tempo. Coloquei o celular para despertar e apaguei.
Acordei para o terceiro dia de PBP. O Lacerda, disse, tu tem tempo dorme mais uma hora e não se preocupa que eu te acordo. Acho que nem respondi e dormi. Acordei novamente, ou fui acordado, e está uma hora fez muita diferença, me sentia melhor. Fui para o café, comi algo, peguei a bike no estacionamento, ainda bem que deixei bem em um canto, senão não saberia onde estava entre as centenas de bikes. Chuviscava a estava escuro, passei creme gelado contra assaduras e sai.
Estava motivado e concentrado. Limpei os pensamentos e a única coisa era pedalar, ver a paisagem, curtir pequenos momentos e conversas no caminho. Estava bom estar pedalando o PBP. Não tinha noção exata do tempo, continuava sem olhar as horas e não me preocupava com a chegada, mas com pedalar no ritmo que seguia sem estar cansando, ver lugares de dia que não havia visto antes, por ter passado durante a noite. Não sabia se era antes de ½ dia, ou de tarde, se era mercredi, jeudi ou vendredi. As minhas preocupações eram: não perder a concentração, não perder tempo, não estragar a bike novamente e não cair de sono com a chegada da noite.
. Estava chegando onde eu queria, estava cada vez mais perto do km 900 sem estar com dores e sem estar desmotivado.
Estava sempre atento ao que estava sentindo e acontecendo. As vezes tinha quedas de pressão e em uma destas quedas eu resolvi parar e o Richardt me alcançou. Motivado e feliz gritou para eu pedalar. Ele estava motivado e consciente das dificuldades, mas não tão bem fisicamente quanto eu. Foi muito bom pedalar com ele por algum tempo, me motivei, falei alguma coisa em português e tinha um companheiro. Também foi muito bom os apoios do Denis e o Costa que nos pcs ajudavam , melhorando a moral, o que e importante. Chegamos e saímos juntos do PC de Tinteniac. Estava pedalando no meu ritmo, as vezes seguia algum grupo como um da Suécia. Antes de Fougeres deixei o Richard para trás quando ele parou em uma vila e eu segui com 2 espanhóis, 2 italianas, 2 franceses e um bando que foi se juntando atrás
Em Fougeres, comi bem, novamente não tomei café durante ou depois de comer, e deitei um pouco antes de sair, isto ajudou muito! Tinha medo de deitar a beira da estrada, dormir e não acordar, coisa muito comum neste PBP!!!!. Comprei café e uma lata de coca cola, levava o café na garrafa de água no bagageiro.
Em Fougeres estava chovendo e depois disto também, mas confesso que as coisas ficam um pouco confusas. A sensação agora é que foi tudo tão pouco, ou tudo se limitou a repetição das pedaladas. Em um controle perguntei para uma senhora o horário que fechava o pc e depois perguntei que dia era hoje O importante era o seguinte, a noite estava chegando. Uma pedalando, outra dormi em Loudeac, mais uma em Loudeac novamente e eu estava na quarta noite de PBP, a ultima! Para dormir tinha que chegar com folga de tempo nos pcs. Para pedalar mais lento tinha que ter folga de tempo. Para ter folga em caso de pane na bike o mesma coisa. Estava mantendo, mais ou menos, o meu planejamento e os principais itens eram chegar com folga de tempo nos pcs, não parar muito tempo, evitar paradas desnecessárias, comer bem, beber, economizar energia, estar com a cabeça em dia,.
Cheguei em Montagne au Perche a meia noite e 30 minutos. Carimbei o ‘livrinho de rota”. Cada chegada nos PCs ( controles) eu alcançava o cartão magnético para o voluntário da mesa que passava no leitor. Era uma satisfação porque sabia que naquele momento alguém deveria estar no Brasil acompanhando a prova e sabendo: O Faccin chegou no PC de Mortagne au Perche. Estava feliz por saber que alguém estava torcendo por min.
Deitei no chão perto da entrada ao lado de outros malucos.
Só faltava mais um e a chegada.
Dormi 15 minutos e acordei com frio, mas sem sono e bem mais descansado. Tomei café, comi algo e segui. Tinha folga de tempo, poderia dormir mais, mas peguei mais café e Coca Cola e fui.
Tinha muita subida novamente, chuva, e escuridão.
Sai de Mortagne praticamente sozinho, mas não demorei e alcancei alguns ciclistas e pedalávamos a alguns metros uns dos outros.
O sono! Muito sono na ultima noite. Em alguns momentos, enxergava coisas na estrada que não existiam. Um poste branco e eu avistei um policial francês. Uma sombra no asfalto e eu avistei uma mulher. Balançava a cabeça e as imagens sumiam.
A luz da bike formava uma imagem redonda, as coisas cruzavam por este circulo como em um túnel, o túnel do tempo, um túnel de sono, algumas vezes desliguei o farol, mas o sono continuou. O café, a Coca Cola e a guaraná pareceram sem efeito, mas deve ter feito sim.
Estava chegando no horário do sono, para min o mais critico que é entre 5 e 6h da manhã, na ultima noite de um pbp. Algumas vezes fiz um zigue zague na pista, parei onde havia luz, bebia água, caminhei, mas não melhorei muito, mas segui. Um italiano de 46 anos, que eu nunca vi, me perguntou se não tinha alguma coisa ou se o PC era longe, não lembro, mas entendi bem e respondi em italiano. Acho que quem estava respondendo era a minha alma! Andamos algum tempo perto um do outro, mas não tanto já que ele andava em zigue-zague bem maior que o meu.
Cheguei em DREUX, ultimo PC era cedo e tinha tempo suficiente para fazer os mais 78km até a chegada. Era dia e era o ultimo dia do PBP, o quarto dia!
Dormi 15 minutos com a cabeça em cima da mesa e acordei com alguns franceses que estavam comentando sobre algo pouco comum, ver a camisa do Brasil no PBP. Muito simpáticos estavam pedalando juntos o terceiro PBP. Conversei um tempo com eles e me avisaram que tinha mais 3 subidas fortes até a chegada. Tomei café, comi e estava lento, perdi um tempo comendo, mas perdi mais tempo na fila do banheiro.
Segui pedalando rápido por uns 30 km e depois chegamos em varias subidas em uma floresta e eu fui no ritmo normal sem muita pressa. Estava acabando o PBP. Estava com um misto de alegria e tristeza. Tinha passado tanto tempo, esperando, planejando e pensando e já estava acabando.
Cheguei a uma planície chata e sem graça, mas talvez sem graça estivesse eu, mas não tinha muito o que ver.
Nesta planície faltavam placas, que foram roubadas com certeza, alguns ciclistas seguiram em direção errada. Eu parava e olhava e carta e as placas nas outras direções.
A emoção da chegada: estava acabando mesmo?
Faltavam uns 25 ou 30 km para a chegada e avistei 3 ciclistas dormindo na grama em uma esquina. Gritei, sem parar, mas não acordaram, fico pensando será que acordarão a tempo?
Próximo a chegada choveu de novo e eu me molhei, estava com a camisa do Brasil e queria chegar com ela, sem colocar o corta vento. Muitos semáforos fechados, gente torcendo a gritando e cheguei as 12h e 26minutos. O Lacerda e o César Barbosa estavam lá. O César me alcançou bandeira do Brasil que eu fui segurando. Cheguei com outros ciclistas, alguns eram amigos do Jorge e estavam perguntando por ele, mas eu não tinha informações.
Fiquei um tempo no ginásio conversando com o pessoal, encontrei a Dinamarquesa e o marido, as italianas, outros italianos perguntando da prova, do Brasil, alegres. Que chulé naquele ginásio! Muitos ciclistas dormindo nas arquibancadas, descalços e com pés brancos. O Lacerda me levou de carro para o hotel, poderia ter ido pedalando, mas deixei a bike para o César.
O dia seguinte:
Depois do café fomos devolver o carro alugado para o apoio. Na volta avistamos 3 ciclistas. Uma mulher chorando, um outro arrumando a bagagem e um outros saindo. Eles ainda estavam na estrada retornando para Saint Quentin. Eles ainda estavam no Paris Brest Paris, devem ter dormido no caminho, ou simplesmente não haviam chegado a tempo, mas como a prova é sem apoio estavam na estrada.
Outros comentários rapidos
- Lixo na estrada jogado por ciclistas, inclusive roupas e calçacos;
- Avistei várias vezes carros de apoio escondidos nas estradinhas;
- Alguns trechos da asfalto são ásperos e não são tão bons, como por exemplo, as estradas do audax 600 de Campinas. As estradas não são tão sujas como as do Brasil, mas independente disto vi muitos ciclistas com pneus furados.
- Avistei muito ciclista parado telefonando na beira da estrada;
- O Paris Brest Paris tem muita subida e dizer que o percurso é plano não é 100% certo!

domingo, 4 de novembro de 2007

Vídeo dos brasileiros no PBP2007

O Dênis fez uma colagem de várias fotos dos brasileiros que foram ao PBP2007 e publicou no Youtube, vale a pena dar uma olhada para se inspirar para 2011.

Audax 200 em Ubatuba


O pessoal de SP tem uma oportunidade de fazer um Audax fora do calendário oficial, o Antônio Costa está convidando para o Audax de Ubatuba que será realizado dia 1o. de dezembro.

Mais informações no site do Audax Brasil.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Equipamentos para o PBP

Após o PBP o Faccin e o Kardel foram na Eurobike, lá eles viram muitos equipamentos que os europeus usam em provas de longa distância e que muitas vezes não stão disponíveis para nós.

Abaixo email do Faccin ao grupo de discussões AudaxBr.

*****

Garimpando na Eurobike!

1- Como um ciclista que havia participado do Paris Brest Paris a poucos dias eu não pude deixar de prestar a atenção em alguns produtos e marcas muito utilizados neste evento e em outros muito úteis para pedaladas de longa distancia.

Pneus Schwalbe, marca de pneus conhecida na Europa, mas muito pouco utilizados no Brasil. São pneus de boa qualidade, mas o destaque e a especialidade são os pneus com proteção anti-furo ( www.schwalbe.de). Pneus para todos os tipos de bike e com vários tipos e níveis de proteção, desde pneus leves para strada até pneus mais pesados para ciclo-turismo.
Também estavam presentes na feira as demais principais marcas de pneus, Maxxis, Michelin, Hutchinson, Continental, ...
Aros Mavic, Os destaques da Mavic com certeza são as rodas montadas e principalmente os lançamentos, R-Sys, Cosmic Carbone Ultimate, Ksyrium Sl Premiun e Ksyrium Sl que devem estar disponíveis no mercado Europeu a partir do final do mês de setembro. O modelo R-Sys o mais leve em alumínio da marca com 1355g o par e o modelo Cosmic Carbone com 1185 gramas o par eram os mais observados, mas não pude deixar de namorar os aros modelo Open Pro. Os modelos com raiação normal de 32 raios são os mais flexíveis e mais indicados para longa distancia.( www.mavic.com)
Selim da marca Brooks: São selins fabricados em couro e possuem uma aparência de não serem nada confortáveis, mas com certeza foram os mais utilizados no Paris Brest Paris. Segundo os usuários o formato do selim é que proporciona uma maior comodidade nas pedaladas acima de 300 km (http://www.brooksengland.com/). Os modelos City/Touring são muito utilizados nas bikes desta linha a mostra na feira. Gostei muito da fita de guidão em couro.
Bikes Scott: com um dos estandes mais concorridos da feira a Scott apresentou toda a linha 2008 de bike e acessórios. O destaque e a atração foi a bike Addict S.R. Edition com seus 3610 gramas e também a Scale LTD.
Não pude deixar de conferir as bikes da linha Sportster 2008, afinal foi com uma Sportster P2 modelo 2005 com alterações que completei o PBP. Varias marcas apresentaram modelos de bikes hibridas com geometria de mountain bike e rodas 700, Schwinn, Fuji, Trek, ...
Cubos de roda com geração de energia para farol. Marca alemã Schmidts que produz cubos com muita eficiência de iluminação e quase em aumento da resistência para girar a roda. Muito usado no PBP e que agora apresenta um novo modelo mais indicado para bikes aro 20 e reclinadas, ainda mais leve que os modelos já existentes. Tem um funcionamento bem melhor que os modelos da marca Shimano que são mais utilizados em passeios de curta distancia. Pouco conhecidos no Brasil e tem um custo elevado, mas é um ótimo produto.
www.nabendynamo.de
Bermuda da marca ASSOS. Praticamente uma unanimidade no Paris Brest Paris estava presente na feira sem apresentar muitas novidades, mas vale a lembrança. Outras marcas de vestuário utilizam o mesmo forro para bermuda da marca Suíça ASSOS.
Meias, toucas e luvas impermeáveis da marca Seal Skinz: Com aparência de um tecido
normal, possui uma fina manta interna que é imperceptível e que torna o produto impermeável. No estande era possível fazer o teste em um tanque de água. Parece ser a solução para os dias de frio e chuva.
http://www.sealskinz.com/

sábado, 27 de outubro de 2007

Contagem Regressiva

Em exatos 6 meses (27 de abril de 2008) acontece o Audax 200 de Lajeado. Para ninguém se esquecer da data coloquei a contagem regressiva na coluna à direita no blog.

Se alguém tiver alguma idéia de deixar essa contagem menos simplória entre em contato.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Já foi pubicado no site do Audax Brasil os resultados do Desafio 100km e do Audax 200 de Campos do Jordão. Mesmo não tendo nenhum conhecido em SP, vale a pena olhar os resultados da prova, pois na mesma página tem um gráfico com a altimetria. E ela pode parecer assustadora para quem está acostumado as provas do RS, que normalmente não passam por nenhuma serra.

domingo, 21 de outubro de 2007

Novidades para 2008

Novidades!
1- Teremos mais provas no Brasil;

2- Agora temos o código ACP para todos os clubes.

O que é código ACP?
O que é ACP?
ACP= Clube Audax Parisien

Para que serve este código?
Para identificar o clube organizador perante o CLube Audax Paris.

Porque esta identificação?
Para identificar o Clube Organizador, óbvio, mas de que adianta isto?
Para identificar o Clube/organizador que marca provas no calendário e não organiza, ou que não envia as homologações para o Clube Audax Paris, ou não cumpre as regras Audax, etc.

Isso representa mais garantia para o ciclista, basta cada um escolher as provas que vai pedalar e exigir as homologações do organizador!

Entre em contato com o organizador de sua prova ANTES dela acontecer e esclareça como ele irá se portar em relação ao descrito acima.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Fotos do Erich

O Erich Brack fez um relato muito bom do PBP2007, e lá no fim do texto tinha uns links para as fotos de toda a viagem. Acho que elas passaram desapercebidas para alguns, por isso, aí estão elas de novo.

Link com fotos pbp 2007

Link com fotos de Paris

Alemanha-Altmühltal Naturpark

Itália-Carrara e Cinque Terra

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Esquecimentos (quase) imperdoáveis

Essa vida de blogueiro amador :-( faz com que algumas coisas importantes deixem de ser registradas por aqui.

Uma delas foi a volta do último dos audaxiosos ao Brasil, o Guilherme Kardel foi um dos primeiros a ir para a França e o último a voltar. Deve ter tirado uns 3 meses de férias, além do Audax ele andou pela Eurobike.

O outro esquecimento foi bem pior, mas antes tarde do que nunca. O Faccin mandou esses dias para umas listas de discussão um depoimento da Rosane Silveira Gomes sobre o Audax 600 que ela fez em 2005, feito até hoje só realizado por mais 2 mulheres brasileiras. A Rosane tem uma série de problemas de saúde e mesmo assim fez uma série completa. Na prova de 400km a madrugada virou dia, tamanho a quantidade de raios que iluminavam a noite e no 600 choveu durante umas 12 horas de forma contínua. Abaixo a nossa homenagem a ela e ao pai dela, que foi um dos inspiradores para esse feito.
Foto: Inema

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Novas fotos do PBP

O Luiz Roberto Lazary reuniu algumas fotos tiradas por ele, pelo Faccin e pelo Cézar Barbosa e me mandou via email. Ali tem fotos de antes e depois do PBP, quem quiser olhar é só clicar aqui.

sábado, 13 de outubro de 2007

Para quem quer ir ao PBP 2011

Dicas do Luiz Faccin para quem ir a Paris em 2011, ele foi esse ano e pedalou o PBP!

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Para quem quer ir ao PBP 2011

Atenção! estas dicas não são para pedalar 1200 km, somente para ir!

1- Faça uma poupança e deposite um valor mensal. Economize para a viagem. Faça isto mesmo que você tenha condições de ir sem precisar fazer economias. O dinheiro continuará sendo seu e depois você poderá decidir se vai.

2- Pedale os eventos Audax. Adquira experiência. Pedale no mínimo até o audax 400 em 2008 e nos anos seguintes o maior numero de eventos possíveis.
Sempre que possível participe dos eventos longe da sua cidade;
Pedale as provas mais difíceis;
Tente pedalar pensando como se estivesse pedalando 1200 km. Adquira um bom ritmo de pedalada a treine mentalmente;
Não desista. Se você desiste em um avento de 200 km com certeza vai desistir no 1200.

3- Leia muito e estude tudo o que precisa saber para pedalar um 1200. Se possível fale com quem já pedalou, anote o que ele falou

4- Cuide da saúde. Comece agora fazendo o que precisa, cuidando da alimentação, redução de peso se for o caso, etc.
Faça o Paris Brest Paris 2011 ser um objetivo que sirva para melhorar a tua qualidade de vida, que sirva de estimulo para melhorar de saúde. Você vencerá mesmo sem ir, mas não desista, persista.

5- Não anuncie que você pretende pedalar o PBP 2011, não torne isto uma obrigação, ou objeto de cobrança dos companheiros de pedalada. Você não é obrigado a ir, ninguém é!
Você não precisa dar satisfação aos pessimistas e aqueles que nunca irão pedalar 1200, mas por isto pensam que você também não vai.

6- Acredite em você mais do que os outros acreditam, mas saiba dos seus limites. Os treinos para o 1200 não são para pegar preparo físico, mas para criar confiança e para poder planejar a longa jornada.

7- Planeje o 1200 com mais de 2 anos de antecedência. Descubra o que você precisa para pedalar o 1200 e o que ainda falta para você conseguir.

8- O Paris Brest Paris de 2011 está muito longe e até lá você poderá estar: casado, separado, com filhos, grávida, apaixonado, trabalhando em outra empresa, morando em outra cidade. Ter uma vida estável pode ser importante.

9- Se você não tem certeza de que quer completar o PBP. Se você está confuso, doente, cheio de problemas pessoais, familiares, depressivo, prepare-se para passear em Paris. Você tem até 2011 para resolver os problemas e preparar-se para pedalar 1227 km em até 90 horas.

10- Para pedalar 1200 km você precisa antes de tudo de tempo.
Tempo de até 90 horas;
Tempo para treinar;
Tempo para viajar;
Tempo em cima da bike.
É tudo uma questão de tempo, você tem?Você quer?

Abraços!

Luiz Maganini Faccin
Audax 200 Santa Cruz do Sul
02 de dezembro de 2007
www.faccinadventure.com.br

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

PBP - Análise dos resultados IV

Quando ouvimos que 2007 foi o pior ano da história recente do PBP, nós acreditamos nos nossos "heróis", pois somos amigos deles e/ou admiramos a sua disposição de ir tão longe fazer o que nós gostamos.

Eu sou um eterno desconfiado e só os números poderiam me dar a certeza que "aquele ventinho contra e a garoa" ;-) realmente tornaram o PBP2007 tão difícil assim.

Para traçar um paralelo entre 2003 e 2007 tentei comparar coisas iguais, ou seja, "catei" nos resultados oficiais ciclistas que pedalaram as 2 provas! Infelizmente não ficou tão exato quanto gostaria, pois, por exemplo, o português Jorge Martins Silva que pedalou o PBP com a camisa do Brasil em 2007, aparece na prova de 2003 com o nome de Jorge Martins!!! Quem tem uma noção de informática sabe que ela ajuda bastante, mas ainda não temos recursos tão eficientes numa ferramenta como o Excel, para fazer esses acertos de uma forma eficiente, por isso os dados abaixo não mostram a realidade das 2 provas, mas pelo tamanho da amostra o comparativo é válido.

Vamos aos números:
1.321 ciclistas que completaram a prova de 2003 se inscreveram para 2007.
Destes:
36 nem largaram;
18 estouraram o tempo limite;
290 desistiram;
977 terminaram a prova dentro do tempo limite e destes:
306 melhoraram seu tempo e
671 pioraram seu tempo em relação a 2003!!

Pelas razões acima expostas, fica bem claro que a prova desse ano foi, sem dúvida, muito mais dura. Se dividirmos os 306 que melhoraram os seus tempos pelos 1.321 ciclistas que fizeram as 2 provas, veremos que apenas 23,16% tiveram um desempenho melhor esse ano.

Esses números só valorizam o feito de quem terminou a prova e dão uma nova motivação para quem foi para a França e não conseguiu voltar a Paris pedalando.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

PBP2007 - Análise dos resultados III

Abaixo tem a relação dos países que obtiveram ao menos um brevê esse ano no PBP. No total foram 42 países, contra os 25 da edição anterior. A França continua absoluta, mas é o segundo PBP seguido que ela tem menos de 50% dos brevês expedidos, em 2003 foram 48% e nesse ano "apenas" 41%.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

PBP2007 - Análise dos resultados II

Abaixo tem um gráfico que mostra a chegada dos atletas em função do tempo de prova. Os primeiros conseguiram completar os 1.227 km do PBP em menos de 45 horas!!! À partir desse horário, o pessoal começou a chegar aos poucos até as 70 horas de prova, quando o número de atletas que terminavam a prova começou a crescer. O número máximo de atletas chegou entre 88 e 89 horas, quando chegaram em média 8 atletas por minuto!!


Esse gráfico é muito semelhante ao anteriormente comentado, a única diferença é que ele acumula em percentual todos os ciclistas que terminaram o PBP. Cerca de 55% dos ciclistas chegaram nas últimas 10 horas de prova. Além disso, 60 dos ciclistas que "estouraram" o tempo limite tiveram os seus tempos de prova "arredondados" para 90 horas. É o caso do Erich Brack que completou o PBP em 90 horas e 39 minutos.

Quem não acompanhou o desenrolar da prova aqui no blog pode estranhar o fato de que teve gente com mais de 90 horas sendo brevetado. A explicação que nos chegou, é que a direção de prova deu 2 horas a mais do que o tempo limite de 90 horas em função do mau tempo que foi uma constante nesse PBP. Mas parece que essa explicação ainda não é a adequada, pois o Luiz Roberto Velho Lazary completou a prova em 91 horas e 57 minutos consta na relação como se estivesse chegado fora do tempo.

PBP2007 - Análise das informações I

Ao contrário de 2003, não foi fornecida a data de nascimento dos participantes nos resultados finais. Poucos dias após o término da prova foram colocadas no site oficial informações sobre quantos atletas haviam se inscrito por faixa etária e dentre esses quantos haviam largado, abandonado, chegado fora do tempo máximo permitido e chegado com sucesso ao fim da prova. Quem quiser olhar essa informações só clicar aqui.

Eu gostaria de poder analizar a idade média dos participantes por país, para tentar (e certamente achar) uma correlação entre os países que historicamente tem o ciclismo como um esporte tradicional e os países como o Brasil, onde as coisas acontecem pela força de meia-dúzia de abnegados. O Brasil, na minha opinião, seria um dos países com idade média mais baixa do PBP2007.

sábado, 6 de outubro de 2007

PBP2007 - Resultados Oficiais

Eu já tinha cansado de ir visitar o site oficial do PBP para ver se haviam publicado o resultado oficial que havia sido prometido para o dia 15/09 e depois para 30/09.

Há poucos minutos o "monsieur" David Dewaele me mandou um email comentando que os resultados oficiais tinham sido recém publicados. Quem quiser dar uma olhada é só acessar o site oficial.

Nesse fim de semana e na semana que vem pretendo esmiuçar esses dados com mais tempo.

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Audax 200 em Campos doJordão

O Antônio Costa está organizando o Audax 200 em Campos do Jordão no dia 20/10, e segundo ele são: "20 km de subida na ida e 20 km de descida na volta". Quem for de SP e região, tem aí uma ótima oportunidade de fazer um Audax e conhecer um dos pontos turísticos mais conhecdios de SP. Abaixo tem o esquema da navegação da prova, maiores informações no site do Audax Brasil.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Relatos PBP - Erich Brack

PARIS BREST PARIS 2007

Por Erich Brack - 3272

INTRODUÇÃO
Iniciar-se no ramo do ciclo turismo com os Audaxes foi muito importante para mim. Melhorou muito a qualidade do meu lazer e minhas condições de saúde, e devo isto ao meu grande incentivador e companheiro de pedaladas Luís M. Faccin, que lançou a idéia do meu primeiro Audax 200, ainda em 2004, e, posteriormente fomos cúmplices até o fim do PBP 2007!
Este entrosamento entre os participantes é fundamental para o sucesso, já que evita erros grosseiros, no que também fomos muito auxiliados por nosso grande amigo Jorge, o português/brasileiro que já estava no quinto PBP! Já que estamos agradecendo, também não podemos esquecer do nosso grande Carlos Kieling, pelo seu magnífico blog, que metabolizava as nossas informações, enfim todos aqueles que de alguma forma ajudaram, Marcelo Lucca e demais amigos, torcedores e familiares!

PREPARAÇÃO
O desafio é enorme! Por isto é necessário preparar-se com bastante antecedência e se concentrar diariamente no assunto, pensar em como realizar a prova todos os dias e ir se convencendo de que chegará o grande dia!
Pensar no que é necessário para melhorar o nosso desempenho? Muitas coisas!
É necessário ir montando uma estratégia e posteriormente ir executando as tarefas progressivamente. O desafio inclui o físico, o psicológico, alimentar e suporte (bicicleta). Eu me preparei progressivamente no período de dois anos.
Montei minha estratégia em reduzir o peso ao máximo, o que culminou com a compra da bicicleta Scotch CR1, leve e com muito conforto devido à elasticidade proporcionado pela fibra de carbono, que não é tão rígida como o alumínio, reduzindo as trepidações produzidas.
Devemos discutir o assunto com parceiros, amigos, ciclistas mais experientes e ir planejando sua estratégia pessoal, adequada para você. Não há uma conduta padrão, como por exemplo, os vários tipos de bicicleta encontrados, speed (maioria), MTB, tandens, reclinadas, carenadas, triciclos, e alguns modelos que nem sei como caracterizar, pois se moviam com uma mistura de remada e pedalada em dupla.
Particularmente me surpreendi pela agilidade das tandens! Havia um casal tão veloz, sendo a parceira até um pouco “gordinha”, que não consegui acompanhar por muito tempo, mesmo estando no “vácuo”, tendo que esperar a próxima tandem passar. Acho que se tiver parceiro fixo, é uma boa opção para este tipo de ciclismo, pois é muito eficiente!
Alimentar: programar sua nutrição, encontrar seu peso ideal, suplementação nutricional no período pré e durante o período da prova. Que alimentos devemos ingerir? Energéticos, barra de cereais, técnicas de hidratação, etc.
Quanto aos cuidados físicos, depende muito do que gostaríamos de fazer. Ser um atleta bastante ágil e realizar a prova como os primeiros, em 42 h. ou mais lentamente, e apreciando os momentos que a jornada oferece! Uma boa forma física sempre ajuda, entretanto, treinar para nós gaúchos aqui do sul, nem sempre as condições meteorológicas são favoráveis aqui, em pleno inverno, no período que antecede a prova. Particularmente este inverno, foi o mais rigoroso dos últimos 19 anos. Pedalar em academia não me anima muito e no único dia que fui à academia, enquanto pedalava, surgiu o noticiário com acidente aéreo em São Paulo, com avião da companhia por nós escolhida (TAM) para nosso transporte até São Paulo. Não consegui retornar a academia!
Quanto ao psicológico, imaginar as suas atitudes, pensar que haverá muitas vezes o pensamento em desistir frente às dificuldades inesperadas, vencer o sono, e considero que tempo dormido não é perdido. (Havia a recomendação do Jorge, de que quem dorme em Loudéac, não chega a tempo, mas encontramo-nos justamente na fila do dormitório em Loudéac na primeira noite, pela meia noite, onde dormimos até as 3h.!) O esforço é extremo e algumas horas de sono por noite são muito importantes. É necessário ter a cuca fresca para poder improvisar frente às dificuldades surgidas, ter sangue frio para improvisar e raciocinar!
Quanto ao suporte/bicicleta, deve ser uma bicicleta que se está acostumado e já ter pedalado no mínimo uma prova de 400 e 600 km com a mesma. Não utilizar equipamentos não utilizados previamente!
Lembrar que é uma prova longa, e não utilizar materiais que estão com vida útil avançada, pois como a prova é dura, provavelmente estas peças não resistirão como foi com os pneus. Já estava na dúvida quanto aos mesmos antes da largada, comentei com o Jorge, e pneu um pouco gasto já é um pouco mais leve! Errado. Tive de trocar o mesmo, bem como as balacas dianteiras e traseiras tiveram de ser trocadas devido ao desgaste excessivo causado pelo mau tempo apresentado. A câmara remendada vazou no remendo, usar nova! Por sorte a corrente havia trocado!
Este aspecto é bastante cômico, pois eu havia justamente criticado meu parceiro de quarto, Juan, que de MTB, levava um pneu novo para eventual troca. Comentava que deveria levar apenas o estritamente necessário e no final eu que tive que trocar o já desgastado pneu!

A VIAGEM
Escolher de preferência vôos diretos, menor quantidade possível de escalas, pois reduz a possibilidade de extravio de bagagens, como aconteceu com César e o Faccin, que tiveram bicicletas extraviadas, além das malas da Elvira (esposa do Lazzari), e do Lacerda, nosso apoio, aparentemente na escala em Milão!
Levar pouca bagagem! Deve-se selecionar tudo o que se achar necessário e antes de colocar na mala, tirar a metade do que havíamos escolhido! Tivemos dificuldade com chegada no domingo, pois algumas estações (particulares) do metro funcionam apenas como desembarque e não permitindo conexão em outra linha desta estação, os táxis são bastante mais caros, no domingo, e devem muitas vezes ser reservados com antecedência! Em Plaisir, sede da nossa concentração, juntamente com grande quantidade de canadenses, havia apenas dois táxis disponíveis para toda a população!
Programar para chegar alguns dias antes, para adaptar-se ao novo fuso horário, adequar nosso intestino aos novos alimentos, principalmente as saladas e frutas cruas, pois ocasionalmente pode haver um desequilíbrio da flora bacteriana levando às fortes diarréias e impossibilita a realização da prova devido à elevada perda de líquidos causada, associada à perda gerada pelo exercício físico (transpiração).
Não esquecer de levar um adaptador elétrico para as tomadas européias que são diferentes das padronizadas por aqui (carregar celular, máquina fotográfica, etc), bem como realizar a transferência do celular para possibilitar chamadas no exterior, se for optado pela comodidade. Usamos muito o serviço de mensagens, e que tem um preço acessível.

- PARIS, ENFIM CHEGAMOS!
Estes dias iniciais de descanso e adaptação à nova realidade, aos costumes, à língua, aos hábitos, ao trânsito e ser respeitado como ciclista. Chegar ao centro de Paris pedalando, dá uma segurança muito grande, de domínio do terreno, de civilidade. Foi uma experiência muito boa, sendo oferecida pelo Kardel, que já conhecia o trajeto! Cuidado apenas em trafegar em túneis e auto-estradas com velocidade máxima de 110 km/h onde é proibido o tráfego de bicicletas! Em duas ocasiões fomos escoltados pela polícia e com muita conversa conseguimos evitar as multas!
Aproveitar um pouco as delícias que esta cidade oferece é fundamental! Visitamos Torre Eifel, Notre Dame, caminhamos pelas margens do Rio Sena, museu do Louvre, Trocadeiro, Champs Eliseé e Arco do Triunfo e o inesquecível Cartier Latin com seus bares, restaurantes e universidades.

AJUSTES FINAIS, RECONHECIMENTO DO TERRENO E METEOROLOGIA
Inicialmente após mantido o contato com o terreno, inteirar-se sobre as condições meteorológicas, adequa-se a estratégia final para a prova. Haverá carro de apoio? Qual será a função do mesmo? Será de uso individual ou coletivo, haverá alguma comunicação, por internet, celular entre o nosso grupo? Pedalaremos em grupo? Inicialmente o Jorge estranhou minha colocação que provavelmente o melhor seria irmos todos por si só, já que muitos sequer se conheciam previamente de outras pedaladas.
Os últimos ajustes devem ser particularizados especificamente com relação à previsão do tempo. Escolher os trajes adequados, para o caso de dias frios e chuvosos. É verão e nos foi recomendado previamente ao uso de manguitos e pernitos, apenas a noite, e bermudas de dia, não esquecendo o uso de foto protetor! Houve grande alteração das condições do tempo, chovendo praticamente três dias, muito frio e ventos previstos de 60 km/h na região de Brest que fica perto do conhecido mar do Norte! Esta sensação de umidade foi exacerbada devido o fato de as roupas não secarem facilmente! Lembrar que no hotel utilizava-mos o abajur para secagem das meias e cuecas.....por isto houveram tantos abandonos, sendo considerado o PBP mais difícil por um veterano de 8 PBPs.
Utilizei minha capa de chuva forrada com algodão por muita sorte, pois pretendia comprar uma de goretex, na última hora, e em não aceitando meu cartão crédito, tive de usar a capa antiga, pesada, e não desejada, mas foi muita sorte, pois aquecia bastante alem de proteger da chuva, mas no último dia era difícil de acomodar sob o selim. Também utilizei o cobre botas, levado a Europa por acaso, apenas para proteger o cambio da bike, dentro do mala bike!
Deve se ter o cuidado de usar assento largo, macio, bermudas já bastante velhas, lenços umedecidos para higiene íntima, bem como uso de “Dermodex Prevent”, diretamente na pele, o que evitou as terríveis assaduras. A higiene é fundamental para evitar estas lesões freqüentes do períneo!
Particularmente arrisquei muito, pois saí com dúvidas em relação ao selim, levei dois de casa, mais uma capa de gel, e por fim comprei um selim da Selle Itália bem comum (24,9 Euros) e o utilizei magnificamente por toda a prova!
Muito importante é o ajuste do guidon que deve ser generosamente amolecido com espuma grossa! Tive importantes alterações neurosensoriais nas duas mãos por ter acreditado no uso de gel no guidon e ter pedalado muito de pé, o que não estava acostumado, forçando demasiadamente os punhos, que me causou uma bela síndrome do túnel do carpo, já pelos 800 km de trajeto e que dificultou inclusive as trocas de câmara de ar, achar objetos dentro dos bolsos, ou tirar uma simples fotografia, já que o dedo indicador, entre outros, completamente anestesiado, não identificava o botão do disparador, situação que persiste já um mês após o término da prova, apesar do uso de medicação antiinflamatória e corticosteróide!
Não esquecer do uso profilático de antiinflamatórios (Profenid) e de alongar-se antes, durante e nos finais de percurso!
Últimos ajustes nas pressões pneus, regulagens altura selim, lubrificações.
Se houver carro de apoio, preparar-se para tal! Levar roupas para trocar, sacos de plástico (organizar objetos e p/ lixo), papel jornal, separei previamente em embalagens individuais para cada ponto de parada do carro de apoio, os alimentos que levei comigo, na camisa, como: maltodextrina, castanhas do pará, power gel, uva passa e tâmaras.

VISTORIA, O GRANDE DIA ESTÁ CHEGANDO
Aos poucos a cidade vai se enchendo de ciclistas, estávamos a 10 km de Saint Quentim, e vamos observando a transformação da cidade, algo diferente no ar! Os restaurantes e bares mais cheios, a circulação do trânsito vai sendo alterada, mais “velos” circulando, presença de sinalização provisória do trânsito.
O complexo do estádio vai ficando com mais movimento, mais pessoas indo reconhecer o estádio e se agrupando para tirar fotos das delegações em frente ao Estádio dos Direitos do Homem.
Roupas coloridas, bicicletas todas equipadas, marcas desconhecidas, algumas bastante exóticas, línguas estranhas, tipos estranhos, etc.
No interior do ginásio, grande movimentação, stands individualizados por paises na conferência dos documentos, entrega do cartão magnético e caderneta de rota, sendo a vistoria suspensa devido ao mau tempo e grande número de inscrições. Havia sido transferida para momentos antes da largada, já dentro do “brete” da largada.
Outros stands de provas como o Londres Edinburg Londres, FFCT, lojas de material ciclístico, fotográfico, etc.
É proibido pisar na grama do estádio e fazer xixi na “natureza”!

A LARGADA, QUE EMOÇÃO!
É muita emoção, apreensão, ansiedade!
Enfim o grande dia chegou! Antes de sair do Pavillon de los Gatines, faz se a foto oficial do grupo dos brasileiros, que incluem Juan, Adriana, Guilherme, Calvete, Lazzari, Ricardo, Luis, César, Klaus, Erich, Ricardo e Richard, Costa, com os apoiadores Lacerda e Denis!
No rumo do estádio, deixamos para traz o Guilherme e Adriana, Lazzari e Calvete que também se atrasaram. É impossível manter o grupo unido sequer na largada! Sair todos juntos, quanta ilusão! Pedalar juntos então?
Surgiu à janta, nos dividimos em dois grupos, um janta e outro cuida das bicicletas, estacionadas junto ao portão de entrada do estádio. A fila do restaurante é enorme, ficamos mais de hora na fila. Logo ao sair o segundo grupo para jantar, abrem-se os portões, estou eu a cuidar de três bicicletas (acho que do Formiga, Klaus e Ricardo) além da minha e com toda aquela multidão em torno, vamos adentrando no estádio, os parceiros não retornam, vou acomodando as bicicletas como consigo, ainda lembro de colocar a do Formiga, no alto de um muro para sobresair-se por cima da multidão, está escurecendo, mas parece que as luzes do estádio não se ascenderão, ainda encontro o Juan que foi buscar mais algumas bicicletas, mas entrou rapidamente no WC, não respondendo aonde estavam as demais bikes. Era como um formigueiro espalhado no chão, chega à hora da vistoria, consigo passar com a camisa do Rigonax e faixas refletivas costuradas na camisa, sem colete após alguma insistência, o coração vai batendo mais forte, os parceiros não chegam. Passamos o segundo brete onde é carimbado o passaporte no grupo das 21h30minh., vou ficando por último na esperança de achar mais alguém! Fecha-se a faixa imediatamente atrás de mim como último daquele pelotão! Ninguém aparece dos parceiros. A emoção é grande, o locutor vai falando aquele francês que não entendia nada, fogos, largada das bicicletas especiais já havia acontecido as 21 h, troco minha camisa e coloco o casaco forrado, que estava amarrado na cintura, cobre botas, me ajeito e logo começa a contagem regressiva! É muita emoção, o pelotão vai partindo lentamente e silenciosamente sob os aplausos do público francês, que nos acompanharão incansavelmente por quase todo aquele enorme trajeto. Vou pedalando mais rapidamente, procurando por mais alguém, enfim seja o que Deus quiser. Estava no PBP!

O PERCURSO
Em Saint Quentin é tudo festa! Motocicletas batedoras, cruzamentos bloqueados.
Largo sozinho e apreensivo pelos demais. Será que encontrarão as suas bicicletas?
Aos poucos vou ultrapassando os ciclistas do grupo, cuidando e recebendo os aplausos daquele público incansável, em todas as esquinas por que passamos. Após um bom período, acho que havia ultrapassado de 300 a 400 bicicletas, consigo identificar a voz do eufórico Luis, no meio da multidão, e com ele encontro o Jorge, Silvia, dentista, que havia feito 15 audaxes 200 naquele ano, e outro português, vou andando junto e fico feliz por ter encontrado parceiros do nosso grupo. O pelotão vai indo rápido, geralmente em fila de dois a dois, mas as caramanholas vão caindo do suporte devido à trepidação e resistindo as quedas e atropelamentos, mas ao recolhê-las, vou me distanciando do pelotão, e até encontrá-lo novamente tem que se fazer muito esforço, que deve ser comedido no início da prova. Após a terceira queda, desisto de andar com o pelotão e aos poucos vou acompanhando pelas tandens, que eram muito ágeis, além de fazer companhia naquela noite interminável.
Chegamos em Mortagne-au-Perche, bastante montanhoso, PC com café demorado, parto apressadamente em direção ao próximo PC onde nosso apoio nos aguardaria.
Interminável madrugada, muita umidade, frio, parece que Villaines-de-la Juhel não chegava nunca, mas enfim, apareceu o vilarejo e logo encontro nosso amigo Lacerda com o carro estacionado no local, como combinado, tranqüilizo-me, mas um pouco assustado com o cansaço apresentado até então, e lembrando das condições adversas do tempo e criando confiança em nosso amigo Lacerda, que até então não conhecia, retiro o alforje desenvolvido especialmente para a ocasião e utilizo os bolsos das camisas e do casaco apenas, além da bolsa de selim que continha o material mecânico (1 câmara, vários remendos colantes, canivete de chaves e lanterna auxiliar e farol cateye emprestado pelo Calvete.) Dou um cochilo de trinta minutos e vou carimbar o passaporte!
Em Fougères, hora do almoço, com mãos e pés frios, vidros do restaurante embaciados, tudo úmido, e um belo bandejão de comida bem caprichada, cafezinho e sobremesa.
Em Tinténiac, um lanche da tarde, na saída ainda encontrei rapidamente o Lazzari, chegando, saio apressadamente e vou acompanhando como possível em um pelotão misto, até encontrar um grupo de franceses que moram em Loudéac, mas não são de muita conversa com meu inglês, tento acompanhá-los em silêncio. Gostaria de ter chegado entre 18 e 20 h conforme meu planejamento inicial, mas chegarei em torno de 23 30h. Localizado nosso amigo Lacerda, recebo notícias da queda do Luis e estrago na catraca o que o fez pedalar precariamente os últimos 85 km. Após lauto jantar, na fila do dormitório, escuto aquele sotaque inconfundível do Jorge, que recomendava não dormir em Loudéac! Somente em Carhaix! Que surpresa! As 3h partimos e ainda conversei com Luis, estimulando-o a prosseguir, pois estava querendo desistir devido o cansaço.
É um bonito trajeto até Carhaix, café da manhã, algumas montanhas, chega-se numa estrada sinuosa, inesquecível, formamos novamente um pelotão, bastante rápido com alguns americanos. Á seguir encontramos o Jorge e a dra. Sílvia e vamos juntos, subindo todo aquele penoso trajeto, o mais alto da prova (400m.), segundo Jorge, e com o vento aumentando, chegamos no alto da colina, e temos uma visão maravilhosa, com o Mar do Norte a nossa direita e o Oceano Atlântico a nossa esquerda, e iniciando-se uma longa descida até Brest. Maravilhosa, inesquecível. Todo aquele mar, crivado de manchas brancas, pequenas embarcações, chegamos à maravilhosa cidade de Sizum e depois aquela baia de Brest, com ponte muito bonita e inúmeros barcos na água. Não podemos esquecer que aqui havia um pouco de sol querendo aparecer!
Na ponte em Brest, Jorge Português oferece entrevista como brasileiro, que fala francês, e vou seguindo lentamente, morro acima. Quando chego ao PC fico sabendo que sou o primeiro brasileiro a chegar, pelo Costa, que infelizmente machucou-se, tendo que abandonar logo no início da prova devido lesão na córnea, causada pelo plástico do crachá ao ser instalado em torno do pescoço, raspando acidentalmente no olho esquerdo. Isto sim é que é azar!
Apenas o David, que na realidade é francês, morando no Brasil, havia chegado do nosso grupo, em Brest até então! Quanta felicidade e cheguei a ligar para minha família em Porto alegre para compartilhar o feito. Chega o Jorge, almoçamos, descansamos e logo nos mandamos adiante! Fiquei um pouco para trás pois estava brigando com o meu casaco forrado amarrado abaixo do selim e frequentemente caindo e entrando na roda traseira, várias paradas por isto, mas tinha que cuidar muito deste casaco pois havia sido muito útil até então e não dispunha de outro local para sua acomodação.
Naquela descida de Brest, inesperadamente ouço meu nome vindo do outro lado da rodovia! Era a Adriana, seguida pelo Guilherme Kardel. Encontrei ainda a seguir creio que o Lazzari, Juan, Adriano Formiga e ainda o Calvete mais atrás! Que beleza, encontrar todos ainda pedalando e subindo em direção a Brest! Foi outro momento inesquecível!
Retornando à Carhaix, solicito ao apoio mecânico que lubrifique a corrente, e enquanto o mesmo solicita a troca das balacas também, e recusado por mim, vou lanchar, e, na saída, encontro meu pneu dianteiro murcho. Jorge e Sílvia passam por mim e não atendem ao meu chamado! Decido trocar sozinho, apesar de estar na frente da oficina mecânica, já que tinha uma câmara reserva, e seguindo adiante, após algumas dezenas de quilômetros, encontro novamente a dupla Jorge e Silvia com quem pedalamos bastante, até decidirem fazer uma pausa em creperia e eu decido prosseguir apesar da chuva que havia recomeçado.
A estrada bastante secundária, poucos ciclistas e vamos procurando o trajeto lentamente, quando novamente observo o pneu dianteiro murcho! Chuva, escuridão e nenhum abrigo, mãos molhadas, ninguém oferece ajuda, já que havia utilizado a única câmara disponível quando teria então que remendar e na chuva não seria muito fácil!
Optei por tentar ir enchendo o pneu ocasionalmente até Loudéac, o que deu certo, pois só tive que encher mais uma oportunidade. Entretanto a situação dos freios foi ficando calamitosa, pois a cada tentativa de frenagem, o ruído era extremo e a frenagem insignificante, causando uma sensação de insegurança muito grande, frente à possibilidade de acidentes e possíveis colisões entre parceiros, fazendo com que eu me distanciasse dos demais e para auxiliar um pouco nas frenagens murchei o pneu traseiro. Nestes últimos 15/20 km até Loudéac foram inesquecíveis e assim que cheguei fui direto à oficina, providenciar o conserto do pneu e troca das balacas. Jantei. Tomei banho, lavei algumas roupas e me desfiz de minha bermuda antiga, levada intencionalmente com esta finalidade. Dormi aproximadamente 3 h, tomei café e cedo pela manhã tomo o rumo a Tinténiac, após abastecimento no carro de apoio e recebendo mais atualizações do Lacerda que tinha que deslocar-se até um ciber-café para observar nosso deslocamento e obter previsões de chegada!
A saída é um pouco conturbada pois retorno ao apoio para buscar algo que não me lembro, talvez uma câmara nova do Klaus. Encontro um americano e vamos mantendo um bom diálogo quando ocorre novo pneu vazio!Desta vez o traseiro, meu parceiro oferece ajuda, mas como tinha tudo que necessitava, estávamos atrasados e com boas condições, dispensei a ajuda pois, anteriormente quando precisei ninguém havia se oferecido e agora eu não necessitaria de ajuda.
Câmara trocada, sigo alguns km e novo furo no traseiro! Novo contratempo e a folga vai ficando pouca, vou ficando ansioso e parece que está ficando difícil manter-se no tempo! Chegando a Tinténiac, solicito a troca da câmara traseira que havia remendado, e exame do pneu em virtude dos múltiplos furos, enquanto almoço. Quando retorno, sou informado que não há nada com o pneu pois o mesmo não teria murchado enquanto estava almoçando. Muitos ciclistas para atender na minha frente, o tempo vai se esgotando e tenho de insistir muito para que finalmente troquem a câmara e examinem o pneu e não encontrando nada! O drama continua, pois o “mecânico” apresenta dificuldade em encher o pneu com a bomba de pé sendo que na cena final, encontram-se quatro pessoas para encher um pneu! O relógio não parava de girar, e me mando rapidamente embora quando vejo o Lazzari chegando, mas sigo em frente!
Encontro a Steicy, americana, que junto com seu companheiro mantinham um bom ritmo de speed e propus entrar no pelotão, mas logo nos primeiros 15 km, novo furo no pneu traseiro. Infelizmente estava difícil manter um ritmo! Como estávamos atrasados, propus trocar sozinho o pneu, não comprometendo os demais, que pertenciam a outro grupo de largada, 22 ou 22h30min h.
Aí as mãos já sem tato, dificultaram muito a troca do pneu! Sequer a tampa foi fácil de remover, alguns minutos preciosos perdidos porque não conseguia desrrosquear a tampa do ventil, quando tive a idéia de girar todo conjunto, aproximando a porca, o que deu resultado e finalmente pude examinar o pneu, quando encontrei um corte de um cm. no mesmo, provavelmente causado quando murchei o pneu no dia anterior! Ainda bem que havia comprado uma câmara extra naquele PC teimoso! Fiz um manchão com três remendos apostos com um pedaço de papel, no pneu e câmara nova, tudo montado, e assim ficou até o final da prova. Neste trajeto encontrei um alemão com qual fiz dupla até quase a chegada em Fougères, quando novo pneu murcho! Pneu dianteiro consertado, mas muito judiado devido ao fato de pedalar em pé, chego ao PC e decido trocar o pneu dianteiro. Neste PC com oficina muito prestativa, enquanto vou tomando um chopp pra relaxar. Parece que o pneu tava meio ruim mesmo, pois o mecânico queria ficar com o mesmo como souvenir.....tava meio desfiado mesmo!
Agora era chegar a Villaines-la-Juhel, próximo destino, o que não foi muito fácil! Encontrei outro pelotão de origem aparentemente inglesa, alguma ilha/colônia, também comandados por uma mulher, com uniforme rosado, chamando atenção seu pai e muitos que pedalavam sem capacete! Era uma alternância muito grande nas posições destes ciclistas, não entendia bem o que acontecia, paravam para telefonar em orelhões, mais adiante pararam em uma vila, parecia ser um posto extra (ou surpresa) mas era para darem uma entrevista, quando decidi seguir sozinho! Mais adiante, estrada bloqueada, polícia, ambulância, policial pediu para e parar quando perguntei se era algum ciclista e ela confirmou que sim. Ofereci ajuda médica, dizendo ser médico neurocirurgião e ela disse que era um italiano, não havia necessidade. Pista esquerda é liberada e consigo ver o acidentado ser removido de maca, e logo após o rugir das sirenes.
Cheguei a uma vila, a noite vai chegando, compro um baguete em um “Bar dos esportes” e novo rugir de sirenes, penso que seria a transferência do ciclista para outro hospital. Mais adiante, no escuro, vejo luzes azuladas e brancas no céu formando um halo, e penso que seremos recebidos com fogos de artifício na festiva cidade de Villaines-la-Juhel, vou ficando animado, as luzes continuam, quando chego perto, observo serem luzes, que associadas com pingos de chuva, davam aquela impressão de fogos de artifício, que na realidade eram mais duas ambulâncias resgatando ciclistas. A estrada seguia, o cansaço ia aumentando, e as recordações iam ficando pesadas.
Lembrei-me das seis remoções que haviam ocorrido em Loudéac, devido à hipotermia, na segunda noite quando perguntei a um voluntário, ao ver uma remoção! A estrada seguia, sempre em frente, escura, com apenas uma marcação horizontal pequena central e nenhuma nas laterais, por vários quilômetros, escuridão total, segui praticamente sozinho. As recordações iam ficando pesadas, o cansaço aumentava, quando finalmente cheguei ao PC. Escoltado pelo Lacerda, encontro o Costa e Richard que desistia ali, comento sobre os achados do último trajeto, pensando no que ainda poderia ocorrer, associando o trajeto ruim, ambulâncias e o cansaço, quando decido perguntar pela organização, expondo meus motivos e como médico achava que a prova deveria ser suspensa ali, no que fui acompanhado inclusive por um estranho que concordava com a minha posição, sendo orientado a enviar e-mail para a organização quando minha intenção era suspender a prova àquela hora, sendo dissuadido pelos organizadores que afirmaram que aquilo faz parte da prova. Argumentei as condições meteorológicas, o cansaço, os acidentes visualizados e as poucas condições de sinalização da estrada recentemente percorrida! Enfim, acabei desistindo do meu pedido.
Jantei um belo prato de massa com guisado, não consegui comer tudo, muito bem assessorado pelo amigo Lacerda, que ajudou nos preparativos para prosseguir, passei dermodex, também nos pés, e coloquei meia seca envolta em saco plástico, na sapatilha molhada, e decidi seguir quase sozinho. Após algumas esquinas ia encontrando o pessoal meio perdido conferindo as sinalizações no escuro, e confiando na minha orientação fui ganhando a dianteira e seguindo sozinho, tentando ganhar terreno perdido.
Quando sozinho, puxando a frente, bem longe dos demais e após fazer uma curva em meio a escuridão, encontro aquela linha sinuosa vermelha enorme! Que visão maravilhosa, serpenteava por dentro da escuridão! A estrada prosseguia interminável quando parei para curtir um pouco esta imagem, observar os pelotões passando interminavelmente, alimentar-me, tentando vencer o sono! Fui ficando mais cansado, o sono começava a surgir, aquela estrada ia ficando cada vez mais deserta, escura, quando adentramos, em um bosque interminável, com árvores bem altas, o cansaço surgindo, ia pedalando meio dormindo, como um bêbado e ia escrevendo círculos pelo caminho, vendo surgir grandes viadutos, prédios e objetos indescritíveis que melhor observados não eram nada mais que simples árvores que cruzavam a estrada!
Um sono infernal. Creio que foi uma das piores sensações que senti, pois pedalava, mas havia uma força descomunal que me puxava para baixo, parecia que haviam arrancado o meu cerebelo e consegui acordar um pouco quando escutei alguém exclamar “Good Mornning”, levando um grande susto, acordei um pouco, e com muita sorte, finalmente consegui chegar em Mortagne-au-Perche, após registrar a passagem, tomei um lanche e aí decidi descansar 15 minutos, acionei o despertador e quando consegui acordar já haviam passado 40 minutos, o PC já estava ficando vazio e apenas com o pessoal da limpeza circulando quando resolvi sair apressadamente em direção a Dreux. Neste trajeto encontrei novamente a Steicy e seu marido, e refizemos nosso pelotão, após informar sobre os acontecimentos até então e ela procurando organizar o ritmo de cada um, também encontrei o alemão e mais um outro ciclista, tb alemão, que já nos acompanhava, que não me lembro dos nomes, indo finalmente até o ultimo PC, sem praticamente nenhuma intercorrência.
Almocei rapidamente um prato de lasanha e parti apressadamente, meio confuso, não identifiquei corretamente o local que havia deixado a bike, e pensei que a bike havia sido roubada. Após pedir desculpas, segui adiante e encontrei um francês que vestia a camisa do PBP e tinha uma speed e pedi que o mesmo pudesse fazer o favor de me acompanhar, pois estava extenuado, pretendendo fazer vácuo e mostrar o caminho, pois o vento naquela planície era muito intenso, bem como mostrar o caminho. Imprimimos um ritmo forte e nos revezavas-mos, conversamos um pouco, até que o mesmo ficou irritado, acho que pela dificuldade em prosseguir a conversa em língua inglesa, e prossegui sozinho, indo meio apressado, não entendendo porque todos pedalavam despreocupadamente. Achei que só eu era do pelotão das 21:30h e por isto os outros iam despreocupadamente, mas na dúvida, resolvi acelerar o quanto pudesse! Mais uma vez a caramanhola caia, mas a deixei para trás como recordação, pois estávamos chegando mesmo, não necessitaria dágua e deixei-a como um souvenir. Uma grande subida ainda pela frente, ia chegando a Saint Quentin.

CHEGOU O FINAL
Ao ir chegando naquelas ruas arborizadas, inúmeros cruzamentos, que na largada estavam bloqueados, agora apresentavam sinaleiras, acho que quase 20 no total, e apenas duas consegui pegar no verde! Até clipar e seguir embalado, durava um tempão, o prazo ia ficando curto, encontrei um sueco que tentava me ajudar com vácuo, mas não conseguia mais acompanhá-lo, ao chegar no ginásio, me auxiliou a estacionar a bike, enquanto procurava tentar chegar no PC, mas o caminho estava bloqueado devido a manobra de um veículo (ambulância?), e depois encontrei aquelas intermináveis filas aguardando a entrega do passaporte pela última vez! Morto de cansaço, meio tonto, quase desmaiando, muita sede.
Enfim, havia chegado ao fim, finalmente havia conseguido terminar o maior objetivo do ano de 2007! Após um almoço não muito saboroso, junto com o abraço do Lacerda, encontro o Jorge e ainda auxiliamos a desatolar, isto mesmo, desatolar o carro do apoio (Denis) sobre o canteiro central, imaginem a quantidade de água que caiu para poder acontecer um atolamento em pleno canteiro central!
Finalmente conseguimos desmontar a bike e retornar ao hotel!

2011, O QUE FAZER?
Muitas coisas aprendemos com esta prova! Afinal, somos um grupo, uma delegação ou um bando de gente desordenada? Pergunta difícil de responder!
Como foi dito por alguém, o clima no hotel, parecia um Big Brother! Imaginem só! E realmente o clima era um pouco tenso.
Administrar todas aquelas vaidades era um desafio muito grande e gerador de stress desnecessário. Discutíamos por coisas óbvias, como a instituição do carro de apoio, por exemplo. Éramos um grupo, mas não tínhamos uma liderança legítima. E aí, como fazer? De quem é esta responsabilidade? Um cuida da reserva do hotel, outro das camisetas e da lista de mensagens! Foram belos exemplos de dedicação, mas não eram aceitos pela integralidade do grupo, pois não tinham a representatividade necessária!
É necessário, já que estamos num país estrangeiro e distante de nossas raízes e que por este fato são condições um pouco adversas para a maioria de todos nós, visto ao menos pela dificuldade de comunicação! É fundamental unir os esforços!
Quando se participa de uma atividade destas, representamos o nosso país e por isto acho que deveríamos ter um consenso e ao menos todos deveriam acatar. Entretanto sequer conseguimos que todos usassem a camisa idealizada para todos nós. E ao menos sair e chegar todos juntos na largada! Imagina o tamanho do desafio de largar e pedalar em grupo? Entretanto não é isto que pedimos. Vamos estabelecer um consenso!
Também agora temos uma taça, que deveria ficar aos cuidados de quem?
Por isto sugiro que se forme uma associação brasileira, por exemplo, que tenha legitimidade entre os interessados e que vise formar uma “delegação” mais homogênea e que seja um pouco mais útil do que apenas tirar a foto oficial momentos antes da largada.
Só assim creio que poderemos ter resultados mais satisfatórios, com menor desgaste e que possibilite um pouco mais de prazer, pois certamente ainda nos encontraremos nalguma pedalada por aí.
Parabéns á todos que me acompanharam a Paris e peço desculpas aos que de alguma forma possa ter prejudicado, mas posso dizer que foi o melhor que pude fazer por todos nós. Procurar unir o grupo.

Link com fotos pbp 2007

Link com fotos de Paris

Alemanha-Altmühltal Naturpark

Itália-Carrara e Cinque Terra

Se houver interesse posso melhorar qualidade das mesmas mediante solicitação.

Endereço email: bracke@terra.com.br

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Calendário Audax para 2008 - DEFINITIVO


Está aí o calendário Audax para 2008! Já está confirmado pelo ACP - Audax Club de Paris.

sábado, 29 de setembro de 2007

Calendário Audax 2008 - PROVISÓRIO

Alterado em 29/09 às 7:46. Incluídas as provas do RJ e SC.

Segue abaixo o calendário PROVISÓRIO do Audax para 2008. Certamente ele sofrerá ainda várias alterações, tem alguns organizadores que ainda estão enviando as suas datas. Teremos mais algumas provas no RS e possivelmente em MG.

Se tem alguém pensando em organizar alguma prova, mande um comentário que daremos as dicas de como proceder, ou faça melhor, se associe ao grupo de Organizadores de Audax de 2008 que lá sempre tem alguém disposto a ajudar.Clique na imagem para aumentá-la.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

PBP na Imprensa

Saiu na revista VO2 desse mês uma reportagem de 3 páginas sobre o PBP2007. Nele é contada a história da prova e a participação dos brasileiros.

Não vamos reproduzir o material, por enquanto, aqui no blog em respeito ao esforço jornalístico da revista em fazer tal reportagem. Quem quiser ler, e vale a pena a leitura, vai ter que ir na banca.

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Segue abaixo convite para o Audax 200 de Santa Cruz do Sul - RS à ser realizado dia 02/12, quem manda o convite é o Marco Antônio Valim que é o organizador da prova.

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Olá pessoal!

Esta mensagem é um convite.

Um convite para reiniciarmos a corrente e os eventos Audax.

2008 vai começar mais cedo para quem quiser encarar desafios.

Dia 02 de dezembro sairá mais um brevet Audax de Santa Cruz do Sul, já valido para a série de brevets de 2008.

Em um percurso por caminhos inéditos pela série Audax, sairemos de Santa Cruz em direção a Encruzilhada do Sul, fechando os 200 kilometros no retorno.

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Cronograma:

Inscrições: 12/11/2007 a 23/11/2007 de novembro
Vistoria: 01/12/2007 das 14:00 às 20:00
Janta: 01/12/2007 às 20:00
Prova: 02/12/2007, domingo

Largada: 06:00
Encerramento Parcial: 14:00, 15:00, 16:00, 17:00 e 18:00
Prazo Limite: 19:30

Encerramento Final: 19:45

Características:

1. Prova não competitiva visando a obtenção do brevet Audax 200km para os participantes que fizerem o percurso em veículo de tração humana em menos de treze horas e trinta minutos.

2. Percurso totalmente asfaltado pela BR 471.

3. Todos os partcipantes estarão cobertos por seguro contra acidentes pessoais.

4. Nos dois postos de controle, um em Pantano Grande e outro em Encruzilhada do Sul haverá fornecimento de água e lanches e disponibilidade de reparos básicos no equipamento.

5. Haverá resgate para os participantes que não puderem encerrar o percurso, levando os participantes de volta a Santa Cruz do Sul.

6. Apesar das facilidades apontadas nos itens 2 a 5, ressalta-se que o espírito de autosuficiência deve ser seguido por todos os participantes, que são os responsáveis por tudo o que for necessário para conseguir cumprir ao objetivo da prova. À organização cabe somente o registro do feito do atleta participante.

7. Valor das inscrições: R$50,00

8. Forma das inscrições: via internet http://www.faccinadventure.com.br/

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Calendário Audax 2008

Quem estiver pensando em organizar alguma prova em 2008 trate de se agilizar. O pessoal está querendo fechar o calendário até 6a. feira para mandar à Paris.

Temos várias provas confirmadas até agora, teremos em 2008 mais provas que nesse ano. As principais novidades no RS são uma prova de 600km e a volta de Porto Alegre ao calendário.

Assim que o calendário estiver fechado divulgaremos aqui.

domingo, 23 de setembro de 2007

PBP na 3a. idade!

Enquanto não é publicado o resultado oficial do PBP a organização está disponibilizando algumas informações em sua página e lá apareceu por esses dias alguns dados bem interessantes.

O principal deles é o número de atletas por faixa etária, lá aparece o número de inscritos, quantos largaram, desistiram, completaram, chegaram fora do tempo... A faixa etária mais alta, 70 ou mais anos, teve 60 inscritos, mas desses apenas 15 conseguiram chegar ao fim da prova.

sábado, 22 de setembro de 2007

Fotos de Pelotas

Taí um pequeno álbum do Audax 200 de Pelotas.

A primeira foto é do Udo, as demais o Luís Carlos mandou para publicarmos no blog, pena que ele ficou sem baterias após o PC2. Vamos ver se conseguimos pelo menos uma foto de todos os que largaram nessa prova do fim de semana passado.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Audax 200 em Campos do Jordão - SP

O Antônio Costa está avisando que acontecerá um Audax em Campos do Jordão - SP, no dia 20/10. Como de vez em quando passa algum paulista por aqui está dado o recado, mais informações no site do Audax Brasil e no cartaz abaixo.

75 Audax


Os 4 ciclistas da foto, eu, Bagatini, Udo e o Edimar (Graxa) possuímos em conjunto 75 brevet´s em provas de Audax no RS. O Graxa já concluiu 23 provas, o Bagatini 21, eu 18 e o Udo 13! Tão divertido quanto pedalar uma prova dessas é o antes e o depois, o Udo e o Bagatini foram pedalando até Pelotas, ou seja, antes da prova tinham pedalado pelo menos 300km, mas como ninguém é de ferro eles voltaram de carro comigo.

Sair para jantar com os 3, mas principalmente com o Graxa e o Bagatini, é passar vergonha na certa. Em 2006 no Audax 200 de Lajeado o Graxa comeu 1,85 kg no buffet livre oferecido aos ciclistas, imaginem esse pessoal num rodízio de pizzas. Essa foto foi tirada no sábado à noite antes da prova, como não fomos expulsos de lá, eu, o Bagatini e o Udo voltamos no domingo para desespero do dono da pizzaria.

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Audax Pelotas - O meu relato

Completei nesse fim de semana o meu décimo Audax 200 e como não poderia deixar de ser, aprendi mais um pouco. Aprendi que enfrentar mais de 100km de vento contra exige muito mais do que um bom par de pernas, exige paciência, perseverança e companheirismo. Pois, se unirmos vento contra com um número interminável de sobes e desces pela coxilhas rio-grandenses temos a receita de uma prova dura, por sinal, mais dura do que eu esperava.

A ida, com o vento à favor, foi uma maravilha, me senti o Lance Armstrong pedalando a mais de 30km/h morro acima. Ao me dar conta que era o vento e não o preparo físico que fazia eu e o Mogens irmos bem mais rápido do que imaginávamos ir, me preocupei em não perder muito tempo com paradas inúteis, pois a volta seria difícil e não era aconselhável desperdiçar tempo.

Apesar de algumas colinas que não estavam no planejamento chegamos no PC1 com uma boa velocidade média, ficamos menos de 15 minutos parados e seguimos. Uns 20 km depois desse PC começaram as subidas, e não eram apenas subidas era um soooobe e desce que não terminava nunca, ou melhor depois do km 85 era praticamente só subidas. Faltando uns 2 km para o PC2 o Mogens furou um pneu, nesse momento o Graxa e o Bagatini nos alcançaram e seguimos juntos até o Posto da PRF onde o Luiz e alguns voluntários nos esperavam.

Ficamos menos de 20 minutos e começamos a voltar. Nos primeiros metros já deu para perceber que havíamos tomado a atitude certa em não perder tempo na vinda, o vento era de frente e não era possível nas retas pedalar a mais do que 15 km/h, nas descidas não passávamos de 30km/h. Nesse momento estávamos eu, o Bagatini e o Mogens juntos, num ritmo bem lento, mas suficiente para chegarmos com folga. Depois de uns 20km pedalados comecei a perder rendimento, certamente causado pela pouca quantidade de alimentos consumida ao longo da prova. Nas subidas mais fortes eu engatava a coroinha e subia a uns 7-8km/h, nessa altura da prova os meus parceiros tinham de me esperar ao fim de cada subida. Desse jeito conseguimos chegar ao PC3, foram cerca de 55km que levamos mais de 3 horas e 30 para percorrer!!! Lá me alimentei devidamente para seguirmos até o centro de Pelotas.

Do PC3 até Pelotas tínhamos os primeiros 20 km de sobe e desce, depois a estrada ficava mais plana. O nosso trio foi modificado, saiu o Mogens, que foi na frente e entrou o Udo. Com o anoitecer e a aproximação do centro da cidade tivemos de redobrar os cuidados, principalmente na BR116 e no centro da cidade. Em algum momento "perdemos" o Udo e acabamos chegando eu e o Bagatini juntos depois de 215 km e 12 horas e 20 de prova. Foi o meu Audax 200 mais comprido e onde o vento foi um fator de desgaste físico e psicológico muito grande.

Vou ver se amanhã eu baixo as fotos e os filmes que fiz durante a prova, se o pessoal de Pelotas estiver lendo esse relato peço que me mandem as suas fotos, pois eu para variar, só tirei uma meia-dúzia.